Melhoria (pessoal) contínua
29 de maio de 2024
Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia, mas asseguro: participe das associações de seu setor, do seu bairro, das beneficentes, se relacione com as mais diversas pessoas; só vai te tornar melhor, mais preparado e útil para a sociedade.
O ano era 2000, vários empresários de tecnologia da informação reunidos com o sonho de construir sua sede própria e o momento foi ímpar: como tantos empresários do mesmo setor não se conheciam e nem sabiam da existência uns dos outros? Concorrendo em setores próximos ou tendo apenas em comum a atuação no setor de "informática" ou "computação" (o termo "tecnologia da informação" ainda não existia), a sinergia não foi tão imediata. Afinal, até onde é bom conviver com quem pode ser meu concorrente, saber dos meus segredos e contratar meus talentos?
Aos poucos a névoa foi se dissipando. Nem todos permaneceram, mas a maioria percebeu o benefício que esse networking poderia gerar para si, suas empresas e o ecossistema de tecnologia. Como consequência, surgiu a ideia de criarmos a associação que agrega as empresas do setor, a APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da informação). Brincamos, em nossos encontros, que estavam reunidos os "jurássicos" da tecnologia da informação de Rio Preto e região. A maioria das empresas presentes nesses momentos iniciais ainda continuam associadas.
Foram vários presidentes, alguns deles contribuindo com o seu tempo durante duas gestões, deixaram seus negócios, suas famílias e seus compromissos sociais para um bem maior, o desenvolvimento e a representatividade do setor.
Todos são muito importantes e os que não cito aqui peço a compreensão, mas o primeiro, o precursor, diria até o mais importante, foi Gilberto Peres Mariano. Um incansável negociador, político, sujeito impossível de "tirar do prumo". Meu agradecimento pessoal a ele por tudo!
Dentre os primeiros diretores, estava meu sócio, Cláudio Azevedo. Quantas vezes questionamos o quanto valia a pena tanta dedicação, se tinha algum tipo de retorno, de qualquer espécie.
O tempo passou, os presidentes atuaram, cada um no seu estilo, até que o Marcelo Lorencin foi convidado para assumir a presidência na gestão 2020/2021. Não sei ao certo porque ele me convidou para ser seu vice-presidente, temos estilos totalmente diferentes pessoais, de gestão e de relacionamento. Fiquei meio assustado, sou eminentemente técnico, matemático, processual, não tinha nenhuma experiência em relacionamento pessoal, e, confesso, estava bem confortável com meus computadores e códigos.
Ele me dizia: “Seja vice-presidente, ganhe experiência, e quem sabe você poderá assumir a presidência nas próximas gestões.”
Aceitei, já pensando numa forma de escapar no momento certo.
As coisas não correram muito como planejei. Fomos nos envolvendo, conseguindo coisas importantes para o setor e para a cidade, com a realização de eventos memoráveis e apoio aos empresários no momento que mais estavam "sem norte", com a pandemia.
No final acabei atendendo o chamamento e hoje estou como presidente da APETI, juntamente com meu vice-presidente João Paulo Rodrigues e uma diretoria que dedica seu precioso tempo a um bem e uma causa maior. Então, posso garantir que a grande melhoria contínua que falo no título desse artigo é a minha "melhoria pessoal contínua". Melhoria proporcionada pela convivência com pessoas espetaculares (há quem fale que temos que conviver com pessoas melhores que nós, acho que encontrei muitas na APETI).
Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia, mas asseguro: participe das associações de seu setor, do seu bairro, das beneficentes, se relacione com as mais diversas pessoas (se for do setor de tecnologia da informação, participe da APETI, serão muito bem-vindos). Só vai te tornar melhor, mais preparado e útil para a sociedade, melhorando o futuro do mundo.
Gerson Pedrinho, Presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da informação)

Quando ouvimos a palavra inovação, é comum pensarmos em inteligência artificial, startups, grandes empresas de tecnologia ou alguma invenção que vai mudar o mundo. Mas a inovação pode ser muito mais simples. Pode ser uma pessoa que encontra uma maneira melhor de fazer seu trabalho, uma empresa que muda um processo e passa a atender melhor seus clientes, um produtor que utiliza tecnologia para aumentar sua produtividade ou um comércio que encontra uma nova forma de vender. No fundo, inovar é uma disciplina: olhar para aquilo que fazemos todos os dias e perguntar se existe uma maneira melhor. Acredito que essa cultura será cada vez mais importante para o futuro das nossas empresas e da nossa cidade. Empresas de base tecnológica têm um papel especial nesse processo. Muitas nascem justamente para resolver problemas reais de outras empresas e, ao transformar uma solução em produto, conseguem levá-la para centenas ou milhares de pessoas. Um problema local pode virar uma solução global. Para que isso aconteça, precisamos de um ambiente que estimule essas ideias. E Rio Preto tem construído bons fundamentos. Temos empresas de tecnologia, empreendedores, universidades, investidores, o Parque Tecnológico e uma rede de entidades que trabalham pelo desenvolvimento da nossa região. O Parque Tecnológico é um importante ponto de encontro entre conhecimento, empresas, empreendedorismo e tecnologia. A APETI também tem um papel fundamental como articuladora regional desse ecossistema, aproximando empresários, empresas de tecnologia, universidades, poder público e outras instituições que ajudam a desenvolver pessoas e negócios. Esse ambiente é importante porque inovação não acontece apenas dentro de uma startup. Ela acontece quando uma empresa decide resolver melhor um problema, quando um profissional busca uma nova solução, quando uma universidade transforma conhecimento em aplicação ou quando alguém tem coragem de experimentar algo diferente. É assim que uma economia aumenta sua produtividade. E a produtividade importa. É ela que permite que uma empresa cresça, que um profissional gere mais valor, que novos negócios surjam e que uma região tenha mais capacidade de gerar riqueza. Por isso, acredito que precisamos colocar a inovação na nossa rotina. Não precisamos esperar uma grande ideia. Podemos começar olhando para o nosso próprio trabalho e fazendo perguntas simples: o que eu faço hoje que poderia fazer melhor? O que poderia ser mais simples? O que estou fazendo apenas porque sempre foi assim? Que problema dos meus clientes ainda não resolvi? Se cada empresa, profissional, empreendedor e instituição desenvolver esse hábito, teremos muito mais do que um ecossistema de inovação. Teremos uma cultura de inovação. E talvez esse seja o maior desafio e também uma das maiores oportunidades para Rio Preto. Porque, no final das contas, inovação não é sobre tecnologia. É sobre pessoas dispostas a melhorar o que fazem. Uma sociedade em que as pessoas buscam constantemente fazer melhor aumenta sua produtividade, cria mais oportunidades, gera mais riqueza e melhora a vida de todos. É assim que construímos uma cidade melhor. E é assim que construímos uma sociedade mais próspera.

Todo mundo já entendeu que a IA vai mudar a forma como a gente compra, certo? Em pouco tempo, você vai escolher tênis, passagem aérea e até plano de saúde batendo papo com um chatbot, pagar ali mesmo e receber tudo sem sair da conversa. Comprar dentro de um ChatGPT da vida vai ser tão comum quanto abrir o app do banco.

A revitalização do CEDET marca um passo importante na consolidação da Apeti como agente de transformação social e tecnológica em São José do Rio Preto. O projeto não apenas renova um espaço físico, mas reacende a esperança de muitos jovens e reafirma o papel da tecnologia como ponte entre conhecimento, oportunidades e cidadania.

A Casa do Empreendedor foi inaugurada em Olímpia na tarde desta terça-feira (30), em cerimônia realizada na Câmara Municipal e seguida de visita às novas instalações na Avenida Aurora Forti Neves. O espaço integra o programa “Olímpia + Empreendedora” e reúne, em um só endereço, serviços de orientação, crédito, capacitação e inovação para micro e pequenos negócios.

A Apeti, entidade que reúne empresas e profissionais de tecnologia e inovação de Rio Preto, completa hoje 22 anos de atuação. Criada em 2003, nasceu para organizar e dar voz ao setor de TI, mas ao longo do tempo ampliou sua atuação e se consolidou como hub multissetorial, responsável por conectar empresas, fomentar parcerias e gerar impacto econômico e social na cidade.

Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?

Vivemos em uma era que nos pressiona a buscar o novo a todo instante. A inovação virou mantra, e a velocidade, critério quase absoluto de sucesso. Mas entre apelos por reinvenção constante e promessas de soluções mágicas para problemas complexos, sigo acreditando em um princípio simples: tudo que tem valor resiste ao tempo.

Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.

Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos









































