7 ferramentas de gestão para você usar no seu negócio
26 de outubro de 2023
Gerir uma equipe ou uma empresa pode ser desafiador. Mas, existem muitas ferramentas de gestão que são altamente eficazes e podem ajudar. Confira as principais!
Gerir uma equipe ou uma empresa pode ser desafiador, mesmo para os profissionais mais capacitados e treinados para a função. Afinal, além do fato de que cada ser humano é único, lidar com pessoas no ambiente de trabalho e fazer a gestão correta de tempo e demandas exige técnica e muito estudo.
Parece difícil, não é? Mas, fique tranquilo! Para te ajudar nessa jornada, existem inúmeras ferramentas de gestão que são altamente eficazes, proporcionando melhorias no desempenho, nas metas, nas tomadas de decisões e em muitos outros fatores inerentes ao mundo profissional.
Sabendo disso, preparamos este texto! Aqui, vamos falar tudo sobre as principais ferramentas de gestão existentes no mercado e como elas podem ajudar você a gerir melhor sua equipe e seus projetos. Acompanhe!
O que são as ferramentas de gestão?
De forma prática, as ferramentas de gestão são recursos, técnicas e instrumentos que ajudam a planejar, executar, controlar e otimizar as operações e os processos de uma empresa, um projeto ou uma equipe.
Essas ferramentas atuam de forma a facilitar alguns pontos importantes relacionados à gestão, como a tomada de decisões, a eficiência operacional e o alcance de metas. Para isso, elas abrangem uma ampla gama de áreas, incluindo gestão de projetos, recursos humanos, finanças, marketing, qualidade, processos e muito mais.
Ferramentas X Softwares de gestão: qual a diferença?
Agora que você já entendeu o que são ferramentas de gestão, é importante destacar que elas são diferentes dos softwares de gestão. Como dissemos acima, as ferramentas de gestão são as técnicas ou os instrumentos — que podem ser físicos ou virtuais e incluem métodos, conceitos, modelos, estruturas e muito mais! — usados para facilitar processos de gestão.
Já os softwares de gestão são programas computacionais ou aplicativos que são projetados com o objetivo de automatizar e facilitar tarefas de gestão ou processos de negócios. Eles também oferecem soluções para gerenciamento de projetos, recursos humanos, contabilidade e muito mais.
Ou seja, as ferramentas de gestão são mais abrangentes e podem, inclusive, envolver softwares. Já o conceito de software de gestão é mais específico, já que estamos falando apenas desses programas ou aplicativos.
Por que utilizar?
Agora, vamos entender por que utilizar ferramentas de gestão? Abaixo, listamos a principais vantagens de adotá-las; confira:
- Aumento do desempenho geral da equipe.
- Tomada de decisão com base em informações importantes, reduzindo erros.
- Planejamento e metas mais organizadas.
- Mais facilidade no controle e no monitoramento de atividades e projetos.
- Auxílio na identificação de problemas e erros em atividades e projetos, bem como na tomada de medidas corretivas.
- Eficiência operacional, já que as ferramentas de gestão podem otimizar processos e oferecer economia de recursos, incluindo pessoas, tempo e materiais.
- Melhoria da qualidade em produtos e processos.
- Mais chances de competir no mercado e de acompanhar inovações no setor.
- Aumento das práticas e dos processos seguindo a conformidade legal e as regulações.
Ou seja, são muitos os benefícios que passam a fazer parte de uma organização que adota ferramentas de gestão, seja ela uma empresa ou uma equipe. Com essas práticas e melhorias, ainda desenvolve-se uma cultura de eficiência e constante melhoria corporativa, o que também garante resultados positivos ao longo do tempo.
Quais são as principais ferramentas de gestão?
Agora que você conheceu os benefícios e como funcionam as ferramentas de gestão, vamos listar sete delas que você pode adotar para melhorar o seu processo de gestão. Trata-se de modelos já testados e que desfrutam de grande sucesso nos mais variados ambientes corporativos. Conheça-os:
Análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats)
Este talvez seja o exemplo mais famoso entre todas as ferramentas de gestão. A Análise SWOT é muito utilizada para a criação de planejamentos estratégicos. Ela faz isso com base em quatro fatores do negócio (empresa ou projeto) em questão:
- Forças (Strengths): diz respeito às características internas do negócio que são vantajosas, como recursos financeiros e equipes talentosas. Essas forças são fatores internos positivos que o negócio pode utilizar a seu favor.
- Fraquezas (Weaknesses): características internas que são desvantagens, como recursos limitados e processos ineficientes. Identificar as fraquezas é importante para melhorar o negócio.
- Oportunidades (Opportunities): fatores externos positivos que o negócio pode aproveitar. Isso pode incluir mudanças no mercado, tendências de consumo e avanços tecnológicos. Identificar as oportunidades permite direcionar esforços de forma mais eficaz.
- Ameaças (Threats): assim como as oportunidades, as ameaças são fatores externos, mas negativos. São exemplos: concorrência acirrada e instabilidade econômica. Conhecer as ameaças ajuda a se preparar para desafios futuros.
Matriz BCG (Boston Consulting Group)
Esta é uma ferramenta desenvolvida pelo Boston Consulting Group (BCG), empresa de consultoria de gestão. Também conhecida como “Matriz de Crescimento/Participação”, é usada para ajudar organizações a avaliarem seus produtos e tomarem decisões estratégicas com base em suas posições no mercado e nas taxas de crescimento do segmento em questão.
Por meio dessa ferramenta, as organizações conseguem informações sobre quais produtos ou mercados manter, construir, abandonar ou descontinuar.
Diagrama de Ishikawa (Espinha de Peixe)
Também conhecida como “Diagrama de Causa e Efeito”, esta ferramenta ajuda a identificar e a visualizar as possíveis causas de um problema ou desafio, com base em seis categorias (os famosos “6Ms”):
- método;
- matéria-prima;
- mão de obra;
- máquinas;
- medição;
- meio ambiente.
O nome “Espinha de Peixe” se dá devido à forma que essas causas e subcausas de problemas são apresentados: em gráficos com ramificações.
5W2H
Mais uma ferramenta que se apresenta como uma sigla. A 5W2H funciona com base em perguntas e respostas e, assim, oferece uma organização das funções do projeto ou da empresa de forma mais clara e eficiente, bem como do tempo gasto em tarefas.
Os cinco “Ws” correspondem a:
- what (o quê?);
- why (por quê?);
- where (onde?);
- when (quando?);
- who (quem?).
Já os dois “Hs” correspondem a:
- how (como?);
- how much (quanto?).
5 Forças de Porter
Esta ferramenta, conhecida como “5 Forças de Porter”, apresenta uma estrutura para analisar a competitividade de uma empresa, considerando a rivalidade entre os concorrentes, a relação com fornecedores, o poder de barganha dos clientes e a ameaça de possíveis novos concorrentes e de novos produtos ou serviços no mercado.
Ou seja, é uma das ferramentas de gestão que permitem maior entendimento sobre a posição da empresa e de seus produtos e serviços em relação ao mercado, suas tendências e players.
Ciclo PDCA
Achou que as siglas tinham acabado? Ainda não! Mas esta é bem simples. O Ciclo PDCA é uma ferramenta de gestão que usa como base o comportamento da equipe, seguindo quatro premissas básicas:
1. plan (planejar);
2. do (fazer);
3. check (avaliar);
4. act (agir).
De forma resumida, o Ciclo PDCA trabalha com a elaboração de planos, levando em conta alguns fatores:
- as informações necessárias;
- a execução do plano;
- a coleta de informações sobre os “resultados” do plano em prática e a avaliação dos mesmos;
- a decisão sobre quais procedimentos farão parte do funcionamento padrão do negócio e quais serão deixados de lado.
Business Model Canvas
O Business Model Canvas, que pode ser traduzido como "Quadro de Modelo de Negócios," é uma ferramenta de planejamento estratégico que ajuda a visualizar e a descrever os principais componentes de um modelo de negócio de forma clara e concisa.
Essa organização é feita com a identificação e a organização de nove elementos-chave:
- segmentos de cliente;
- proposta de valor;
- canais de distribuição;
- relacionamento com clientes;
- fontes de receita;
- recursos-chave;
- atividades-chave;
- parcerias-chave;
- estrutura de custos.
Esses foram alguns exemplos de ferramentas de gestão que podem ser aplicadas em diferentes negócios e que ajudam a gerar ótimos resultados (e qual gestor não quer isso, não é verdade?).
Como escolher a ferramenta ideal para o meu negócio?
Bom, não existe uma resposta pronta para essa pergunta. Afinal, estamos falando de modelos que são bem flexíveis e que podem se adequar a uma grande variedade de cenários de gestão, seja envolvendo pessoas, produtos, processos ou análises.
Porém, vale destacar alguns pontos que devem ser levados em conta na hora de escolher a ferramenta de gestão mais adequada para o seu negócio:
- seus objetivos e necessidades;
- o contexto em que a ferramenta será aplicada e qual o segmento de atuação;
- os recursos financeiros e humanos disponíveis, já que implementar essas ferramentas pode exigir profissionalização da equipe;
- se faz sentido com as necessidades e resultados esperados com o projeto.
Nenhuma ferramenta é ideal para todos os negócios. Porém, como mencionamos, elas são muito flexíveis e se encaixam em diferentes contextos. Faça suas pesquisas e não se esqueça de avaliar constantemente os resultados obtidos.
Quer ficar por dentro de mais assuntos de gestão?
As ferramentas de gestão podem ser grandes aliadas de qualquer líder ou gestor, seja em um ambiente empresarial completo ou mesmo em projetos específicos. Existem muitas ferramentas e conceitos interessantes no mundo empresarial que podem ajudar a aumentar a eficiência e a eficácia de qualquer time.
Agora, sabendo de tudo isso, se você quer se manter atualizado em relação a esses assuntos de gestão, não deixe de conhecer o ApetiCast, podcast da APETI. Para saber mais, visite nosso texto sobre o nosso novo podcast de tecnologia, gestão e inovação!
#ferramentas de gestão

Todo mundo já entendeu que a IA vai mudar a forma como a gente compra, certo? Em pouco tempo, você vai escolher tênis, passagem aérea e até plano de saúde batendo papo com um chatbot, pagar ali mesmo e receber tudo sem sair da conversa. Comprar dentro de um ChatGPT da vida vai ser tão comum quanto abrir o app do banco.

A revitalização do CEDET marca um passo importante na consolidação da Apeti como agente de transformação social e tecnológica em São José do Rio Preto. O projeto não apenas renova um espaço físico, mas reacende a esperança de muitos jovens e reafirma o papel da tecnologia como ponte entre conhecimento, oportunidades e cidadania.

A Casa do Empreendedor foi inaugurada em Olímpia na tarde desta terça-feira (30), em cerimônia realizada na Câmara Municipal e seguida de visita às novas instalações na Avenida Aurora Forti Neves. O espaço integra o programa “Olímpia + Empreendedora” e reúne, em um só endereço, serviços de orientação, crédito, capacitação e inovação para micro e pequenos negócios.

A Apeti, entidade que reúne empresas e profissionais de tecnologia e inovação de Rio Preto, completa hoje 22 anos de atuação. Criada em 2003, nasceu para organizar e dar voz ao setor de TI, mas ao longo do tempo ampliou sua atuação e se consolidou como hub multissetorial, responsável por conectar empresas, fomentar parcerias e gerar impacto econômico e social na cidade.

Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?

Vivemos em uma era que nos pressiona a buscar o novo a todo instante. A inovação virou mantra, e a velocidade, critério quase absoluto de sucesso. Mas entre apelos por reinvenção constante e promessas de soluções mágicas para problemas complexos, sigo acreditando em um princípio simples: tudo que tem valor resiste ao tempo.

Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.

Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos

Aviso: texto com objetivo de antecipar à comunidade tech mudanças de grande impacto no setor. Marco Civil em discussão... de novo? Sim, o Marco Civil de Internet (MCI) está em debate novamente. Durante sua aprovação, a lei sofreu muitas críticas, mas, o MCI proporcionou um regime de responsabilidade civil para os provedores de aplicações de internet, que esses só deveriam remover conteúdos de terceiros a partir de uma ordem judicial, ou seja, caso a empresa não possua uma política de remoção de conteúdos, em tese, não precisaria remover conteúdos de terceiros que gerem danos a seus usuários. No entanto, após uma década desde a implementação da norma mencionada, o aumento do uso das redes sociais e a complexidade das interações online têm exigido debates mais aprofundados sobre o assunto. Estão debatendo a se o Art. 19 do MCI é constitucional ou inconstitucional. Por que um caso chega no STF (Leading Cases)? O STF se envolve quando um caso levanta questões constitucionais significativas que exigem uma interpretação definitiva. Como a mais alta autoridade judicial, o Supremo deve garante que leis e disposições legais estejam alinhadas com os princípios da CF/88. Quando alguns artigos legais — como o Artigo 19 do Marco Civil da Internet — são desafiadas quanto à sua constitucionalidade, o STF estabelece precedentes que orientarão todo o sistema jurídico. Nota Casos paradigmáticos (Leading Cases) são decisões judiciais fundamentais, que servem como pontos de referência para casos futuros semelhantes. Quando um tribunal superior como o STF delibera sobre uma questão legal específica, sua decisão vai além de resolver o conflito imediato. Na verdade, cria um roteiro estratégico que orienta como tribunais inferiores devem interpretar e aplicar a lei em situações parecidas. Imagine um caso paradigmático como uma história fundacional na interpretação legal. Assim como uma história impactante pode estabelecer normas culturais, um leading case estabelece entendimentos jurídicos. RE 1037396 (relator: MIN. DIAS TOFFOLI) Neste caso, o Facebook contestou uma decisão judicial que o obrigava a pagar danos morais por conteúdo ofensivo publicado por terceiros — sem uma ordem judicial prévia de remoção. RE 1057258 (relator: MIN. LUIZ FUX) Este caso é sobre um recurso levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se empresas que hospedam sites na internet (como o Google, dono do Orkut) são obrigadas a monitorar e remover conteúdos ofensivos publicados por usuários, sem precisar de uma ordem da Justiça. O que falaram até agora? Artigo 19 - Íntegra Art. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário. § 1º A ordem judicial de que trata o caput deverá conter, sob pena de nulidade, identificação clara e específica do conteúdo apontado como infringente, que permita a localização inequívoca do material § 2º A aplicação do disposto neste artigo para infrações a direitos de autor ou a direitos conexos depende de previsão legal específica, que deverá respeitar a liberdade de expressão e demais garantias previstas no art. 5o da Constituição Federal. § 3º As causas que versem sobre ressarcimento por danos decorrentes de conteúdos disponibilizados na internet relacionados à honra, à reputação ou a direitos de personalidade, bem como sobre a indisponibilização desses conteúdos por provedores de aplicações de internet, poderão ser apresentadas perante os juizados especiais. § 4º O juiz, inclusive no procedimento previsto no § 3o , poderá antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, existindo prova inequívoca do fato e considerado o interesse da coletividade na disponibilização do conteúdo na internet, desde que presentes os requisitos de verossimilhança da alegação do autor e de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. 👍 Quem entende que o Art. 19 é constitucional : Facebook. Argumentos principais: Defende o equilíbrio previsto no Marco Civil Alerta que exigências extrajudiciais podem: Sobrecarregar plataformas Aumentar risco de censura indevida Prejudicar a liberdade de expressão ABERT. Argumentos principais: Destaca que liberdade de expressão deve ser ampla, mas não ilimitada O artigo 19 garante um processo equilibrado que impede abusos Contra censura prévia, mas a favor de intervenção judicial corretiva Wikipedia Foundation. Argumentos principais: Alterações na responsabilidade das plataformas poderiam inviabilizar projetos educacionais Defende o modelo atual que protege iniciativas sem fins lucrativos Alega que o Wikipedia não é igual à outras plataformas TikTok (ByteDance). Argumentos principais: O artigo 19 evita censura prévia Preserva a liberdade de expressão Qualquer modificação pode impactar negativamente criadores independentes Mercado Livre. Argumentos principais: Destaca diferenças operacionais entre plataformas Responsabilidade irrestrita prejudicaria negócios legítimos Ressalta importância de ferramentas preventivas 👎 Quem entende que o Art. 19 é inconstitucional : Brasilcon. Argumentos principais: O artigo promove uma "hierarquia indevida dos direitos fundamentais" A obrigatoriedade de decisão judicial para remoção de conteúdos ofensivos causa: Processos longos e custosos Demora na proteção de vítimas Defende a revisão do artigo para proteger os mais vulneráveis, especialmente diante do aumento da violência digital Sleeping Giants Brasil. Argumentos principais: O artigo precisa de ajustes para permitir remoção eficiente de conteúdos danosos Destaca a desinformação como ameaça à democracia Enfatiza a necessidade de responsabilidade ética das plataformas digitais Advogado Geral da União (AGU). Argumentos principais: Sustentou que o artigo 19 é insuficiente para lidar com situações emergenciais, como o dia 8 de janeiro, quando a AGU precisou acionar judicialmente as plataformas para remoção de conteúdos incentivando atos antidemocráticos. Defendeu que a obrigatoriedade de decisão judicial prejudica a agilidade no combate a conteúdos prejudiciais e cria riscos à segurança pública e à democracia. CONIB. Argumentos principais: Destacaram que a regulamentação digital eficaz é essencial para equilibrar liberdade de expressão e responsabilidade. Fizeram referência ao impacto global da desinformação, citando exemplos concretos de como regulações rígidas em Israel ajudaram a mitigar abusos digitais. Reforçaram que o Artigo 19 do Marco Civil, ao exigir decisões judiciais para remoção de conteúdos, torna as ações lentas e, muitas vezes, ineficazes para prevenir danos irreversíveis em crises. Defendeu que normas mais flexíveis e pró-ativas podem evitar problemas sistêmicos, como manipulação de informações. O que os ministros falaram e perguntaram? Ministro Luís Roberto Barroso. "As plataformas têm responsabilidade sobre o impacto social de seus algoritmos. A liberdade de expressão não é ilimitada, especialmente quando utilizada para disseminação de desinformação ou discursos de ódio. A interpretação do artigo 19 deve considerar a proteção das instituições democráticas.” Ministro Alexandre de Moraes. “No dia 8 de janeiro, houve uma completa falência da autorregulação das grandes plataformas digitais. O uso descontrolado das redes para organizar atos antidemocráticos mostrou que a autorregulação, apoiada no artigo 19, é insuficiente. A instrumentalização e, em alguns casos, a conivência das redes, geraram riscos à democracia.” Ministro Dias Toffoli “Excelentíssimo senhor presidente, excelentíssimos senhores ministros, no julgamento de hoje, tratamos da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. É fundamental destacar a importância de garantir um equilíbrio entre liberdade de expressão e a responsabilização adequada de provedores.” Ministro Luiz Fux “Senhor presidente, senhores ministros, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reiterado a relevância da proteção de direitos fundamentais, especialmente no contexto digital. O artigo 19 reflete uma tentativa de endereçar questões complexas em uma era de comunicação instantânea.” Ministro Edson Fachin “É essencial reforçar a necessidade de regulamentação eficiente da internet. A Constituição Federal é clara sobre os direitos fundamentais e deve ser a base para todas as decisões relacionadas à liberdade de expressão e responsabilidade no ambiente digital.” Por que importa a nós, de tech? Essas discussões legais impactam diretamente, em diversos níveis. Aqui vão alguns aspectos: Liberdade de expressão Inovação tecnológica Segurança jurídica no ambiente digital, e aqui leia-se também inteligência artificial. Para empresas e profissionais de tecnologia, compreender essas responsabilidades legais é essencial para: Desenvolver estratégias de moderação de conteúdo Garantir conformidade regulatória Minimizar riscos jurídicos Adaptar modelos de negócios As decisões do STF podem redesenhar completamente como as plataformas digitais operam, influenciando diretamente o desenvolvimento de novas tecnologias e a forma como direitos dos usuários são protegidos na internet. Adotar tecnologias não é uma opção. Manter-se atualizado sobre essas mudanças também não, mas sim uma necessidade estratégica para qualquer empresa ou profissional do setor tecnológico. Considerações Finais A discussão revela um debate complexo sobre os limites da responsabilidade digital, onde cada ator busca proteger seus interesses específicos, mas compartilha a preocupação fundamental de criar um ambiente online que faça mais sentido aos atores. A decisão do STF terá impactos significativos não apenas para grandes plataformas, mas para todo o ecossistema digital brasileiro, afetando desde redes sociais até plataformas educacionais e de comércio eletrônico. Dicas práticas Para startups : desenvolver políticas claras de uso, implementar mecanismos de moderação de conteúdo e buscar assessoria jurídica especializada desde o início. Empresas de tecnologia validadas : reforçar a governança corporativa, aprimorar ferramentas de moderação, ser transparentes em suas ações e engajar-se com reguladores e a sociedade para liderar pelo exemplo. Empresas de hardware/infra: projetar produtos de forma responsável, assegurando conformidade legal e oferecendo suporte ao cliente para o uso seguro de suas soluções. As pessoas geralmente preferem evitar e conter problemas em vez de resolvê-los - Richard Susskind, O Futuro das Profissões. Está precisando de uma assessoria jurídica personalizada? Descubra os benefícios exclusivos que preparamos para você e agende sua consulta com o advogado parceiro da Apeti!

No próximo dia 25 de novembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue, a Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação de Rio Preto (Apeti), em parceria com a Shift e diversas empresas de tecnologia da cidade, realizará uma ação solidária de doação de sangue e cadastro de medula óssea no Hemocentro Rio Preto.









































