Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação
Edson Goulart
São José do Rio Preto tem se destacado como importante pólo tecnológico brasileiro. No início deste ano o governo estadual cedeu parte da área onde hoje se encontra o IPA – Instituto Penal Agrícola para instalação do Parque Tecnológico da cidade. No final de novembro, durante o jantar de confraternização da Apeti, o deputado federal Júlio Semeghini Neto (PSDB-SP) afirmou que a cidade “está rapidamente se transformando num dos principais pólos do setor” (veja matéria).
Agora, a conquista de uma empresa local contribuiu para consolidar o nome de São José do Rio Preto no cenário do setor. Especializada em desenvolvimento de softwares para laboratórios clínicos, a Shift foi a primeira empresa da cidade a obter a certificação do Nível F do MPS.Br, um importante programa da Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro para o aprimoramento da indústria de software. A certificação também coloca a Shift entre as 50 empresas no Brasil com esse título.
O processo de auditoria da Shift começou em setembro, com auditorias independentes. No mês seguinte, a empresa foi submetida à primeira auditoria oficial. A última etapa de auditoria foi concluída dia 11 de dezembro, após três dias de apreensão entre os funcionários da empresa. “Nossa equipe vem trabalhando nesse projeto há dois anos”, conta Marcelo Lorencin, diretor-presidente da empresa. “Apesar de estarmos confiantes que consegui-ríamos, ficamos um pouco apreensivos, pois a equipe trabalhou com muita dedicação e merecia esse título”.
O MPS.Br – Melhoria de Processo do Software Brasileiro é uma iniciativa da Softex lançada em 2003, que visa contribuir para o aprimoramento da indústria de software. O programa conta com o apoio do MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia, da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos, do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, através do Proimpe - Programa de Estímulo ao Uso de Tecnologias da Informação em Micro e Pequenas Empresas.
O modelo está em conformidade com as Normas Internacionais ISO/IEC 12207 e 15504 e é compatível com o CMMI - Capability Maturity Model Integration, referência mundial nas práticas de disciplinas específicas, como o desenvolvimento de softwares. Entretanto, o MPS.Br é mais adaptado ao mercado brasileiro.
O MPS.Br contém uma série de níveis que indicam o estágio de maturidade ao qual a empresa se encontra. Os Níveis de Maturidade vão de G a A e exigem da empresa candidata à certificação dedicação extrema durante anos.
Em Rio Preto, as primeiras ações voltadas ao MPS.Br vieram da Apeti, agente Softex para a região, em 2007. O projeto conta com o apoio do Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e do Sebrae.
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