Em 2004, pouco tempo depois de sua fundação, a Apeti deu seus primeiros passos para a consolidação do Pólo Tecnológico de Rio Preto. Reuniu as principais instituições de ensino da cidade, órgãos públicos e empresas para a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica, idealizou o CTRP - Centro Tecnológico de Rio Preto e mobilizou a comunidade do setor para concretizar seus objetivos (leia +).
Passados sete anos, a evolução dessas ações embrionárias da Apeti resultou no ParTec - Parque Tecnológico de Rio Preto. No dia 29 de dezembro, uma solenidade no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, marcou a realização de um sonho. O governador Geraldo Alckmin assinou o convênio que vai garantir o repasse de R$ 7,2 milhões para a construção do ParTec. Outros R$ 1,8 milhões serão disponibilizados pelo município, em contrapartida, totalizando uma verba de R$ 9 milhões.
O evento contou com o prefeito Valdomiro Lopes e o autor da emenda parlamentar que garantiu a verba, o deputado Orlando Bolçone. Pela Apeti participaram o presidente Kleber Rodrigues Junior e o diretor Cultural, de Comunicações e Marketing, Diogo Lopes dos Santos. Na comitiva riopretense também estavam o secretário municipal de Planejamento Estratégico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Milton Faria de Assis, e o presidente da Emurb - Empresa Municipal de Urbanismo e diretor da Acirp - Associação Comercial e Industrial de Rio Preto, Liszt Reis Abdala Martingo. Também estiveram presentes à cerimônia um dos grandes apoiadores da Apeti, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Julio Semeghini, o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Paulo Barbosa, e o deputado estadual Itamar Borges.
Assinaram também o convênio as cidades de Sorocaba, Botucatu e Piracicaba. "Estamos liberando recursos para incubadora de empresas de base tecnológica, laboratórios, áreas centrais, centros administrativos e as empresas, as universidades, os institutos de pesquisa vêm para o parque, em vários modelos. A pequena empresa vem para a incubadora. Em outros casos, a empresa cresceu, então elas erguem seus centros de pesquisa e desenvolvimento, inovação tecnológica no parque. Enfim, tem vários modelos. A inovação tecnológica alarga as fronteiras do comércio brasileiro, porque não há como você ter mais competitividade e mais eficiência sem inovação, sem avanço do conhecimento", explicou o governador.
O parque riopretense ocupará 3,76 quilômetros quadrados no extremo sudoeste da cidade, cujo perímetro abrigava as antigas estruturas do IPA – Instituto Penal Agrícola, além de uma grande área verde. A área será subdividida para abrigar mais um campus da Fatec – Faculdade de Tecnologia, outro campus da Famerp – Faculdade de Medicina de Rio Preto para cursos de pós-graduação, uma base da Unesp – Universidade de São Paulo para pesquisas de biotecnologia e outras instituições. O instituto Florestal vai se instalar na área para cuidar do Parque Ecológico do complexo. Por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Instituto da Pesca implantará no Parque Tecnológico o Centro APTA - Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio de Pescado Continental.
Os recursos serão aplicados na construção de dois prédios que deverão abrigar o núcleo administrativo do empreendimento e o centro empresarial, com incubadora tecnológica, laboratórios de certificação de qualidade e o centro de convenções para 210 lugares. As obras terão início em 2012 com previsão de término em 2014. No espaço destinado ao loteamento empresarial, 834 mil metros quadrados estão projetados para comportar 308 empresas, das quais 39 serão exclusivamente de Tecnologia da Informação.
"Estamos muito felizes com esta conquista" - declarou o presidente da Apeti. "Com isso, as empresas e toda a comunidade tecnológica local darão um salto qualitativo e quantitativo inestimável, nos próximos anos".
Texto: Edson Goulart
Fotos: Assessoria de Imprensa - Deputado Itamar Borges / Gilberto Marques-GESP

