Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação
Desde o início do ano passado, quando o governo estadual em sua gestão anterior decretou a criação de cinco parques tecnológicos em São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e São José dos Campos, o poder público municipal e entidades representativas de São José do Rio Preto vêm lutando para incluir a cidade no chamado Sistema Paulista de Parques Tecnológicos.
O coordenador do Sistema, João Steiner, esteve por diversas vezes na cidade, analisando as potencialidades e infra-estrutura de Rio Preto para sustentar a indicação, mesmo com o limite de cinco parques, imposto pelo decreto do governo anterior.
No último dia 6 de fevereiro, o prefeito Edinho Araújo e o secretário municipal de Planejamento e Gestão Estratégica, Orlando Bolçone, foram recebidos em audiência pelo vice-governador e secretário de Desenvolvimento, Alberto Goldman, para discutir a possibilidade de incluir Rio Preto no Sistema Paulista de Parques Tecnológicos e trouxeram um alento: é possível que a cidade, juntamente com Botucatu e Piracicaba, consiga a indicação.
?Entre as cidades já incluídas no projeto, Rio Preto é a única que não precisaria de desapropriações?, afirmou o secretário Bolçone, referindo-se à área onde hoje está instalado o IPA - Instituto Penal Agrícola, que deverá ser transferido para outra área, próxima ao CDP - Centro de Detenção Provisória. ?Além disso, a cidade já desponta como Pólo Tecnológico?, completa Gilberto Peres Mariano, presidente da Apeti.
O Sistema de Parques Tecnológicos é um empreen-dimento criado e gerido com o objetivo de promover pesquisa e inovação tecnológica, estimular a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas e dar suporte ao desenvolvimento de atividades empresariais. O objetivo dos Parques Tecnológicos é criar um ambiente de alta qualidade para as atividades de pesquisa e desenvolvimento, gerando emprego e renda.
De acordo com o secretário municipal de Planejamento e Gestão Estratégica, Orlando Bolçone, o município trabalha três focos, o de equipamentos de saúde (medicina e odontologia), biociência e Tecnologia da Informação, onde se inclui a Apeti. ?São três setores em que já temos produção científica em nível de pesquisa e produção de produtos em andamento?, destaca.
?Estamos bem confiantes?, declara Mariano. ?O próprio CTRP já é um grande exemplo da força empresarial que determina um dos pilares para a sustentação desse projeto?, completa, referindo-se ao Centro Tecnológico de Rio Preto, um condomínio de empresas de T.I. ligado à Apeti.
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