Metodologia Scrum: o que é, benefícios e como utilizá-la
5 de setembro de 2023
A Metodologia Scrum vem ganhando destaque no ambiente corporativo devido às vantagens que oferece ao desenvolvimento de novos produtos. Entenda tudo!
A Metodologia Scrum vem ganhando notoriedade e sendo adotada por diversas empresas em todo o mundo. Afinal, nesse cenário de constante evolução tecnológica e desenvolvimento de novos negócios no qual vivemos, a demanda por processos mais flexíveis e adaptáveis tornou-se evidente. Dessa forma, a Metodologia Scrum se destaca por sua abordagem iterativa, focada em entregas constantes e na colaboração entre as equipes.
Originado do desenvolvimento de softwares, o Scrum foi criado para endereçar as complexidades e imprevisibilidades desse segmento. No entanto, sua eficácia e adaptabilidade fizeram com que o método se expandisse para outros setores empresariais.
Quer saber tudo sobre a Metodologia Scrum? Neste artigo, você compreenderá melhor seus princípios, sua base de funcionamento e os benefícios de sua aplicação. Continue a leitura e confira!
O que é a Metodologia Scrum?
A Metodologia Scrum é um framework ágil usado principalmente para o desenvolvimento de softwares. Sua essência é a promoção do trabalho em equipe, as entregas incrementais de produtos e os constantes feedbacks do cliente.
Em vez de planejar detalhadamente tudo desde o início, o Scrum propõe uma abordagem iterativa, na qual o trabalho é dividido em ciclos chamados "sprints".
Cada sprint tem duração fixa, geralmente de duas a quatro semanas, ao final das quais uma parte funcional do produto deve ser entregue. Isso permite que o cliente veja e teste regularmente o progresso do desenvolvimento, proporcionando feedbacks valiosos para a equipe.
Além disso, podemos destacar que a flexibilidade é um ponto-chave do Scrum, uma vez que o método é projetado para se adaptar a mudanças durante o processo e a novas exigências do cliente.
Qual a diferença para a Metodologia Ágil?
Embora muitas vezes usadas como sinônimos, a Metodologia Scrum e a Metodologia Ágil não são a mesma coisa. A Metodologia Ágil é uma filosofia de trabalho que abrange diversos métodos e práticas para o desenvolvimento de projetos, focando em entregas rápidas, colaboração e adaptação a mudanças. O Scrum, por sua vez, é um dos frameworks utilizados para implementar essa filosofia ágil.
Desse modo, enquanto a Metodologia Ágil serve como um guarda-chuva para várias técnicas e práticas, o Scrum é uma especificação dessa filosofia, com regras, papéis e rituais bem definidos.
Como ela funciona?
Conforme mencionado anteriormente, a Metodologia Scrum se baseia em sprints. No início de cada sprint, a equipe realiza uma reunião de planejamento, na qual são definidos os objetivos e as tarefas a serem realizadas. A partir disso, durante o sprint, são feitas outras reuniões diárias para acompanhamento e alinhamento do progresso. Ao final, a equipe apresenta o que foi desenvolvido e recebe feedback.
Para que tudo isso seja realizado, os papéis no Scrum incluem:
Product Owner (PO)
O Product Owner é o responsável por garantir que o produto em desenvolvimento atenda às necessidades dos usuários e às expectativas do negócio. Ele define as funcionalidades do produto, decide a ordem de entrega, garante o valor do trabalho realizado pela equipe e assegura que os requisitos sejam compreendidos por todos.
O “P.O.”, como é chamado, é a ponte entre a equipe de desenvolvimento e os stakeholders, priorizando o Backlog do Produto de acordo com os interesses do negócio.
Scrum Master
O Scrum Master é o guardião da metodologia Scrum e é responsável por assegurar que a equipe siga os princípios e as práticas do Scrum. Além disso, tem o papel de facilitador, ajudando a equipe a remover obstáculos que possam surgir durante um sprint.
Ele não é um gerente no sentido tradicional, mas sim um líder servidor. Sua principal função é garantir um ambiente produtivo onde a equipe possa alcançar seu potencial máximo.
Equipe de desenvolvimento
Composta por profissionais multidisciplinares, a equipe de desenvolvimento é responsável por entregar o produto. Isso inclui análise, design, implementação, teste, entre outros.
Dentro do Scrum, não há subdivisões hierárquicas na equipe, ou seja, todos têm responsabilidades iguais na entrega do produto. A equipe deve ser auto-organizada e capaz de tomar decisões sobre como realizar o trabalho.
Quais os benefícios de aplicar a Metodologia Scrum?
A adoção da Metodologia Scrum no gerenciamento de projetos traz consigo uma série de benefícios que impactam tanto na eficiência do processo quanto na qualidade do produto final. Aqui, listamos e detalhamos alguns dos mais significativos:
Entregas mais rápidas e frequentes
Com a divisão dos projetos em sprints, a equipe consegue entregar funcionalidades e melhorias de forma contínua e em intervalos curtos, permitindo que o cliente ou o usuário veja resultados em menos tempo.
Flexibilidade para mudanças
Uma das principais características da Metodologia Scrum é a adaptabilidade. Isso porque, ao final de cada sprint, há a oportunidade de realinhar prioridades, permitindo acomodar mudanças sem grandes perturbações no projeto.
Maior engajamento da equipe
O envolvimento contínuo de todos os membros da equipe e a divisão clara de responsabilidades proporcionam um ambiente de trabalho mais colaborativo, no qual cada membro se sente parte integral do projeto.
Feedbacks constantes
As reuniões de revisão e retrospectiva, realizadas ao final de cada sprint, garantem que a equipe receba feedbacks regulares, seja do cliente ou do próprio time, facilitando melhorias contínuas no processo e no produto.
Foco no valor entregue ao cliente
Ao priorizar funcionalidades no Backlog do Produto, a equipe se concentra em entregar primeiro aquilo que garante mais valor ao cliente, otimizando o retorno sobre o investimento.
Redução de riscos
Com entregas frequentes e feedbacks constantes, é possível identificar e corrigir erros mais rapidamente, bem como adaptar-se a novos requisitos, reduzindo riscos associados a projetos que se prolongam sem revisão.
Visibilidade e transparência
Na Metodologia Scrum, todas as partes interessadas têm clareza do progresso do projeto, dos obstáculos encontrados e das próximas etapas, graças às ferramentas e reuniões características do Scrum, como o quadro Scrum e as “daily meetings” (ou reuniões diárias, em tradução livre).
A implementação bem-sucedida da Metodologia Scrum pode transformar a maneira como as equipes trabalham e entregam produtos, tornando o processo mais ágil, colaborativo e alinhado às necessidades reais do cliente.
Como aplicá-la?
Aplicar a metodologia Scrum em um ambiente de projeto ou desenvolvimento não é apenas adotar uma nova ferramenta de gestão, mas sim uma mudança cultural. Afinal, o Scrum favorece a colaboração, a adaptabilidade e a entrega contínua de valor.
Vejamos, passo a passo, como aplicar essa poderosa metodologia:
1. Definição dos papéis
Antes de tudo, é essencial definir os papéis dentro da equipe: Product Owner (PO), Scrum Master e equipe de desenvolvimento. Cada papel tem responsabilidades específicas e é vital para o sucesso do projeto.
2. Criação do Backlog do Produto
O P.O. deve criar e priorizar o Backlog do Produto, que é uma lista detalhada de tudo que é necessário para o projeto ou produto, geralmente expressa em termos de histórias de usuários ou funcionalidades. Esses itens devem ser classificados por prioridade, sendo os mais importantes no topo.
3. Planejamento do sprint
Com o Backlog do Produto em mãos, a equipe se reúne para planejar o próximo sprint. Aqui, a equipe decide quais itens do Backlog serão abordados no sprint e como eles serão implementados. Essa reunião resulta no Backlog do Sprint.
4. Desenvolvimento do sprint
Ao longo do sprint, a equipe trabalha para entregar as funcionalidades selecionadas. Durante esse período, é crucial manter uma comunicação aberta e contínua entre os membros da equipe. Diariamente, a equipe realiza uma reunião rápida, chamada "Daily Scrum", para discutir progresso, planejar o dia e identificar obstáculos.
5. Revisão do sprint
No final do sprint, a equipe e o P.O. se reúnem para revisar o trabalho realizado. Isso permite que todos vejam o que foi produzido e determinem se os critérios de aceitação foram atendidos.
6. Retrospectiva do sprint
Após a revisão, a equipe se reúne para uma retrospectiva, na qual discutem o que correu bem, o que pode ser melhorado e como podem implementar essas melhorias no próximo sprint.
7. Repita o processo
Após a conclusão de um sprint, o processo começa novamente com o planejamento do próximo. O Backlog do Produto é atualizado e repriorizado, se necessário, e o próximo sprint é planejado.
Dicas importantes:
- Treinamento e educação: garanta que todos os envolvidos compreendam o Scrum e seus princípios. Isso pode envolver treinamentos formais ou sessões de orientação.
- Ferramentas: utilize ferramentas de software que auxiliem na gestão Scrum, facilitando o acompanhamento do progresso, a comunicação e a colaboração entre a equipe.
- Adaptabilidade: o Scrum é flexível por natureza. Sendo assim, adapte a metodologia às necessidades específicas de sua organização e equipe.
Ao seguir esses passos e manter o foco na comunicação e na colaboração, as equipes podem implementar a metodologia Scrum com sucesso, colhendo os benefícios de uma abordagem ágil no desenvolvimento e na gestão de projetos.
Quais são as outras metodologias ágeis?
Além do Scrum, existem diversas outras metodologias ágeis que são adotadas em variados contextos. Algumas incluem o Kanban, que foca na visualização e na gestão do fluxo de trabalho; o Lean, que busca eliminar desperdícios e otimizar processos; e o Extreme Programming (XP), que coloca ênfase nas práticas de engenharia de software.
Cada metodologia possui suas particularidades e pode ser mais adequada dependendo do contexto do projeto e da cultura da organização. No entanto, todas compartilham do espírito ágil, que valoriza a colaboração, as entregas incrementais e a adaptabilidade a mudanças.
Então, se você deseja se aprofundar ainda mais no universo das metodologias ágeis e compreender a essência e os benefícios dessa tendência, convidamos você a ler o nosso texto “O que é Metodologia Ágil e 5 benefícios dessa tendência”.
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Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?

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Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.

Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos

Aviso: texto com objetivo de antecipar à comunidade tech mudanças de grande impacto no setor. Marco Civil em discussão... de novo? Sim, o Marco Civil de Internet (MCI) está em debate novamente. Durante sua aprovação, a lei sofreu muitas críticas, mas, o MCI proporcionou um regime de responsabilidade civil para os provedores de aplicações de internet, que esses só deveriam remover conteúdos de terceiros a partir de uma ordem judicial, ou seja, caso a empresa não possua uma política de remoção de conteúdos, em tese, não precisaria remover conteúdos de terceiros que gerem danos a seus usuários. No entanto, após uma década desde a implementação da norma mencionada, o aumento do uso das redes sociais e a complexidade das interações online têm exigido debates mais aprofundados sobre o assunto. Estão debatendo a se o Art. 19 do MCI é constitucional ou inconstitucional. Por que um caso chega no STF (Leading Cases)? O STF se envolve quando um caso levanta questões constitucionais significativas que exigem uma interpretação definitiva. Como a mais alta autoridade judicial, o Supremo deve garante que leis e disposições legais estejam alinhadas com os princípios da CF/88. Quando alguns artigos legais — como o Artigo 19 do Marco Civil da Internet — são desafiadas quanto à sua constitucionalidade, o STF estabelece precedentes que orientarão todo o sistema jurídico. Nota Casos paradigmáticos (Leading Cases) são decisões judiciais fundamentais, que servem como pontos de referência para casos futuros semelhantes. Quando um tribunal superior como o STF delibera sobre uma questão legal específica, sua decisão vai além de resolver o conflito imediato. Na verdade, cria um roteiro estratégico que orienta como tribunais inferiores devem interpretar e aplicar a lei em situações parecidas. Imagine um caso paradigmático como uma história fundacional na interpretação legal. Assim como uma história impactante pode estabelecer normas culturais, um leading case estabelece entendimentos jurídicos. RE 1037396 (relator: MIN. DIAS TOFFOLI) Neste caso, o Facebook contestou uma decisão judicial que o obrigava a pagar danos morais por conteúdo ofensivo publicado por terceiros — sem uma ordem judicial prévia de remoção. RE 1057258 (relator: MIN. LUIZ FUX) Este caso é sobre um recurso levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se empresas que hospedam sites na internet (como o Google, dono do Orkut) são obrigadas a monitorar e remover conteúdos ofensivos publicados por usuários, sem precisar de uma ordem da Justiça. O que falaram até agora? Artigo 19 - Íntegra Art. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário. § 1º A ordem judicial de que trata o caput deverá conter, sob pena de nulidade, identificação clara e específica do conteúdo apontado como infringente, que permita a localização inequívoca do material § 2º A aplicação do disposto neste artigo para infrações a direitos de autor ou a direitos conexos depende de previsão legal específica, que deverá respeitar a liberdade de expressão e demais garantias previstas no art. 5o da Constituição Federal. § 3º As causas que versem sobre ressarcimento por danos decorrentes de conteúdos disponibilizados na internet relacionados à honra, à reputação ou a direitos de personalidade, bem como sobre a indisponibilização desses conteúdos por provedores de aplicações de internet, poderão ser apresentadas perante os juizados especiais. § 4º O juiz, inclusive no procedimento previsto no § 3o , poderá antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, existindo prova inequívoca do fato e considerado o interesse da coletividade na disponibilização do conteúdo na internet, desde que presentes os requisitos de verossimilhança da alegação do autor e de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. 👍 Quem entende que o Art. 19 é constitucional : Facebook. Argumentos principais: Defende o equilíbrio previsto no Marco Civil Alerta que exigências extrajudiciais podem: Sobrecarregar plataformas Aumentar risco de censura indevida Prejudicar a liberdade de expressão ABERT. Argumentos principais: Destaca que liberdade de expressão deve ser ampla, mas não ilimitada O artigo 19 garante um processo equilibrado que impede abusos Contra censura prévia, mas a favor de intervenção judicial corretiva Wikipedia Foundation. Argumentos principais: Alterações na responsabilidade das plataformas poderiam inviabilizar projetos educacionais Defende o modelo atual que protege iniciativas sem fins lucrativos Alega que o Wikipedia não é igual à outras plataformas TikTok (ByteDance). Argumentos principais: O artigo 19 evita censura prévia Preserva a liberdade de expressão Qualquer modificação pode impactar negativamente criadores independentes Mercado Livre. Argumentos principais: Destaca diferenças operacionais entre plataformas Responsabilidade irrestrita prejudicaria negócios legítimos Ressalta importância de ferramentas preventivas 👎 Quem entende que o Art. 19 é inconstitucional : Brasilcon. Argumentos principais: O artigo promove uma "hierarquia indevida dos direitos fundamentais" A obrigatoriedade de decisão judicial para remoção de conteúdos ofensivos causa: Processos longos e custosos Demora na proteção de vítimas Defende a revisão do artigo para proteger os mais vulneráveis, especialmente diante do aumento da violência digital Sleeping Giants Brasil. Argumentos principais: O artigo precisa de ajustes para permitir remoção eficiente de conteúdos danosos Destaca a desinformação como ameaça à democracia Enfatiza a necessidade de responsabilidade ética das plataformas digitais Advogado Geral da União (AGU). Argumentos principais: Sustentou que o artigo 19 é insuficiente para lidar com situações emergenciais, como o dia 8 de janeiro, quando a AGU precisou acionar judicialmente as plataformas para remoção de conteúdos incentivando atos antidemocráticos. Defendeu que a obrigatoriedade de decisão judicial prejudica a agilidade no combate a conteúdos prejudiciais e cria riscos à segurança pública e à democracia. CONIB. Argumentos principais: Destacaram que a regulamentação digital eficaz é essencial para equilibrar liberdade de expressão e responsabilidade. Fizeram referência ao impacto global da desinformação, citando exemplos concretos de como regulações rígidas em Israel ajudaram a mitigar abusos digitais. Reforçaram que o Artigo 19 do Marco Civil, ao exigir decisões judiciais para remoção de conteúdos, torna as ações lentas e, muitas vezes, ineficazes para prevenir danos irreversíveis em crises. Defendeu que normas mais flexíveis e pró-ativas podem evitar problemas sistêmicos, como manipulação de informações. O que os ministros falaram e perguntaram? Ministro Luís Roberto Barroso. "As plataformas têm responsabilidade sobre o impacto social de seus algoritmos. A liberdade de expressão não é ilimitada, especialmente quando utilizada para disseminação de desinformação ou discursos de ódio. A interpretação do artigo 19 deve considerar a proteção das instituições democráticas.” Ministro Alexandre de Moraes. “No dia 8 de janeiro, houve uma completa falência da autorregulação das grandes plataformas digitais. O uso descontrolado das redes para organizar atos antidemocráticos mostrou que a autorregulação, apoiada no artigo 19, é insuficiente. A instrumentalização e, em alguns casos, a conivência das redes, geraram riscos à democracia.” Ministro Dias Toffoli “Excelentíssimo senhor presidente, excelentíssimos senhores ministros, no julgamento de hoje, tratamos da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. É fundamental destacar a importância de garantir um equilíbrio entre liberdade de expressão e a responsabilização adequada de provedores.” Ministro Luiz Fux “Senhor presidente, senhores ministros, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reiterado a relevância da proteção de direitos fundamentais, especialmente no contexto digital. O artigo 19 reflete uma tentativa de endereçar questões complexas em uma era de comunicação instantânea.” Ministro Edson Fachin “É essencial reforçar a necessidade de regulamentação eficiente da internet. A Constituição Federal é clara sobre os direitos fundamentais e deve ser a base para todas as decisões relacionadas à liberdade de expressão e responsabilidade no ambiente digital.” Por que importa a nós, de tech? Essas discussões legais impactam diretamente, em diversos níveis. Aqui vão alguns aspectos: Liberdade de expressão Inovação tecnológica Segurança jurídica no ambiente digital, e aqui leia-se também inteligência artificial. Para empresas e profissionais de tecnologia, compreender essas responsabilidades legais é essencial para: Desenvolver estratégias de moderação de conteúdo Garantir conformidade regulatória Minimizar riscos jurídicos Adaptar modelos de negócios As decisões do STF podem redesenhar completamente como as plataformas digitais operam, influenciando diretamente o desenvolvimento de novas tecnologias e a forma como direitos dos usuários são protegidos na internet. Adotar tecnologias não é uma opção. Manter-se atualizado sobre essas mudanças também não, mas sim uma necessidade estratégica para qualquer empresa ou profissional do setor tecnológico. Considerações Finais A discussão revela um debate complexo sobre os limites da responsabilidade digital, onde cada ator busca proteger seus interesses específicos, mas compartilha a preocupação fundamental de criar um ambiente online que faça mais sentido aos atores. A decisão do STF terá impactos significativos não apenas para grandes plataformas, mas para todo o ecossistema digital brasileiro, afetando desde redes sociais até plataformas educacionais e de comércio eletrônico. Dicas práticas Para startups : desenvolver políticas claras de uso, implementar mecanismos de moderação de conteúdo e buscar assessoria jurídica especializada desde o início. Empresas de tecnologia validadas : reforçar a governança corporativa, aprimorar ferramentas de moderação, ser transparentes em suas ações e engajar-se com reguladores e a sociedade para liderar pelo exemplo. Empresas de hardware/infra: projetar produtos de forma responsável, assegurando conformidade legal e oferecendo suporte ao cliente para o uso seguro de suas soluções. As pessoas geralmente preferem evitar e conter problemas em vez de resolvê-los - Richard Susskind, O Futuro das Profissões. Está precisando de uma assessoria jurídica personalizada? Descubra os benefícios exclusivos que preparamos para você e agende sua consulta com o advogado parceiro da Apeti!

No próximo dia 25 de novembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue, a Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação de Rio Preto (Apeti), em parceria com a Shift e diversas empresas de tecnologia da cidade, realizará uma ação solidária de doação de sangue e cadastro de medula óssea no Hemocentro Rio Preto.









































