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Qriteris brasileira já pensa no Parque Tecnológico

Qriteris brasileira já pensa no Parque Tecnológico
24/04/2008

Edson Goulart

Logo após a inauguração da unidade brasileira da Qriteris, empresa de Tecnologia da Informação idealizada na Espanha e montada no CIE – Centro Incubador de Empresas de Rio Preto, os empresários Gustavo Máximo e Ramon Rovira já querem garantir seu lugar no Parque Tecnológico local, recém anunciado pelas lideranças políticas e empresariais da cidade.
A inauguração da Qriteris aconteceu no dia 22 de abril, reunindo autoridades e empresários da cidade. Máximo, brasileiro que viveu quase dez anos na Espanha, e Rovira, espanhol que veio ao Brasil especialmente para o evento, recepcionaram empresários e representantes da imprensa, da Prefeitura e de associações locais, entre elas a Apeti.
No dia seguinte, a agenda dos empresários foi pautada por reuniões na Incubadora e visitas à Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão Estratégica e à Acirp – Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto. O prefeito Edinho Araújo saudou os empresários, acompanhado do secretário da pasta, Orlando Bolçone. Também participaram do encontro a gerente do CIE, Consuelo Braz de Oliveira, o presidente da Apeti, Kleber Rodrigues Júnior, e o diretor de Comércio Exterior da Acirp, Márcio Marcassa Júnior, que também foi o anfitrião dos empreendedores na visita à Acirp, juntamente com o vice-presidente da entidade, Márcio Sansão.
Durante as visitas, os empresários manifestaram seu interesse pelo Parque Tecnológico de Rio Preto. “Por dois ou três anos, a Qriteris deverá manter-se instalada na Incubadora”, prevê Máximo. “Nesse tempo, estaremos nos estruturando para disputar um espaço no parque”, comenta o empresário. Rovira também declarou sua aposta no complexo tecnológico. “Eu acredito nos parques tecnológicos”, declarou. “Nossa empresa, na Espanha, está prestes a integrar-se num parque tecnológico”.
Para o secretário Bolçone, a Qriteris é um exemplo do caminho evolutivo que uma empresa pode seguir em Rio Preto. “Além do que outras cidades oferecem, Rio Preto oferece um sistema integrado de desenvolvimento industrial sustentável, onde uma empresa pode começar numa incubadora, por exemplo, mas pode dispor de grandes áreas, em especial no setor de Ciência e Tecnologia”, comentou o secretário.
O prefeito Edinho Araújo completou as afirmações de Bolçone: “A vinda desta empresa mostra que a cidade está preparada para recepcionar empresas que vêm para crescer conosco, já que São José do Rio Preto é hoje uma cidade que integra o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos”, declarou.
Rodrigues Junior, da Apeti, mostrou que já existe um movimento das empresas de Tecnologia da Informação integradas à associação no sentido de aprimorar-se, antes mesmo da estruturação do Parque Tecnológico. O presidente da Apeti afirmou que “diversas empresas estão mobilizadas no sentido de aderir seus processos ao MPS.Br”, um modelo de qualidade de desenvolvimento de software baseado em outras certificações, como a CMMI - Capability Maturity Model Integration, e algumas normas ISO - International Organization for Standardization. “Isso é um grande passo, tanto para as empresas, individualmente, como para toda a comunidade tecnológica da região”, conclui Rodrigues Junior.

A Qriteris
A Qriteris nasce simultaneamente no Brasil e na Espanha, sob a mesma composição societária e nome, mas com atividades diferentes e complementares. No Brasil, a empresa será incubada no CIE para fornecer essencialmente serviços de desenvolvimento de software para empresas de T.I. espanholas. Na Espanha, a Qriteris será uma espécie de representante comercial dos próprios serviços produzidos no Brasil, com foco no mercado ibérico, compreendido por aquele país e Portugal.
A criação de uma empresa no Brasil para compor o braço produtivo da marca atende aos anseios estratégicos de seus empreendedores: por um lado, resolve os problemas de limitação de mão-de-obra especializada no setor de T.I. encontrados na Espanha, e, de outro, aumenta a competitividade gerada a partir da viabilidade dessa produção no Brasil. Essa estratégia é chamada de offshoring, palavra derivada do inglês off-shore, que significa “além da costa (de um país)”. Com isso, a empresa brasileira deverá absorver a mão-de-obra de 20 profissionais em no máximo dois anos. “Se tudo der certo, esse número poderá ser maior”, comenta Máximo.
 Em seu primeiro ano de atividade, a Qriteris brasileira deverá investir mais de R$ 200 mil para atender aos seus propósitos produtivos. Os resultados mais expressivos estão previstos para o terceiro ano de atividades, quando a empresa deverá faturar entre R$ 900 mil e R$ 1,3 milhão.
Ramon Rovira é empresário na Espanha e veio ao Brasil especialmente para a inauguração da unidade brasileira da Qriteris em Rio Preto. Gustavo Máximo é o Diretor Geral da Qriteris no Brasil. Brasileiro, viveu na Espanha por quase dez anos. Retornou ao Brasil há poucos meses, com a missão de estruturar a unidade brasileira da empresa.
Máximo lembra que há alguns anos tentaram levar o projeto para outros países: “Precisávamos estruturar nossa empresa num país que oferecesse, ao mesmo tempo, condições produtivas viáveis, do ponto de vista financeiro, e alta qualidade de mão-de-obra”. Quando voltou seus olhos para o Brasil, seu foco estava dividido entre as cidades paulistas de Campinas, São Carlos, São Paulo e São José do Rio Preto, além de Curitiba-PR e Rio de Janeiro-RJ. Um minucioso estudo realizado pelo empresário colocou Rio Preto entre as melhores opções. A escolha definitiva foi motivada por diversos fatores, entre eles o apoio incondicional da Apeti e do CIE: “Desde novembro de 2007, quando montávamos nosso Plano de Negócio, recebemos muito apoio dos diretores da Apeti e da Incubadora”, conta o empresário.

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