Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação
Edson Goulart
O projeto IncPAR – Incubadoras de Base Tecnológica em Parceria para o Desenvolvimento de Novos Negócios divulgou, recentemente, o resultado da seleção dos 45 projetos de tecnologia que receberão fomento para seu empreendimento. O projeto, financiado pela Finep – Financiadora de Estudos e Projetos, empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é uma parceria entre cinco incubadoras de base tecnológica do Estado de São Paulo, entre elas o CIE – Centro Incubador de Empresas de São José do Rio Preto.
A primeira prospecção do IncPAR teve início em 2007, com 40 projetos selecionados. Em 2008, a segunda prospecção selecionou 45 projetos, dentre os quais quatro de São José do Rio Preto: Biorreator para FES – Fermentação em Estado Sólido, de João Cláudio Thoméo, Pisac – Plataforma Digital, de Gustavo Máximo, Cultura de Fibroblastos e Mesenquimal, de Oswaldo Tadeu Grego, e Portal Haduken, de Anderson Antonio Talharo.
O IncPAR tem como propósito identificar, selecionar e elaborar o estudo de viabilidade técnica, econômica e comercial de projetos de pesquisa, preparando-os para o mercado e fomentando o empreendedorismo regional. Os projetos receberão consultoria na elaboração do Plano de Negócios e apoio na viabilização da transferência de tecnologia ou na constituição de uma nova empresa. Até setembro de 2009 os Planos de Negócio dos projetos da segunda prospecção deverão ser concluídos. No mês seguinte, o IncPAR deverá promover rodada de negócios aos participantes interessados.
“Ficamos felizes com a notícia”, comentou Rafael Derrico, vice-presidente da Apeti. “Mas é preciso reconhecer que a participação de Rio Preto ainda é pequena, considerando as de outras cidades participantes do projeto”. A afirmação de Derrico tem fundamento. Os projetos locais aprovados representam menos de 9% do total. O mesmo volume foi apresentado por Bauru. Jaboticabal foi a cidade que apresentou a menor participação, com menos de 5%. Botucatu foi bem representada, com 20%, mas nenhuma cidade teve tantos projetos selecionados quanto Ribeirão Preto, com quase 58% do volume total.
“Isso não é uma competição entre as cidades, mas os números servem de parâmetro para apoiarmos futuras ações”, argumenta Derrico, anunciando melhores resultados na prospecção desse ano. “Estamos certos que poderemos aumentar a participação de Rio Preto em 2009”, prevê o diretor.
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