Cultura de inovação
18 de outubro de 2023
As lideranças necessitam se envolver nos programas de mudança e permitir que as pessoas da organização aprendam e realizem experimentos. Ter equipes interdisciplinares que assegurem as iniciativas e tenham bases amplas para que consigam dar conta da variedade de forças que atuam sobre os projetos
por Liszeila Abdala Martingo
A história do Parque Tecnológico de São José do Rio Preto começou há 30 anos e nos últimos 7 anos vimos insurgir uma boa vontade sincronizada dos pilares de nosso ecossistema (setor público, setor privado e setor acadêmico). O foco ao fomentar a articulação de todos esses atores, é a convergência para o Parque, centro maior do resultado de todo trabalho que se faz, que está por ser e que já foi feito na promoção da Inovação e do Empreendedorismo em nosso município e região.
As empresas, a academia e o poder público têm demonstrado uma nova percepção sobre o cenário em que vivemos. O que se concretiza na participação, especialmente, de empresas já consolidadas e de grande porte de nossa cidade e região na proposição e promoção de ações que tragam a cultura de inovação, bem como a gestão e liderança da inovação, como tema principal.
O grande desafio para o ecossistema é demonstrar para as empresas tradicionais, consolidadas, que estão muito mais focadas em resultados, que a cultura de inovação é algo que deve ser encarado como investimento, como risco que faz parte do negócio, mas que faz parte da necessidade em se manter na liderança do seu mercado, ao criar soluções inovadoras para o negócio que está consolidado.
Para que seja efetivo, a transformação da cultura tradicional de negócios em uma cultura concentrada e orientada na inovação, envolve atividades, decisões e atitudes. Os projetos-piloto são os que podem convencer a organização dos benefícios da cultura de inovação.
As lideranças necessitam se envolver nos programas de mudança e permitir que as pessoas da organização aprendam e realizem experimentos. Ter equipes interdisciplinares que assegurem as iniciativas e tenham bases amplas para que consigam dar conta da variedade de forças que atuam sobre os projetos.
Os espaços dentro das empresas (ou como spin-off: surgimento de uma nova empresa a partir de um grupo que já existe), focados em inovação, hoje nominados de “hub”, proporcionam um recurso para o pensamento de prazo mais longo e garante que iniciativas sejam sustentadas. Inclusive com a utilização de mensuração dos impactos, tanto quantitativos quanto qualitativos, que ajudam na argumentação da manutenção da cultura e que asseguram que os recursos (financeiros, humanos, tecnológicos, entre outros) sejam devidamente alocados.
Para que a inovação tenha sua engrenagem sem problemas, esses elementos citados devem funcionar em harmonia, e somente as lideranças (empresários/executivos) que estão à frente desse processo podem garantir isso. Mas todos sabemos que as lideranças entram em pânico com más notícias. É difícil manter o foco na inovação em ambientes de negócios incertos, onde os objetivos de curto prazo parecem mais importantes que os objetivos de longo prazo.
Contudo, a inovação não é algo que pode ser ligado e desligado como um interruptor de luz. Ideias revolucionárias levam mais tempo para germinar do que a maioria das recessões econômicas (exceto aquelas mais longas e profundas que levam mais tempo). Nesses tempos, as empresas precisam mudar o foco de suas iniciativas e rodar seus projetos-piloto com menos recursos, mas não os eliminar, pois isso deixa as empresas vulneráveis a serem pegas de surpresa quando os mercados se recuperarem.
O segredo para que a cultura de inovação se instale em nossas empresas está na integração: manter as demandas conflitantes em tensão, enquanto criamos inovações (ou seja, empresas mais poderosas)!
*Diretora de Startup e Inovação da Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação).
https://www.diariodaregiao.com.br/opiniao/artigos/cultura-de-inovac-o-1.1907073

A tecnologia e a inovação acabam de dar um passo histórico na região de São José do Rio Preto. A Cadeia Produtiva de Tecnologia da Informação e Comunicação (CPL TIC SJRP), sob a gestão executiva da Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação), foi contemplada pelo programa SP Produz para a execução de um projeto pioneiro ao longo de 2027.

Quando ouvimos a palavra inovação, é comum pensarmos em inteligência artificial, startups, grandes empresas de tecnologia ou alguma invenção que vai mudar o mundo. Mas a inovação pode ser muito mais simples. Pode ser uma pessoa que encontra uma maneira melhor de fazer seu trabalho, uma empresa que muda um processo e passa a atender melhor seus clientes, um produtor que utiliza tecnologia para aumentar sua produtividade ou um comércio que encontra uma nova forma de vender. No fundo, inovar é uma disciplina: olhar para aquilo que fazemos todos os dias e perguntar se existe uma maneira melhor. Acredito que essa cultura será cada vez mais importante para o futuro das nossas empresas e da nossa cidade. Empresas de base tecnológica têm um papel especial nesse processo. Muitas nascem justamente para resolver problemas reais de outras empresas e, ao transformar uma solução em produto, conseguem levá-la para centenas ou milhares de pessoas. Um problema local pode virar uma solução global. Para que isso aconteça, precisamos de um ambiente que estimule essas ideias. E Rio Preto tem construído bons fundamentos. Temos empresas de tecnologia, empreendedores, universidades, investidores, o Parque Tecnológico e uma rede de entidades que trabalham pelo desenvolvimento da nossa região. O Parque Tecnológico é um importante ponto de encontro entre conhecimento, empresas, empreendedorismo e tecnologia. A APETI também tem um papel fundamental como articuladora regional desse ecossistema, aproximando empresários, empresas de tecnologia, universidades, poder público e outras instituições que ajudam a desenvolver pessoas e negócios. Esse ambiente é importante porque inovação não acontece apenas dentro de uma startup. Ela acontece quando uma empresa decide resolver melhor um problema, quando um profissional busca uma nova solução, quando uma universidade transforma conhecimento em aplicação ou quando alguém tem coragem de experimentar algo diferente. É assim que uma economia aumenta sua produtividade. E a produtividade importa. É ela que permite que uma empresa cresça, que um profissional gere mais valor, que novos negócios surjam e que uma região tenha mais capacidade de gerar riqueza. Por isso, acredito que precisamos colocar a inovação na nossa rotina. Não precisamos esperar uma grande ideia. Podemos começar olhando para o nosso próprio trabalho e fazendo perguntas simples: o que eu faço hoje que poderia fazer melhor? O que poderia ser mais simples? O que estou fazendo apenas porque sempre foi assim? Que problema dos meus clientes ainda não resolvi? Se cada empresa, profissional, empreendedor e instituição desenvolver esse hábito, teremos muito mais do que um ecossistema de inovação. Teremos uma cultura de inovação. E talvez esse seja o maior desafio e também uma das maiores oportunidades para Rio Preto. Porque, no final das contas, inovação não é sobre tecnologia. É sobre pessoas dispostas a melhorar o que fazem. Uma sociedade em que as pessoas buscam constantemente fazer melhor aumenta sua produtividade, cria mais oportunidades, gera mais riqueza e melhora a vida de todos. É assim que construímos uma cidade melhor. E é assim que construímos uma sociedade mais próspera. Eduardo Luiz Santos Vice-presidente da Apeti (biênio 2026–2027)

Todo mundo já entendeu que a IA vai mudar a forma como a gente compra, certo? Em pouco tempo, você vai escolher tênis, passagem aérea e até plano de saúde batendo papo com um chatbot, pagar ali mesmo e receber tudo sem sair da conversa. Comprar dentro de um ChatGPT da vida vai ser tão comum quanto abrir o app do banco.

A revitalização do CEDET marca um passo importante na consolidação da Apeti como agente de transformação social e tecnológica em São José do Rio Preto. O projeto não apenas renova um espaço físico, mas reacende a esperança de muitos jovens e reafirma o papel da tecnologia como ponte entre conhecimento, oportunidades e cidadania.

A Casa do Empreendedor foi inaugurada em Olímpia na tarde desta terça-feira (30), em cerimônia realizada na Câmara Municipal e seguida de visita às novas instalações na Avenida Aurora Forti Neves. O espaço integra o programa “Olímpia + Empreendedora” e reúne, em um só endereço, serviços de orientação, crédito, capacitação e inovação para micro e pequenos negócios.

A Apeti, entidade que reúne empresas e profissionais de tecnologia e inovação de Rio Preto, completa hoje 22 anos de atuação. Criada em 2003, nasceu para organizar e dar voz ao setor de TI, mas ao longo do tempo ampliou sua atuação e se consolidou como hub multissetorial, responsável por conectar empresas, fomentar parcerias e gerar impacto econômico e social na cidade.

Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?

Vivemos em uma era que nos pressiona a buscar o novo a todo instante. A inovação virou mantra, e a velocidade, critério quase absoluto de sucesso. Mas entre apelos por reinvenção constante e promessas de soluções mágicas para problemas complexos, sigo acreditando em um princípio simples: tudo que tem valor resiste ao tempo.

Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.

Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos








































