Mercado tem déficit de profissionais e oferece salário atrativo
3 de fevereiro de 2022
Através de parceria, o Centro Universitário Padre Albino/Unifipa e a CESAR School trazem para Catanduva e região o inédito curso de Programação e Web Design. Mais que agregar conhecimento ao currículo, o mercado aponta para o alto número de vagas disponíveis e a excelente remuneração para profissionais especializados.
Através de parceria, o Centro Universitário Padre Albino/Unifipa e a CESAR School trazem para Catanduva e região o inédito curso de Programação e Web Design. Mais que agregar conhecimento ao currículo, o mercado aponta para o alto número de vagas disponíveis e a excelente remuneração para profissionais especializados.
“Existe déficit mundial de profissionais de tecnologia da informação. No Brasil é ainda mais agravado devido a vários fatores, entre eles a diferença entre o número de vagas ofertadas pelas empresas e o de profissionais que se formam. Só isso já traz grande déficit anual de, em média, 25 a 30 mil profissionais. Somado com a evasão de profissionais para empresas de outros países, bem como o déficit pré-existente, estamos falando de quase 500 mil vagas nos próximos dois anos. A pandemia quebrou fronteiras e o déficit passa a não ser mais regional, mas sim nacional. Um problema de país que deve estar na pauta das lideranças”, ressalta Marcelo Lorencin, diretor presidente da APETI - Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação.
Rafael Castellan, executivo financeiro da Riosoft, empresa de Rio Preto que desenvolve, comercializa, implanta e oferece suporte em softwares para gestão empresarial, segue a mesma linha de pensamento: “Num primeiro momento, acredito que a demanda por profissionais é tão alta que as instituições não formam profissionais na mesma quantidade em que o mercado de trabalho contrata. Para se ter ideia passamos a contratar jovens que ainda estão na graduação para capacitá-los internamente e ouvimos casos em que empresas já estão selecionando jovens ainda no Ensino Médio. Em segundo plano, acredito que o nosso modelo de ensino não acompanha as evoluções tecnológicas que o mercado exige; tudo é muito burocrático, até para se alterar grade curricular, ao contrário do mundo da tecnologia, onde as mudanças e evoluções são constantes; quase que diárias”.
David Guilherme, CEO da FBS – Sistemas e Soluções e presidente da Associação Catanduvense dos Profissionais e Empresas de TI (ACAPETI), ressalta que “as perspectivas da área são as melhores possíveis, pois nunca tivemos tantas oportunidades num valor tão bem elevado de remuneração para os profissionais da área da tecnologia. Somos o nono maior desenvolvedor de tecnologia da informação do mundo, mas temos falta de mão de obra no mercado porque muitos brasileiros estão prestando serviços a estrangeiros. Por isso, as perspectivas são as melhores possíveis e o país tem que fazer o trabalho de formação, como vocês da Unifipa e CESAR, para poder soltar mão de obra qualificada para preenchermos esse vão de profissionais”. Sobre salário, David informa que o trainee inicia a carreira na faixa de 2 a 3 mil reais; o Junior, de 3 a 5 mil reais, e o Sênior 7 chega a mais de dez mil reais.
“Um curso como este pode abrir as portas para um profissional se colocar no mercado de trabalho antes mesmo de terminar o curso, alcançar objetivos que talvez não teria em outras áreas e, em casos mais extremos, até ganhar salários em moedas estrangeiras. O mundo hoje é digital. Ter um site ou aplicativo é quase pré-requisito para um negócio e a pandemia da COVID-19 acelerou ainda mais o processo de digitalização das empresas. Este conjunto de fatores fez com que o profissional de T.I. fosse cada dia mais procurado e mais bem remunerado”, finaliza Rafael Castellan.
“A grade curricular desenvolvida pela equipe da CESAR School é composta por cinco módulos e um projeto final, onde os alunos deverão realizar atividades reais com os conhecimentos adquiridos nos módulos anteriores. Daremos foco ao learn by doing, associando sempre a teoria à prática, com mentoria dos nossos especialistas”, explica Carlos Pompeu, gerente de Negócios Educacionais da CESAR School.
O curso de Programação e Web Design vai abordar os conceitos básicos necessários para formar programador de soluções para web, partindo desde o uso de JavaScript até a concepção e desenvolvimento visual da solução com uso de HTML e CSS, passando por conceitos de UX e REACT. Lógica de Programação, Introdução à Programação com Python, Programação Orientada a Objetos, Gerência de Configuração e Front End são os módulos que serão trabalhados.
As aulas acontecerão de forma híbrida, com encontros online e ao vivo duas vezes na semana e presenciais uma vez ao mês. O curso terá carga-horária total de 201 horas, duração de seis meses e oferece 35 vagas. As inscrições poderão ser feitas até 7 de março, com início das aulas em 23 de março. A mensalidade é de R$ 399,00 (13 parcelas). Ao final os alunos receberão certificação conjunta da Unifipa e CESAR School.
CESAR
O CESAR foi fundado em 1996 por três professores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Silvio Meira, Fábio Silva e Ismar Kaufman, como forma de aproximar a academia do mercado. Integrante e instituição âncora do Porto Digital, um dos maiores parques tecnológicos do Brasil, sediado em Recife, o CESAR é um centro de inovação que há mais de duas décadas forma pessoas e impulsiona organizações, potencializando suas estratégias digitais.
Trabalha com time diverso e multidisciplinar de mais de 1000 colaboradores, incluindo designers, desenvolvedores, consultores, estrategistas, empreendedores, pesquisadores e educadores. É a partir da CESAR School que o CESAR realiza estudos e pesquisas e gera conhecimento necessário para formar profissionais para transformarem os ambientes e as empresas em que atuam, tornando-os capazes de fomentar e executar projetos que trazem mudanças socioeconômicas relevantes ao país.
Seus estudantes são estimulados a observar a realidade e protagonizar mudanças com competências de inovação nas áreas de Computação e Design. A instituição atua há mais de 12 anos no ensino superior e na realização de projetos educacionais, produzindo e compartilhando conhecimento de mais de duas décadas de expertise do CESAR.
Todos os cursos oferecidos pela CESAR School seguem a metodologia learn by doing, com foco em experimentação, sabendo que é necessário testar e errar para ter soluções inovadoras. Seus professores e mentores são profissionais que atuam no mercado, com experiência prática em suas áreas de atuação.
Outro método ativo de aprendizagem aplicado na CESAR School é o PBL - problem based learning, aprendizado baseado em problemas, onde são propostos desafios para os alunos e à medida que vão consumindo os conteúdos começam a propor soluções, a partir de processo de inovação e design que atendem à demanda dos usuários.
Fonte: http://www.unifipa.com.br/site/component/fpanoticias/?id=11227
“Existe déficit mundial de profissionais de tecnologia da informação. No Brasil é ainda mais agravado devido a vários fatores, entre eles a diferença entre o número de vagas ofertadas pelas empresas e o de profissionais que se formam. Só isso já traz grande déficit anual de, em média, 25 a 30 mil profissionais. Somado com a evasão de profissionais para empresas de outros países, bem como o déficit pré-existente, estamos falando de quase 500 mil vagas nos próximos dois anos. A pandemia quebrou fronteiras e o déficit passa a não ser mais regional, mas sim nacional. Um problema de país que deve estar na pauta das lideranças”, ressalta Marcelo Lorencin, diretor presidente da APETI - Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação.
Rafael Castellan, executivo financeiro da Riosoft, empresa de Rio Preto que desenvolve, comercializa, implanta e oferece suporte em softwares para gestão empresarial, segue a mesma linha de pensamento: “Num primeiro momento, acredito que a demanda por profissionais é tão alta que as instituições não formam profissionais na mesma quantidade em que o mercado de trabalho contrata. Para se ter ideia passamos a contratar jovens que ainda estão na graduação para capacitá-los internamente e ouvimos casos em que empresas já estão selecionando jovens ainda no Ensino Médio. Em segundo plano, acredito que o nosso modelo de ensino não acompanha as evoluções tecnológicas que o mercado exige; tudo é muito burocrático, até para se alterar grade curricular, ao contrário do mundo da tecnologia, onde as mudanças e evoluções são constantes; quase que diárias”.
David Guilherme, CEO da FBS – Sistemas e Soluções e presidente da Associação Catanduvense dos Profissionais e Empresas de TI (ACAPETI), ressalta que “as perspectivas da área são as melhores possíveis, pois nunca tivemos tantas oportunidades num valor tão bem elevado de remuneração para os profissionais da área da tecnologia. Somos o nono maior desenvolvedor de tecnologia da informação do mundo, mas temos falta de mão de obra no mercado porque muitos brasileiros estão prestando serviços a estrangeiros. Por isso, as perspectivas são as melhores possíveis e o país tem que fazer o trabalho de formação, como vocês da Unifipa e CESAR, para poder soltar mão de obra qualificada para preenchermos esse vão de profissionais”. Sobre salário, David informa que o trainee inicia a carreira na faixa de 2 a 3 mil reais; o Junior, de 3 a 5 mil reais, e o Sênior 7 chega a mais de dez mil reais.
“Um curso como este pode abrir as portas para um profissional se colocar no mercado de trabalho antes mesmo de terminar o curso, alcançar objetivos que talvez não teria em outras áreas e, em casos mais extremos, até ganhar salários em moedas estrangeiras. O mundo hoje é digital. Ter um site ou aplicativo é quase pré-requisito para um negócio e a pandemia da COVID-19 acelerou ainda mais o processo de digitalização das empresas. Este conjunto de fatores fez com que o profissional de T.I. fosse cada dia mais procurado e mais bem remunerado”, finaliza Rafael Castellan.
“A grade curricular desenvolvida pela equipe da CESAR School é composta por cinco módulos e um projeto final, onde os alunos deverão realizar atividades reais com os conhecimentos adquiridos nos módulos anteriores. Daremos foco ao learn by doing, associando sempre a teoria à prática, com mentoria dos nossos especialistas”, explica Carlos Pompeu, gerente de Negócios Educacionais da CESAR School.
O curso de Programação e Web Design vai abordar os conceitos básicos necessários para formar programador de soluções para web, partindo desde o uso de JavaScript até a concepção e desenvolvimento visual da solução com uso de HTML e CSS, passando por conceitos de UX e REACT. Lógica de Programação, Introdução à Programação com Python, Programação Orientada a Objetos, Gerência de Configuração e Front End são os módulos que serão trabalhados.
As aulas acontecerão de forma híbrida, com encontros online e ao vivo duas vezes na semana e presenciais uma vez ao mês. O curso terá carga-horária total de 201 horas, duração de seis meses e oferece 35 vagas. As inscrições poderão ser feitas até 7 de março, com início das aulas em 23 de março. A mensalidade é de R$ 399,00 (13 parcelas). Ao final os alunos receberão certificação conjunta da Unifipa e CESAR School.
CESAR
O CESAR foi fundado em 1996 por três professores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Silvio Meira, Fábio Silva e Ismar Kaufman, como forma de aproximar a academia do mercado. Integrante e instituição âncora do Porto Digital, um dos maiores parques tecnológicos do Brasil, sediado em Recife, o CESAR é um centro de inovação que há mais de duas décadas forma pessoas e impulsiona organizações, potencializando suas estratégias digitais.
Trabalha com time diverso e multidisciplinar de mais de 1000 colaboradores, incluindo designers, desenvolvedores, consultores, estrategistas, empreendedores, pesquisadores e educadores. É a partir da CESAR School que o CESAR realiza estudos e pesquisas e gera conhecimento necessário para formar profissionais para transformarem os ambientes e as empresas em que atuam, tornando-os capazes de fomentar e executar projetos que trazem mudanças socioeconômicas relevantes ao país.
Seus estudantes são estimulados a observar a realidade e protagonizar mudanças com competências de inovação nas áreas de Computação e Design. A instituição atua há mais de 12 anos no ensino superior e na realização de projetos educacionais, produzindo e compartilhando conhecimento de mais de duas décadas de expertise do CESAR.
Todos os cursos oferecidos pela CESAR School seguem a metodologia learn by doing, com foco em experimentação, sabendo que é necessário testar e errar para ter soluções inovadoras. Seus professores e mentores são profissionais que atuam no mercado, com experiência prática em suas áreas de atuação.
Outro método ativo de aprendizagem aplicado na CESAR School é o PBL - problem based learning, aprendizado baseado em problemas, onde são propostos desafios para os alunos e à medida que vão consumindo os conteúdos começam a propor soluções, a partir de processo de inovação e design que atendem à demanda dos usuários.
Fonte: http://www.unifipa.com.br/site/component/fpanoticias/?id=11227

Todo mundo já entendeu que a IA vai mudar a forma como a gente compra, certo? Em pouco tempo, você vai escolher tênis, passagem aérea e até plano de saúde batendo papo com um chatbot, pagar ali mesmo e receber tudo sem sair da conversa. Comprar dentro de um ChatGPT da vida vai ser tão comum quanto abrir o app do banco.

A revitalização do CEDET marca um passo importante na consolidação da Apeti como agente de transformação social e tecnológica em São José do Rio Preto. O projeto não apenas renova um espaço físico, mas reacende a esperança de muitos jovens e reafirma o papel da tecnologia como ponte entre conhecimento, oportunidades e cidadania.

A Casa do Empreendedor foi inaugurada em Olímpia na tarde desta terça-feira (30), em cerimônia realizada na Câmara Municipal e seguida de visita às novas instalações na Avenida Aurora Forti Neves. O espaço integra o programa “Olímpia + Empreendedora” e reúne, em um só endereço, serviços de orientação, crédito, capacitação e inovação para micro e pequenos negócios.

A Apeti, entidade que reúne empresas e profissionais de tecnologia e inovação de Rio Preto, completa hoje 22 anos de atuação. Criada em 2003, nasceu para organizar e dar voz ao setor de TI, mas ao longo do tempo ampliou sua atuação e se consolidou como hub multissetorial, responsável por conectar empresas, fomentar parcerias e gerar impacto econômico e social na cidade.

Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?

Vivemos em uma era que nos pressiona a buscar o novo a todo instante. A inovação virou mantra, e a velocidade, critério quase absoluto de sucesso. Mas entre apelos por reinvenção constante e promessas de soluções mágicas para problemas complexos, sigo acreditando em um princípio simples: tudo que tem valor resiste ao tempo.

Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.

Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos

Aviso: texto com objetivo de antecipar à comunidade tech mudanças de grande impacto no setor. Marco Civil em discussão... de novo? Sim, o Marco Civil de Internet (MCI) está em debate novamente. Durante sua aprovação, a lei sofreu muitas críticas, mas, o MCI proporcionou um regime de responsabilidade civil para os provedores de aplicações de internet, que esses só deveriam remover conteúdos de terceiros a partir de uma ordem judicial, ou seja, caso a empresa não possua uma política de remoção de conteúdos, em tese, não precisaria remover conteúdos de terceiros que gerem danos a seus usuários. No entanto, após uma década desde a implementação da norma mencionada, o aumento do uso das redes sociais e a complexidade das interações online têm exigido debates mais aprofundados sobre o assunto. Estão debatendo a se o Art. 19 do MCI é constitucional ou inconstitucional. Por que um caso chega no STF (Leading Cases)? O STF se envolve quando um caso levanta questões constitucionais significativas que exigem uma interpretação definitiva. Como a mais alta autoridade judicial, o Supremo deve garante que leis e disposições legais estejam alinhadas com os princípios da CF/88. Quando alguns artigos legais — como o Artigo 19 do Marco Civil da Internet — são desafiadas quanto à sua constitucionalidade, o STF estabelece precedentes que orientarão todo o sistema jurídico. Nota Casos paradigmáticos (Leading Cases) são decisões judiciais fundamentais, que servem como pontos de referência para casos futuros semelhantes. Quando um tribunal superior como o STF delibera sobre uma questão legal específica, sua decisão vai além de resolver o conflito imediato. Na verdade, cria um roteiro estratégico que orienta como tribunais inferiores devem interpretar e aplicar a lei em situações parecidas. Imagine um caso paradigmático como uma história fundacional na interpretação legal. Assim como uma história impactante pode estabelecer normas culturais, um leading case estabelece entendimentos jurídicos. RE 1037396 (relator: MIN. DIAS TOFFOLI) Neste caso, o Facebook contestou uma decisão judicial que o obrigava a pagar danos morais por conteúdo ofensivo publicado por terceiros — sem uma ordem judicial prévia de remoção. RE 1057258 (relator: MIN. LUIZ FUX) Este caso é sobre um recurso levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se empresas que hospedam sites na internet (como o Google, dono do Orkut) são obrigadas a monitorar e remover conteúdos ofensivos publicados por usuários, sem precisar de uma ordem da Justiça. O que falaram até agora? Artigo 19 - Íntegra Art. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário. § 1º A ordem judicial de que trata o caput deverá conter, sob pena de nulidade, identificação clara e específica do conteúdo apontado como infringente, que permita a localização inequívoca do material § 2º A aplicação do disposto neste artigo para infrações a direitos de autor ou a direitos conexos depende de previsão legal específica, que deverá respeitar a liberdade de expressão e demais garantias previstas no art. 5o da Constituição Federal. § 3º As causas que versem sobre ressarcimento por danos decorrentes de conteúdos disponibilizados na internet relacionados à honra, à reputação ou a direitos de personalidade, bem como sobre a indisponibilização desses conteúdos por provedores de aplicações de internet, poderão ser apresentadas perante os juizados especiais. § 4º O juiz, inclusive no procedimento previsto no § 3o , poderá antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, existindo prova inequívoca do fato e considerado o interesse da coletividade na disponibilização do conteúdo na internet, desde que presentes os requisitos de verossimilhança da alegação do autor e de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. 👍 Quem entende que o Art. 19 é constitucional : Facebook. Argumentos principais: Defende o equilíbrio previsto no Marco Civil Alerta que exigências extrajudiciais podem: Sobrecarregar plataformas Aumentar risco de censura indevida Prejudicar a liberdade de expressão ABERT. Argumentos principais: Destaca que liberdade de expressão deve ser ampla, mas não ilimitada O artigo 19 garante um processo equilibrado que impede abusos Contra censura prévia, mas a favor de intervenção judicial corretiva Wikipedia Foundation. Argumentos principais: Alterações na responsabilidade das plataformas poderiam inviabilizar projetos educacionais Defende o modelo atual que protege iniciativas sem fins lucrativos Alega que o Wikipedia não é igual à outras plataformas TikTok (ByteDance). Argumentos principais: O artigo 19 evita censura prévia Preserva a liberdade de expressão Qualquer modificação pode impactar negativamente criadores independentes Mercado Livre. Argumentos principais: Destaca diferenças operacionais entre plataformas Responsabilidade irrestrita prejudicaria negócios legítimos Ressalta importância de ferramentas preventivas 👎 Quem entende que o Art. 19 é inconstitucional : Brasilcon. Argumentos principais: O artigo promove uma "hierarquia indevida dos direitos fundamentais" A obrigatoriedade de decisão judicial para remoção de conteúdos ofensivos causa: Processos longos e custosos Demora na proteção de vítimas Defende a revisão do artigo para proteger os mais vulneráveis, especialmente diante do aumento da violência digital Sleeping Giants Brasil. Argumentos principais: O artigo precisa de ajustes para permitir remoção eficiente de conteúdos danosos Destaca a desinformação como ameaça à democracia Enfatiza a necessidade de responsabilidade ética das plataformas digitais Advogado Geral da União (AGU). Argumentos principais: Sustentou que o artigo 19 é insuficiente para lidar com situações emergenciais, como o dia 8 de janeiro, quando a AGU precisou acionar judicialmente as plataformas para remoção de conteúdos incentivando atos antidemocráticos. Defendeu que a obrigatoriedade de decisão judicial prejudica a agilidade no combate a conteúdos prejudiciais e cria riscos à segurança pública e à democracia. CONIB. Argumentos principais: Destacaram que a regulamentação digital eficaz é essencial para equilibrar liberdade de expressão e responsabilidade. Fizeram referência ao impacto global da desinformação, citando exemplos concretos de como regulações rígidas em Israel ajudaram a mitigar abusos digitais. Reforçaram que o Artigo 19 do Marco Civil, ao exigir decisões judiciais para remoção de conteúdos, torna as ações lentas e, muitas vezes, ineficazes para prevenir danos irreversíveis em crises. Defendeu que normas mais flexíveis e pró-ativas podem evitar problemas sistêmicos, como manipulação de informações. O que os ministros falaram e perguntaram? Ministro Luís Roberto Barroso. "As plataformas têm responsabilidade sobre o impacto social de seus algoritmos. A liberdade de expressão não é ilimitada, especialmente quando utilizada para disseminação de desinformação ou discursos de ódio. A interpretação do artigo 19 deve considerar a proteção das instituições democráticas.” Ministro Alexandre de Moraes. “No dia 8 de janeiro, houve uma completa falência da autorregulação das grandes plataformas digitais. O uso descontrolado das redes para organizar atos antidemocráticos mostrou que a autorregulação, apoiada no artigo 19, é insuficiente. A instrumentalização e, em alguns casos, a conivência das redes, geraram riscos à democracia.” Ministro Dias Toffoli “Excelentíssimo senhor presidente, excelentíssimos senhores ministros, no julgamento de hoje, tratamos da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. É fundamental destacar a importância de garantir um equilíbrio entre liberdade de expressão e a responsabilização adequada de provedores.” Ministro Luiz Fux “Senhor presidente, senhores ministros, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reiterado a relevância da proteção de direitos fundamentais, especialmente no contexto digital. O artigo 19 reflete uma tentativa de endereçar questões complexas em uma era de comunicação instantânea.” Ministro Edson Fachin “É essencial reforçar a necessidade de regulamentação eficiente da internet. A Constituição Federal é clara sobre os direitos fundamentais e deve ser a base para todas as decisões relacionadas à liberdade de expressão e responsabilidade no ambiente digital.” Por que importa a nós, de tech? Essas discussões legais impactam diretamente, em diversos níveis. Aqui vão alguns aspectos: Liberdade de expressão Inovação tecnológica Segurança jurídica no ambiente digital, e aqui leia-se também inteligência artificial. Para empresas e profissionais de tecnologia, compreender essas responsabilidades legais é essencial para: Desenvolver estratégias de moderação de conteúdo Garantir conformidade regulatória Minimizar riscos jurídicos Adaptar modelos de negócios As decisões do STF podem redesenhar completamente como as plataformas digitais operam, influenciando diretamente o desenvolvimento de novas tecnologias e a forma como direitos dos usuários são protegidos na internet. Adotar tecnologias não é uma opção. Manter-se atualizado sobre essas mudanças também não, mas sim uma necessidade estratégica para qualquer empresa ou profissional do setor tecnológico. Considerações Finais A discussão revela um debate complexo sobre os limites da responsabilidade digital, onde cada ator busca proteger seus interesses específicos, mas compartilha a preocupação fundamental de criar um ambiente online que faça mais sentido aos atores. A decisão do STF terá impactos significativos não apenas para grandes plataformas, mas para todo o ecossistema digital brasileiro, afetando desde redes sociais até plataformas educacionais e de comércio eletrônico. Dicas práticas Para startups : desenvolver políticas claras de uso, implementar mecanismos de moderação de conteúdo e buscar assessoria jurídica especializada desde o início. Empresas de tecnologia validadas : reforçar a governança corporativa, aprimorar ferramentas de moderação, ser transparentes em suas ações e engajar-se com reguladores e a sociedade para liderar pelo exemplo. Empresas de hardware/infra: projetar produtos de forma responsável, assegurando conformidade legal e oferecendo suporte ao cliente para o uso seguro de suas soluções. As pessoas geralmente preferem evitar e conter problemas em vez de resolvê-los - Richard Susskind, O Futuro das Profissões. Está precisando de uma assessoria jurídica personalizada? Descubra os benefícios exclusivos que preparamos para você e agende sua consulta com o advogado parceiro da Apeti!

No próximo dia 25 de novembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue, a Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação de Rio Preto (Apeti), em parceria com a Shift e diversas empresas de tecnologia da cidade, realizará uma ação solidária de doação de sangue e cadastro de medula óssea no Hemocentro Rio Preto.








































