Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação

Notícias

Rio Preto deverá ter internet melhor em abril

Rio Preto deverá ter internet melhor em abril
10/02/2011

Edson Goulart

Numa ação promovida pela Apeti em conjunto com provedores de acesso locais, Rio Preto deverá ser, a partir de abril, um PTT – Ponto de Troca de Tráfego da internet. O anúncio já havia sido feito pelo proprietário da Westnet e diretor da Abranet – Associação Brasileira de Internet, José Oscar Cícero, em dezembro passado. Mas foi em fevereiro, no encontro mensal dos associados Apeti, que Flávio Barros, diretor da IftNet Telecom, oficializou a novidade.

O Projeto PTTMetro, como tem sido chamado, é uma iniciativa do CGIbr – Comitê Gestor da Internet no Brasil que promove e cria a infra-estrutura necessária para a interconexão direta entre as redes que compõem a Internet Brasileira. Essencialmente, trata-se de uma interligação em área metropolitana de pontos de interconexão de redes (PIXes), comerciais e acadêmicos, sob uma gerência centralizada.

Para explicar melhor o PTT, Barros toma como exemplo um usuário comum da internet localizado em Rio Preto que acessa o site de uma empresa da própria cidade. “Hoje, o sinal sai daqui, do computador do internauta, vai até São Paulo e volta para cá, no servidor onde está o site destinatário”. Com o PTT, o acesso fica local, aumentando a qualidade, rapidez e até diminuindo os custos de acessibilidade.

A Apeti reuniu os provedores locais AmplitudeNet, IftNet, Oquei, Sinal BR e Westnet para tirar o projeto do papel. Diogo Lopes dos Santos, diretor Cultural, de Comunicação e Marketing da Apeti, explica que a associação teve papel fundamental no projeto: “Somente uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) poderia assumir a representação local do PTT”. O diretor conta que a Apeti foi escolhida pelo NIC.Br – Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, entidade que implementa as decisões do CGI.br, para gerenciar e regular a implantação do projeto em Rio Preto. O caráter profissional e isento da Apeti foi o que determinou a instalação do switch (equipamento responsável pela troca de tráfego local) na IftNet. “Com base no critério imposto pelo NIC.br, desenvolvemos um critério ainda mais rígido e isento para escolher o provedor que receberia o equipamento”, conta Santos. “A empresa escolhida foi a IftNet, que deverá receber um switch de 10 Gbps (gigabits por segundo) até abril”. Lopes conta que o switch é de propriedade do NIC.br e gerenciado por ele, e ficará disponível para todos os demais interessados.

A Apeti também deverá fomentar a inserção de novos ASs – Autonomous Systems, um conjunto de redes sob controle de uma empresa ou entidade operadora, que apresenta uma política única de roteamento. “São como os da Telefônica, Uol, Embratel, CTBC...”, explica Barros. “Estou certo que organizações importantes de Rio Preto vão pleitear esta oportunidade”. Podem ser ASs, além das grandes operadoras de Telecom, provedores de internet, órgãos públicos, instituições de ensino e empresas, desde que se localizem na região e se qualifiquem a ter seu próprio ASN – Autonomous System Number.

Para os envolvidos com o projeto, a Empro – Empresa Municipal de Processamento de Dados é uma das organizações mais prováveis. Lucia Hirata, presidente da empresa, já está estudando esta possibilidade: “Desde que soubemos da novidade, estamos promovendo reuniões internas não para definir se entraremos no projeto com um AS, mas para analisar qual a melhor forma de fazê-lo. Nossa participação é certa, mas será realizada com a devida cautela”. A executiva conta que só vê vantagens aos munícipes, cujo acesso aos serviços online da prefeitura terá ainda mais qualidade, com precisão e rapidez.

Como funciona o PTTMetro

É bem provável que a grande maioria das pessoas já brincou alguma vez, quando criança, de telefone de latas. A brincadeira consiste em unir duas latas por um fio e, com o mesmo esticado, manter uma conversa à distância. Seria possível, então, de uma das latas, ligar outras três ou quatro para uma conversa “coletiva”. Estaríamos, então, formando uma rede de telefones de latas. Mas, se seguíssemos essa tecnologia para formar nossa rede telefônica, teríamos que ter milhares de cabos ligados em um único aparelho. Daí a necessidade de uma central telefônica, que distribui e gerencia as ligações.

Com os computadores acontece a mesma coisa. As “centrais” das redes de computadores são chamadas comutadores ou switches. São esses dispositivos que gerenciam a troca de informações.

Um Ponto de Troca de Tráfego é essencialmente um poderoso switch que permite a troca de informações dos computadores, intermediada pelos ASs – Autonomous Systems, um conjunto de redes sob controle de uma empresa ou entidade operadora.

Hoje, no Brasil, existem apenas 14 PTTs. O mais próximo da região de São José do Rio Preto é o de São Paulo. Assim, quando um internauta riopretense envia um e-mail ou visita um site de uma empresa local, sua navegação passa por São Paulo.

Com o PTTMetro de Rio Preto, o tráfego local permanece no local. Assim, a previsão é que a conexão seja mais ágil e de melhor qualidade. Além disso, o custo para os provedores deverá diminuir. Como os ASs precisam pagar para enviar dados de um para outro, o PTT local permitirá a troca local com valores mais baixos. Especialistas prevêem que os provedores deverão, num primeiro momento, investir em melhorias para aumentar a competitividade. Em médio ou longo prazo, a redução de custos deverá ser repassada ao consumidor.

Para entender melhor a complexidade de um PTT, o Zappiens.br, projeto experimental do CGI.br para distribuição de conteúdo audiovisual científico, educativo, artístico e cultural em língua portuguesa, disponibilizou o vídeo “Internet Revelada”, que apresenta o conceito de forma bem didática. O vídeo, produzido por Lensman BV & Postwar Media, ganhou um concurso promovido pela associação de PTTs EuroIX no ano passado (clique aqui). E, para conhecer mais sobre o PTT, é possível visitar o site do projeto (clique aqui).

Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação
Avenida João Batista Vetorazzo, 805 | BOX 11C - Distrito Industrial Waldemar de Oliveira Verdi - CEP 15035-470
São José do Rio Preto - SP | Tel. (17) 3234-5852 Ramal 207 | Email: apeti@apeti.org.br

Desenvolvido por Webplus