Tratamento responsável de dados e comprometimento moral
16 de março de 2021
Em nosso dia a dia, deixamos um verdadeiro rastro digital de informações. Nós temos gerado dados que são coletados e usados de maneiras que não sabemos e nem temos como controlar.
Em nosso dia a dia, deixamos um verdadeiro rastro digital de informações. Nós temos gerado dados que são coletados e usados de maneiras que não sabemos e nem temos como controlar. Em que pese o fato de que este fluxo de informações pode ser interessante para permitir que uma aplicação de software nos sugira um filme ou uma música, ou um caminho a seguir num mapa, e que isso possa aprimorar nossa experiência como consumidores, seu uso também pode ter um efeito nefasto de minar a privacidade, a autonomia e a confiança em negócios legítimos.
Atualmente, coletar dados de clientes é usual e faz parte dos mais diversos tipos de empresas. Isso é feito para entender o perfil do consumidor, visando incentivar a fidelização, avaliar a concorrência e detectar novas oportunidades ou fragilidades. Não há nada de errado nisso. O importante é por que – e como – os dados são coletados, como eles são protegidos e se os clientes têm a palavra final sobre como suas informações são tratadas e usadas de acordo com a finalidade para as quais foram coletadas.
Mas as pessoas sentem que estão perdendo o controle de seus dados. Isso é um fato e, pior do que isso, o uso antiético de dados pessoais pode causar danos reais e irreparáveis. Casos recentes de vazamentos ocorridos no Brasil acenderam o alerta vermelho sobre a fragilidade das informações pessoais armazenadas nos mais diversos tipos de bases de dados. Desde o segundo semestre de 2020 até agora, estima-se que tenham sidos expostos mais de 220 milhões de dados pessoais de brasileiros vivos e falecidos, além de 40 milhões de dados de empresas, e de 5 milhões de veículos. E isso é apenas o que se sabe, e os danos resultantes disso irão perdurar por anos.
A Lei Geral de Privacidade de Dados (LGPD), recentemente promulgada no Brasil, e outras legislações internacionais como, por exemplo, o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR - General Data Protection Regulation), são regulações inovadoras. Elas obrigam que as empresas, nessas jurisdições, sejam claras a respeito da finalidade da coleta de informações e adotem salvaguardas para proteger e eliminar dados pessoais. E finalmente, mas não menos importante, exigem que os dados pessoais sejam removidos a pedido dos consumidores, resguardadas algumas restrições legais onde isso não pode ocorrer. Ou a empresa cumpre a legislação, ou pode enfrentar consequências legais.
Mas, essas leis são suficientes para nos proteger? Na minha opinião, isso é um excelente começo, mas ainda não totalmente. O tratamento responsável de dados não é apenas uma questão de abster-se de más prática. Mais do que isso, é uma questão de se adotar uma postura proativa sobre como lidar com os dados pessoais com diligência, e isso precisa ser com comprometimento, não no sentido de “obrigar-se por um compromisso”, mas sim por um penhor moral pactuado com essa causa. Atitude de empenho moral e forte dedicação, com comportamento ético, corretude e senso de justiça, é o que se busca nos verdadeiros líderes empresariais responsáveis por lidar com dados pessoais.
por Adriano Cansian - Diretoria de Eventos da Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação)
Atualmente, coletar dados de clientes é usual e faz parte dos mais diversos tipos de empresas. Isso é feito para entender o perfil do consumidor, visando incentivar a fidelização, avaliar a concorrência e detectar novas oportunidades ou fragilidades. Não há nada de errado nisso. O importante é por que – e como – os dados são coletados, como eles são protegidos e se os clientes têm a palavra final sobre como suas informações são tratadas e usadas de acordo com a finalidade para as quais foram coletadas.
Mas as pessoas sentem que estão perdendo o controle de seus dados. Isso é um fato e, pior do que isso, o uso antiético de dados pessoais pode causar danos reais e irreparáveis. Casos recentes de vazamentos ocorridos no Brasil acenderam o alerta vermelho sobre a fragilidade das informações pessoais armazenadas nos mais diversos tipos de bases de dados. Desde o segundo semestre de 2020 até agora, estima-se que tenham sidos expostos mais de 220 milhões de dados pessoais de brasileiros vivos e falecidos, além de 40 milhões de dados de empresas, e de 5 milhões de veículos. E isso é apenas o que se sabe, e os danos resultantes disso irão perdurar por anos.
A Lei Geral de Privacidade de Dados (LGPD), recentemente promulgada no Brasil, e outras legislações internacionais como, por exemplo, o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR - General Data Protection Regulation), são regulações inovadoras. Elas obrigam que as empresas, nessas jurisdições, sejam claras a respeito da finalidade da coleta de informações e adotem salvaguardas para proteger e eliminar dados pessoais. E finalmente, mas não menos importante, exigem que os dados pessoais sejam removidos a pedido dos consumidores, resguardadas algumas restrições legais onde isso não pode ocorrer. Ou a empresa cumpre a legislação, ou pode enfrentar consequências legais.
Mas, essas leis são suficientes para nos proteger? Na minha opinião, isso é um excelente começo, mas ainda não totalmente. O tratamento responsável de dados não é apenas uma questão de abster-se de más prática. Mais do que isso, é uma questão de se adotar uma postura proativa sobre como lidar com os dados pessoais com diligência, e isso precisa ser com comprometimento, não no sentido de “obrigar-se por um compromisso”, mas sim por um penhor moral pactuado com essa causa. Atitude de empenho moral e forte dedicação, com comportamento ético, corretude e senso de justiça, é o que se busca nos verdadeiros líderes empresariais responsáveis por lidar com dados pessoais.
por Adriano Cansian - Diretoria de Eventos da Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação)

Quando ouvimos a palavra inovação, é comum pensarmos em inteligência artificial, startups, grandes empresas de tecnologia ou alguma invenção que vai mudar o mundo. Mas a inovação pode ser muito mais simples. Pode ser uma pessoa que encontra uma maneira melhor de fazer seu trabalho, uma empresa que muda um processo e passa a atender melhor seus clientes, um produtor que utiliza tecnologia para aumentar sua produtividade ou um comércio que encontra uma nova forma de vender. No fundo, inovar é uma disciplina: olhar para aquilo que fazemos todos os dias e perguntar se existe uma maneira melhor. Acredito que essa cultura será cada vez mais importante para o futuro das nossas empresas e da nossa cidade. Empresas de base tecnológica têm um papel especial nesse processo. Muitas nascem justamente para resolver problemas reais de outras empresas e, ao transformar uma solução em produto, conseguem levá-la para centenas ou milhares de pessoas. Um problema local pode virar uma solução global. Para que isso aconteça, precisamos de um ambiente que estimule essas ideias. E Rio Preto tem construído bons fundamentos. Temos empresas de tecnologia, empreendedores, universidades, investidores, o Parque Tecnológico e uma rede de entidades que trabalham pelo desenvolvimento da nossa região. O Parque Tecnológico é um importante ponto de encontro entre conhecimento, empresas, empreendedorismo e tecnologia. A APETI também tem um papel fundamental como articuladora regional desse ecossistema, aproximando empresários, empresas de tecnologia, universidades, poder público e outras instituições que ajudam a desenvolver pessoas e negócios. Esse ambiente é importante porque inovação não acontece apenas dentro de uma startup. Ela acontece quando uma empresa decide resolver melhor um problema, quando um profissional busca uma nova solução, quando uma universidade transforma conhecimento em aplicação ou quando alguém tem coragem de experimentar algo diferente. É assim que uma economia aumenta sua produtividade. E a produtividade importa. É ela que permite que uma empresa cresça, que um profissional gere mais valor, que novos negócios surjam e que uma região tenha mais capacidade de gerar riqueza. Por isso, acredito que precisamos colocar a inovação na nossa rotina. Não precisamos esperar uma grande ideia. Podemos começar olhando para o nosso próprio trabalho e fazendo perguntas simples: o que eu faço hoje que poderia fazer melhor? O que poderia ser mais simples? O que estou fazendo apenas porque sempre foi assim? Que problema dos meus clientes ainda não resolvi? Se cada empresa, profissional, empreendedor e instituição desenvolver esse hábito, teremos muito mais do que um ecossistema de inovação. Teremos uma cultura de inovação. E talvez esse seja o maior desafio e também uma das maiores oportunidades para Rio Preto. Porque, no final das contas, inovação não é sobre tecnologia. É sobre pessoas dispostas a melhorar o que fazem. Uma sociedade em que as pessoas buscam constantemente fazer melhor aumenta sua produtividade, cria mais oportunidades, gera mais riqueza e melhora a vida de todos. É assim que construímos uma cidade melhor. E é assim que construímos uma sociedade mais próspera. Eduardo Luiz Santos Vice-presidente da Apeti (biênio 2026–2027)

Todo mundo já entendeu que a IA vai mudar a forma como a gente compra, certo? Em pouco tempo, você vai escolher tênis, passagem aérea e até plano de saúde batendo papo com um chatbot, pagar ali mesmo e receber tudo sem sair da conversa. Comprar dentro de um ChatGPT da vida vai ser tão comum quanto abrir o app do banco.

A revitalização do CEDET marca um passo importante na consolidação da Apeti como agente de transformação social e tecnológica em São José do Rio Preto. O projeto não apenas renova um espaço físico, mas reacende a esperança de muitos jovens e reafirma o papel da tecnologia como ponte entre conhecimento, oportunidades e cidadania.

A Casa do Empreendedor foi inaugurada em Olímpia na tarde desta terça-feira (30), em cerimônia realizada na Câmara Municipal e seguida de visita às novas instalações na Avenida Aurora Forti Neves. O espaço integra o programa “Olímpia + Empreendedora” e reúne, em um só endereço, serviços de orientação, crédito, capacitação e inovação para micro e pequenos negócios.

A Apeti, entidade que reúne empresas e profissionais de tecnologia e inovação de Rio Preto, completa hoje 22 anos de atuação. Criada em 2003, nasceu para organizar e dar voz ao setor de TI, mas ao longo do tempo ampliou sua atuação e se consolidou como hub multissetorial, responsável por conectar empresas, fomentar parcerias e gerar impacto econômico e social na cidade.

Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?

Vivemos em uma era que nos pressiona a buscar o novo a todo instante. A inovação virou mantra, e a velocidade, critério quase absoluto de sucesso. Mas entre apelos por reinvenção constante e promessas de soluções mágicas para problemas complexos, sigo acreditando em um princípio simples: tudo que tem valor resiste ao tempo.

Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.

Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos









































