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Parque Tecnológico deverá ter laboratórios de certificação

Parque Tecnológico deverá ter laboratórios de certificação
20/04/2008

Edson Goulart

O Parque Tecnológico de Rio Preto, instituído em dezembro de 2007 pelo governo estadual, ainda tem um longo caminho antes de ser efetivamente colocado em prática. Mas para a Comissão de Gestão dos Programas de Desenvolvimento Industrial de Tecnológico de Rio Preto, o parque já está em plena atividade.
A comissão, formada por representantes da Prefeitura de Rio Preto e de diversas instituições da cidade, tem se reunido quase toda semana para definir a infra-estrutura física e de C&T&I – Ciência e Tecnologia e Inovação. A Apeti está representada pelo diretor de Relações Institucionais, Gilberto Peres Mariano.
As ações previstas pela comissão abrangem todo o contexto de C&T&I: desde a promoção e aprimoramento dos recursos infra-estruturais já existentes na cidade, como os serviços de geração de negócios, de informação científico-tecnológica e de formação profissional, até a formação de laboratórios especializados e de testes, normalização e certificação.
O primeiro conjunto de ações da comissão está na formação de laboratórios de testes, normalização e certificação. Em reunião ocorrida no último dia 14 de abril, na Famerp - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, a comissão foi subdivida por setores de atuação, para que cada setor apresente seus projetos dentro da missão determinada. A equipe formada pela Apeti, Famerp, Fatec - Faculdade de Tecnologia de Rio Preto e Unesp - Universidade Estadual Paulista reuniu-se no dia 17 na sede da Fatec para definir a estrutura do Laboratório de Certificação de Software, que deverá atestar a qualidade dos produtos, processos e pessoas envolvidas no desenvolvimento de software.
Mariano afirma que os propósitos desse trabalho intensivo de planejamento justificam-se pela natureza do parque. “Um Parque Tecnológico só pode ser concebido como tal, se houver um ecossistema de inovação tecnológica completo”, comenta o diretor da Apeti. A afirmativa de Mariano fundamenta-se no conceito que apresenta as diferenças do parque tecnológico com o distrito industrial: o distrito recebe todo o tipo de indústrias, que possuam ou não investimentos tecnológicos, produzindo ou transformando bens que, na maioria das vezes, possuem baixíssima inovação e comprometimento com o meio ambiente. Contrariamente, um Parque Tecnológico abriga necessariamente empresas com forte interação com as Universidades e Centros de Pesquisas e que tenham vocação para a inovação tecnológica. O desenvolvimento das empresas nesse espaço deve ser auto-sustentável tanto econômica como social e ambientalmente.

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