O mundo conectado do século 21
14 de novembro de 2023
O ecossistema IOT vai muito além de uma rede de dispositivos interconectados; ele se revela um terreno fértil para inovação contínua e criação de valor, onde o verdadeiro potencial reside na capacidade de transformar dados brutos em ações estratégicas e decisões inteligentes.
por, Rafael Derrico
A Internet das Coisas, ou Internet of Things - IoT, em inglês, evoluiu significativamente nos últimos anos e já se destaca como um conceito tecnológico capaz de provocar mudanças em diversos setores da sociedade, através de modelos de negócios inovadores e da análise de dados anteriormente subutilizados.
Desde o acionamento de dispositivos domésticos até o controle de pragas e ervas daninhas na agricultura de precisão com drones e robôs, tornando as cidades mais inteligentes e sustentáveis através da interconexão de carros autônomos, até a otimização da cadeia de suprimentos, logística e a produção industrial, a IoT tem se tornado parte integrante de nossa realidade digital e caminha para ser onipresente e pervasiva.
A IoT evoluiu desde equipamentos conectados, passando por produtos inteligentes, até chegar ao ecossistema IoT. Um produto conectado é um dispositivo que pode ser acessado remotamente, já um produto inteligente vai além, tomando decisões e aprendendo com o uso, por fim chegando a um ecossistema IoT, que é uma rede interconectada de dispositivos, sensores, servidores, software e plataformas que trabalham em conjunto para coletar, transmitir, processar e analisar dados em tempo real. Esses sistemas permitem a comunicação e interação entre dispositivos, possibilitando a automação, monitoramento e controle de processos em diversas áreas.
No entanto, como exatamente um ecossistema de IoT gera valor? O valor incremental de um produto de IoT é gerado pela transformação de dados em informações úteis e passa pelo trio de geração de valor: o modelo, os aplicativos e a análise de dados. Os modelos, que incorporam funcionalidades como a capacidade de simulação, são desenvolvidos a partir da análise dos dados. Os aplicativos geram valor ao executar o modelo, e a análise de dados enriquece o processo ao interrogar o modelo em busca de insights valiosos.
O ecossistema IOT vai muito além de uma rede de dispositivos interconectados; ele se revela um terreno fértil para inovação contínua e criação de valor, onde o verdadeiro potencial reside na capacidade de transformar dados brutos em ações estratégicas e decisões inteligentes. Como exemplo, um relatório da McKinsey, de novembro de 2021, intitulado 'The Internet of Things: Catching up to an accelerating opportunity' (A Internet das Coisas: Aproveitando uma oportunidade acelerada, em tradução livre), estimou que a IoT possui um vasto e crescente potencial econômico. Até 2030, essa tecnologia poderá desbloquear um valor global estimado entre US$ 5,5 trilhões e US$ 12,6 trilhões, englobando o valor obtido por consumidores e clientes de produtos e serviços IoT.
À medida que avançamos para um futuro ainda mais conectado, a IoT promete ser o alicerce para uma sociedade mais eficiente, sustentável e responsiva às necessidades humanas e empresariais, pavimentando o caminho para uma integração tecnológica que antes só poderíamos imaginar.
*Diretor Comercial da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação).
https://www.diariodaregiao.com.br/opiniao/artigos/o-mundo-conectado-do-seculo-21-1.1914798

A tecnologia e a inovação acabam de dar um passo histórico na região de São José do Rio Preto. A Cadeia Produtiva de Tecnologia da Informação e Comunicação (CPL TIC SJRP), sob a gestão executiva da Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação), foi contemplada pelo programa SP Produz para a execução de um projeto pioneiro ao longo de 2027.

Quando ouvimos a palavra inovação, é comum pensarmos em inteligência artificial, startups, grandes empresas de tecnologia ou alguma invenção que vai mudar o mundo. Mas a inovação pode ser muito mais simples. Pode ser uma pessoa que encontra uma maneira melhor de fazer seu trabalho, uma empresa que muda um processo e passa a atender melhor seus clientes, um produtor que utiliza tecnologia para aumentar sua produtividade ou um comércio que encontra uma nova forma de vender. No fundo, inovar é uma disciplina: olhar para aquilo que fazemos todos os dias e perguntar se existe uma maneira melhor. Acredito que essa cultura será cada vez mais importante para o futuro das nossas empresas e da nossa cidade. Empresas de base tecnológica têm um papel especial nesse processo. Muitas nascem justamente para resolver problemas reais de outras empresas e, ao transformar uma solução em produto, conseguem levá-la para centenas ou milhares de pessoas. Um problema local pode virar uma solução global. Para que isso aconteça, precisamos de um ambiente que estimule essas ideias. E Rio Preto tem construído bons fundamentos. Temos empresas de tecnologia, empreendedores, universidades, investidores, o Parque Tecnológico e uma rede de entidades que trabalham pelo desenvolvimento da nossa região. O Parque Tecnológico é um importante ponto de encontro entre conhecimento, empresas, empreendedorismo e tecnologia. A APETI também tem um papel fundamental como articuladora regional desse ecossistema, aproximando empresários, empresas de tecnologia, universidades, poder público e outras instituições que ajudam a desenvolver pessoas e negócios. Esse ambiente é importante porque inovação não acontece apenas dentro de uma startup. Ela acontece quando uma empresa decide resolver melhor um problema, quando um profissional busca uma nova solução, quando uma universidade transforma conhecimento em aplicação ou quando alguém tem coragem de experimentar algo diferente. É assim que uma economia aumenta sua produtividade. E a produtividade importa. É ela que permite que uma empresa cresça, que um profissional gere mais valor, que novos negócios surjam e que uma região tenha mais capacidade de gerar riqueza. Por isso, acredito que precisamos colocar a inovação na nossa rotina. Não precisamos esperar uma grande ideia. Podemos começar olhando para o nosso próprio trabalho e fazendo perguntas simples: o que eu faço hoje que poderia fazer melhor? O que poderia ser mais simples? O que estou fazendo apenas porque sempre foi assim? Que problema dos meus clientes ainda não resolvi? Se cada empresa, profissional, empreendedor e instituição desenvolver esse hábito, teremos muito mais do que um ecossistema de inovação. Teremos uma cultura de inovação. E talvez esse seja o maior desafio e também uma das maiores oportunidades para Rio Preto. Porque, no final das contas, inovação não é sobre tecnologia. É sobre pessoas dispostas a melhorar o que fazem. Uma sociedade em que as pessoas buscam constantemente fazer melhor aumenta sua produtividade, cria mais oportunidades, gera mais riqueza e melhora a vida de todos. É assim que construímos uma cidade melhor. E é assim que construímos uma sociedade mais próspera. Eduardo Luiz Santos Vice-presidente da Apeti (biênio 2026–2027)

Todo mundo já entendeu que a IA vai mudar a forma como a gente compra, certo? Em pouco tempo, você vai escolher tênis, passagem aérea e até plano de saúde batendo papo com um chatbot, pagar ali mesmo e receber tudo sem sair da conversa. Comprar dentro de um ChatGPT da vida vai ser tão comum quanto abrir o app do banco.

A revitalização do CEDET marca um passo importante na consolidação da Apeti como agente de transformação social e tecnológica em São José do Rio Preto. O projeto não apenas renova um espaço físico, mas reacende a esperança de muitos jovens e reafirma o papel da tecnologia como ponte entre conhecimento, oportunidades e cidadania.

A Casa do Empreendedor foi inaugurada em Olímpia na tarde desta terça-feira (30), em cerimônia realizada na Câmara Municipal e seguida de visita às novas instalações na Avenida Aurora Forti Neves. O espaço integra o programa “Olímpia + Empreendedora” e reúne, em um só endereço, serviços de orientação, crédito, capacitação e inovação para micro e pequenos negócios.

A Apeti, entidade que reúne empresas e profissionais de tecnologia e inovação de Rio Preto, completa hoje 22 anos de atuação. Criada em 2003, nasceu para organizar e dar voz ao setor de TI, mas ao longo do tempo ampliou sua atuação e se consolidou como hub multissetorial, responsável por conectar empresas, fomentar parcerias e gerar impacto econômico e social na cidade.

Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?

Vivemos em uma era que nos pressiona a buscar o novo a todo instante. A inovação virou mantra, e a velocidade, critério quase absoluto de sucesso. Mas entre apelos por reinvenção constante e promessas de soluções mágicas para problemas complexos, sigo acreditando em um princípio simples: tudo que tem valor resiste ao tempo.

Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.

Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos








































