Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação
Edson Goulart
A estréia do novo modelo de encontros mensais promovidos pela Apeti começou bem. No último dia 30 de agosto de 2007, diretoria e associados da entidade encontraram-se no final da tarde, num produtivo happy hour. O evento, realizado na sede do CIE ? Centro Incubador de Empresas, onde se situa a Apeti, foi patrocinado pela Corporis Brasil, uma das maiores centrais de Cooperativas de Trabalho do País, especializada nos setores de Lazer e Entretenimento, Tecnologia da Informação e Administrativo e Negócios.
Débora Galhardo e Walter Gomes, gerentes de Negócios e Controladoria da empresa, trouxeram à pauta um novo modelo de trabalho, através da contratação de profissionais cooperados.
Atualmente, a maioria das empresas, em especial as de Tecnologia da Informação, absorve a mão-de-obra intelectual através de carteira assinada (ou CLT, no jargão popular, referindo-se à Consolidação das Leis do Trabalho), ou por contratação de empresas formalmente constituídas (PJ, ou Pessoas Jurídicas). Em qualquer dos casos, a carga tributária é alta e as partes envolvidas têm que abrir mão de certos benefícios. A cooperativa de trabalho oferece um modelo diferenciado que, entre outras vantagens, resolve em parte essa questão.
Apesar disso, Gomes enfatiza que não é este o objetivo da Corporis e nem deve ser o da empresa. ?O objetivo não pode ser o de burlar a Lei?, recomenda o gerente. ?A proposta é adotar um modelo de relação de trabalho mais eficiente, em todos os sentidos?. Gomes afirma que o cooperado não pode submeter-se à subordinação, às determinadas regras internas da empresa, como ?picar cartão?. Em contrapartida, a relação entre tomadora (como são chamadas as empresas contratantes) e cooperado tende a ser muito mais eficiente, já que é uma relação de cliente e fornecedor. ?O cooperado tem consciência de que precisa satisfazer plenamente seu cliente?, comenta.
As sociedades cooperativas são regidas por legislação específica nas esferas cível, trabalhista, previdenciária, fiscal e tributária. Elas são o elo de ligação entre cooperado e tomadora dos serviços.
?Na verdade, todos procuramos uma forma de sobreviver às pressões tributárias e, ao mesmo tempo, oferecer melhor qualidade de vida aos nossos colaboradores?, comentou Gilberto Peres Mariano, presidente da Apeti. ?Mas não queremos correr riscos, adotando medidas alternativas que possam causar problemas?, completa, referindo-se ao receio de ações trabalhistas. Diante de questões como essa, insistentemente levantadas pelos presentes aos técnicos da Corporis, Gomes foi enfático ao afirmar que a possibilidade de erro na condução dessas relações é quase zero. O gerente da Corporis apresentou números que, tabulados, apontam para uma possibilidade de 0,2% de casos de ações trabalhistas em andamento. Segundo ele, os números tão baixos devem-se ao intenso trabalho de consultoria e treinamento prévios à tomadora. ?Tem situações em que chegamos a não recomendar esse modelo, para ninguém correr nenhum risco?, afirmou.
A Corporis deixou sua equipe à disposição dos associados Apeti para mais informações, através dos telefones (11) 3040-5031 e 3040-5024. O site da empresa também pode sanar dúvidas dos interessados: www.corporisbrasil.com.br.
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