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Pesquisa da Softex revela força mobilizadora da Apeti

Pesquisa da Softex revela força mobilizadora da Apeti
19/08/2008

Edson Goulart

Paralelamente aos resultados da segunda etapa do SIBSS – Sistema de Informação da Indústria Brasileira de Software e Serviços, pesquisa desenvolvida pela Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro que visa obter um panorama detalhado do setor, um número chamou a atenção: a Apeti, credenciada como agente Softex para São José do Rio Preto e região há menos de dois anos, superou as expectativas da Softex nacional e destacou-se no quarto lugar em número de respostas. “Isso mostra a força da associação”, comenta Kleber Rodrigues Junior, presidente. “Mas não podemos dizer que estamos orgulhosos como gostaríamos”, alerta. Segundo ele, menos da metade dos associados responderam à pesquisa. “Poderíamos ter um resultado melhor, o que daria mais precisão às informações”.
Previamente programada para ser realizada até o dia 10 de maio, a pesquisa sofreu prorrogações e acabou sendo divulgada em julho último. Com apoio da SEPIN/MCT - Secretaria de Política de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia e do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a pesquisa procurou reunir dados e gerar informações qualificadas sobre a Indústria de Software, já que, segundo a Softex, o mercado apresenta um “gargalo estrutural de informações” desde seus indicadores básicos, como número de empresas de software, comercialização no Brasil e no exterior, empregos, etc, até análises temáticas e setoriais. O Sistema deverá ser atualizado permanentemente, permitir comparação com outros países e utilizar conceitos, termos e metodologias compatíveis com padrão internacional.
Ao todo, 280 empresas participaram da pesquisa. Em Rio Preto, a amostra foi de 23 empresas participantes. Na comparação com os resultados globais, o setor de Tecnologia da Informação de Rio Preto mostrou grande compatibilidade com a realidade nacional. Entretanto, alguns números chamaram a atenção. A indústria de software nacional mostra empresas das mais variadas idades, considerando os últimos 30 anos, com sensível destaque para aquelas fundadas entre 1996 e 2000, representando 26,4% do total. Em Rio Preto, no entanto, empresas dessa faixa etária representam 56,5%. “Fica bem evidente a época do boom de empresas de TI inauguradas em Rio Preto e região”, comenta Rodrigues Junior.
Outro dado importante revelou o perfil dos softwares desenvolvidos. A maioria das empresas da Apeti – 52,5% – desenvolve sistemas de gestão integrada, do tipo ERP - Enterprise Resource Planning. No plano nacional, esse segmento representa 29,6%.
As ferramentas Microsoft destacaram-se no quadro que mostra as plataformas técnicas utilizadas no desenvolvimento. No plano nacional, foi mencionada por 50% das empresas, mas em Rio Preto teve sua maior expressão: 72,7%. Outra informação surpreendente diz respeito à Java, que aparece em 35,4% das menções, no plano geral, contra apenas 9,1% de Rio Preto.
Em termos práticos, uma decepção: a pesquisa da Softex mostra que a maioria das empresas não está plenamente satisfeita com sua mão-de-obra. Em Rio Preto, apenas 21,7% das empresas julgam ter um quadro de profissionais totalmente adequado às necessidades; outras 73,9% revelam que sua mão-de-obra é razoavelmente adequada. No plano geral, os resultados foram semelhantes: 29,3 e 62,9%, respectivamente. “Isso mostra que os profissionais devem se qualificar ainda mais”, comenta Rodrigues Junior. “É também um importante balizador dos trabalhos da Apeti na promoção de cursos para qualificação”.
Esse resultado é reforçado em outro índice. Indagadas sobre quais as principais dificuldades enfrentadas atualmente, a falta de pessoal qualificado ocupa o segundo lugar, tanto no resultado geral quanto no parcial de Rio Preto: respectivamente 50,7 e 56,5%. Mas foi a alta carga tributária a maior vilã detectada nas empresas pesquisadas. Na região, 78,3% das empresas reclamaram da política tributária do governo com o setor. No plano geral, esse índice cai para 63,6%, mas também apresenta-se como a maior dificuldade.
As empresas que participaram da pesquisa receberam um relatório comparando o seu resultado com o resultado total. A pesquisa completa apresenta 77 páginas de informações variadas e pode ser acessada no site da Apeti (Clique aqui).

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