M&A: significado e como ocorre o processo
22 de junho de 2023

M&A é uma estratégia que faz parte da trajetória de muitas startups. Neste texto, falamos tudo sobre M&A: significado, tipos, motivos para fazer e muito mais!

Você já ouviu o termo “M&A” e se perguntou o que ele significa? Se sim, vai gostar de saber que essa é a sigla para “Merger and Acquisition” — ou “Fusão e Aquisição”, em português —, uma expressão amplamente utilizada no mundo dos negócios e que tem ganhado destaque no cenário das startups brasileiras.

As operações de M&A tornaram-se uma estratégia empresarial importante, já que faz parte da trajetória de muitas startups a busca por oportunidades de serem vendidas ou por investidores, o que torna esse tema super-relevante na atualidade.

Sabendo disso, preparamos este artigo com tudo sobre M&A: significado, tipos de fusão e aquisição, benefícios dessa estratégia e como ocorre o processo. Continue lendo para conferir!

M&A: significado
A sigla M&A, abreviação de "Mergers and Acquisitions", diz respeito a estratégias de negócios envolvendo a união de duas ou mais empresas em uma única entidade (fusão) ou a compra de uma empresa por outra (aquisição).

Essas operações são realizadas com o objetivo de criar sinergias, aumentar a capacidade de produção, entrar em novos mercados ou adquirir novas tecnologias e competências.

No contexto das startups, M&A pode ser uma maneira valiosa de acelerar o crescimento do negócio, consolidar sua posição no mercado ou ainda representar uma saída estratégica para os fundadores e investidores.

Por exemplo, uma startup inovadora com uma tecnologia promissora pode ser adquirida por uma empresa maior que busca incorporar essa tecnologia em seu portfólio de produtos.

As M&As podem ser uma rota complexa e desafiadora. Porém, com planejamento e execução feitos de forma correta, elas têm o potencial de oferecer benefícios substanciais para todas as partes envolvidas. 


Tipos de M&A
As M&As podem ser classificadas de várias formas, dependendo do setor, do tamanho das empresas envolvidas e do tipo de acordo. As principais são:

- Fusão horizontal: ocorre quando duas empresas do mesmo setor se unem com o objetivo de aumentar a cota de mercado ou criar sinergias operacionais.

- Fusão vertical: acontece quando duas empresas de diferentes estágios na mesma cadeia de produção se fundem. A intenção é, muitas vezes, aumentar a eficiência ou garantir o controle de uma cadeia de suprimentos.

- Fusão conglomerada: ocorre quando duas empresas de setores totalmente diferentes decidem se unir, o que é feito principalmente para diversificar o negócio.

- Aquisição amigável: quando a empresa-alvo está disposta a ser comprada.

- Aquisição hostil: quando a empresa-alvo não quer ser comprada.

Motivos para fazer M&A
As operações de M&A podem proporcionar uma série de benefícios estratégicos e financeiros. Primeiramente, as fusões e aquisições permitem que as empresas cresçam mais rapidamente, adquirindo novos ativos, tecnologias ou competências, sem a necessidade de desenvolvê-los internamente. Isso pode ser especialmente vantajoso em setores de alta tecnologia e em rápida evolução, nos quais a inovação é a chave para o sucesso.

Em segundo lugar, M&A pode ser uma forma eficaz de entrar em novos mercados ou expandir a cota existente. Ao adquirir uma empresa que já opera em um nicho desejado, a organização compradora pode aproveitar a base de clientes existente, as relações com os stakeholders e o conhecimento do mercado da empresa adquirida.

Por fim, M&A é uma estratégia de saída lucrativa para os fundadores de startups e seus investidores. Muitas vezes, uma aquisição por uma grande empresa pode oferecer retornos significativos sobre o investimento inicial, ao mesmo tempo em que proporciona à startup acesso a recursos e capacidades que ela não poderia alcançar sozinha.

Etapas do processo
O processo de M&A ocorre por meio de algumas etapas:

1. Planejamento e pesquisa
O primeiro passo em qualquer processo de M&A é a fase de planejamento e pesquisa. Nessa etapa, a empresa que deseja adquirir outra (a empresa adquirente) identifica possíveis alvos para a aquisição e realiza uma análise detalhada para avaliar a viabilidade da operação.

Isso envolve estudar o mercado, a concorrência e a situação financeira do alvo e avaliar a compatibilidade cultural entre as empresas.

2. Abordagem e negociação
Após identificar um alvo adequado, a empresa adquirente faz uma abordagem inicial. Se o interesse for mútuo, as duas partes começam as negociações, discutindo os termos do acordo, incluindo o preço de compra e a estrutura do negócio.

3. Due diligence
Uma vez que os termos preliminares são acordados, a empresa adquirente realiza uma "due diligence", ou diligência prévia. Esse é um processo detalhado de investigação da empresa-alvo, que pode incluir a revisão de documentos financeiros, contratos, registros de clientes, questões legais e de propriedade intelectual, entre outras coisas.

4. Fechamento do acordo
Se a due diligence não revelar nenhum problema significativo, as partes prosseguem para finalizar o acordo. Isso envolve a preparação e a assinatura de contratos de aquisição, a realização de pagamentos e a satisfação de quaisquer condições restantes.

5. Integração
A última etapa do processo de M&A é a integração das duas empresas. Essa fase pode ser um desafio, pois envolve a combinação de duas culturas organizacionais diferentes, a integração de sistemas e operações e a comunicação eficaz para garantir uma transição suave para os funcionários e clientes.

Cada um desses passos tem suas complexidades e desafios. Por isso, as empresas geralmente buscam o conselho de consultores financeiros, advogados e outros profissionais experientes em M&A para ajudar no processo.

Cenário de investimentos em startups no Brasil

O Brasil está emergindo como um importante polo de inovação e empreendedorismo, com um crescente número de startups atraindo investimentos. Somente em 2022, as startups brasileiras levantaram um recorde de quase US$ 5,2 bilhões em capital de risco, mais do que o dobro do valor do ano anterior.

Esse crescimento tem sido impulsionado por uma série de fatores, incluindo um ambiente regulatório favorável, o surgimento de uma forte cultura de empreendedorismo e o interesse de investidores estrangeiros. Além disso, a pandemia da covid-19 acelerou a digitalização de muitos setores da economia, criando novas oportunidades para as startups.

De acordo com um levantamento recente citado pela Suno Research, no primeiro trimestre de 2023, foram realizadas 135 operações de investimentos em startups brasileiras. Isso representa um decréscimo em relação ao mesmo período do ano anterior, mas a quantia total de investimentos ainda é bastante significativa, alcançando a marca de R$ 1,7 bilhão.

Esses números mostram que, apesar da flutuação, o Brasil continua sendo um palco atrativo para investidores interessados em startups. As startups brasileiras têm se destacado em diversos setores, como tecnologia, saúde, educação e finanças, atraindo o interesse tanto de investidores nacionais quanto internacionais.

No entanto, é importante notar que o investimento em startups também envolve riscos. A natureza volátil do mercado desse setor, aliada a fatores como a situação econômica do país e a maturidade do ecossistema de startups, pode resultar em períodos de menor investimento.

Por isso, é crucial que as startups tenham uma estratégia sólida e estejam bem-preparadas para navegar nesse cenário em constante evolução.

Como preparar a startup para uma aquisição
Para as startups que estão buscando aquisição, existem várias etapas que podem ajudar a preparar a empresa para o processo de M&A.

Em primeiro lugar, é importante entender claramente o valor da sua empresa para um potencial comprador. Isso inclui identificar suas principais competências, ativos de propriedade intelectual, posição de mercado e outras vantagens competitivas.

Em segundo lugar, é crucial ter uma governança corporativa sólida e transparência financeira, o que significa ter controles internos fortes, auditorias financeiras regulares e uma gestão eficaz.

Ter um bom conselho de administração, composto por membros experientes e respeitados, também pode aumentar a credibilidade da startup aos olhos dos potenciais compradores.

Também é vital ter uma estratégia de saída clara e um plano de integração pós-aquisição. Assim, sua empresa estará sempre preparada para identificar possíveis obstáculos relacionados à integração e desenvolver um plano para superá-los.

Além disso, também temos algumas outras dicas para você:

- Desenvolva uma Proposta Única de Valor (PUV): ter uma proposta de valor única e clara pode tornar a sua startup mais atrativa para potenciais compradores. Isso significa entender o que torna a sua empresa única no mercado e como ela se diferencia da concorrência.

- Estabeleça processos claros: as empresas que possuem processos claros e bem-documentados são mais atraentes para os compradores, pois isso facilita a transição após a aquisição.

- Mantenha a saúde financeira: um balanço sólido e uma boa saúde financeira são fatores que os investidores levam em consideração na hora de avaliar uma aquisição. Ou seja, ter um controle apurado sobre as finanças da empresa, incluindo vendas, despesas e lucros, é essencial.

- Construa uma equipe forte: uma equipe competente e engajada é um ativo valioso para qualquer investidor. Isso porque eles procuram empresas que não dependam exclusivamente do empreendedor, mas que possuam um time capaz de levar o negócio adiante.

- Esteja preparado para due diligence: a due diligence é um aspecto essencial do processo de M&A. Então, esteja preparado para fornecer toda a documentação necessária e para responder a perguntas detalhadas sobre todos os aspectos do seu negócio.

- Procure orientação especializada: o processo de M&A pode ser complexo e é sempre recomendável procurar a orientação de consultores especializados, como advogados e consultores financeiros, para auxiliar durante todo o processo.

Ah! E lembre-se: cada aquisição é única e o que funciona para uma startup pode não funcionar para outra. Assim, é crucial entender as especificidades do seu negócio e do mercado em que está inserido para preparar-se efetivamente para uma aquisição.

Papel do investidor-anjo

O investidor-anjo é, em geral, um profissional ou empresário experiente que investe parte de seus recursos em empresas nascentes, com alto potencial de crescimento.

Um aspecto marcante do investidor-anjo é o seu envolvimento pessoal no desenvolvimento da startup. Diferentemente de investidores tradicionais, o anjo muitas vezes atua como mentor para o empreendedor, oferecendo orientação estratégica e compartilhando sua rede de contatos. Essa contribuição é conhecida como smart money, ou seja, dinheiro acompanhado de suporte e aconselhamento.

Além disso, o investidor-anjo também assume um papel importante na mitigação de riscos. A diversificação de sua carteira de investimentos permite que ele tolere a possibilidade de perda total do investimento em uma startup, desde que outras em sua carteira tenham sucesso.

Esse tipo de investidor pode ser especialmente valioso para novos negócios que estão se preparando para um processo de M&A. Afinal, ele pode ajudar a startup a se preparar para a due diligence, a negociar os termos do acordo e a navegar pelo processo de integração após a aquisição.

Também vale salientar que o investidor-anjo é movido não apenas pelo potencial de retorno financeiro, mas também pela vontade de apoiar inovações e contribuir para o desenvolvimento do ecossistema empreendedor.

Em conclusão, os investidores-anjo desempenham um papel de protagonismo no ecossistema das startups, fornecendo capital, orientação e suporte para ajudar as novas empresas a crescerem.

Em direção a um futuro promissor com M&A
Neste artigo, você viu tudo sobre M&A: significado, como ocorrem, quais são os principais tipos, como preparar sua empresa para dar o primeiro passo e muitas outras informações essenciais sobre o tema.

O processo de M&A é uma ferramenta estratégica poderosa para o crescimento e a inovação, oferecendo oportunidades significativas tanto para startups quanto para empresas estabelecidas. No Brasil, o aumento do investimento em startups e o ambiente favorável de negócios indicam um futuro promissor para M&As no setor de tecnologia.

No entanto, o sucesso em M&A requer planejamento cuidadoso, preparação e uma compreensão clara do valor que cada parte traz para a mesa. Para as startups, a preparação para uma potencial aquisição pode ser uma jornada desafiadora, mas recompensadora, que pode abrir a porta para novas oportunidades.

Agora, como tudo começa com uma ideia e é necessário entender como vendê-la, que tal conferir o nosso artigo "Como fazer um pitch? 10 dicas para você vender sua ideia”?

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Atenção: Este é um conteúdo compartilhado. Leia a publicação original no site: https://www.diariodaregiao.com.br/opiniao/artigos/educac-o-em-ti-chave-para-o-crescimento-economico-1.2019052
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O STF se envolve quando um caso levanta questões constitucionais significativas que exigem uma interpretação definitiva. Como a mais alta autoridade judicial, o Supremo deve garante que leis e disposições legais estejam alinhadas com os princípios da CF/88. Quando alguns artigos legais — como o Artigo 19 do Marco Civil da Internet — são desafiadas quanto à sua constitucionalidade, o STF estabelece precedentes que orientarão todo o sistema jurídico. Nota Casos paradigmáticos (Leading Cases) são decisões judiciais fundamentais, que servem como pontos de referência para casos futuros semelhantes. Quando um tribunal superior como o STF delibera sobre uma questão legal específica, sua decisão vai além de resolver o conflito imediato. Na verdade, cria um roteiro estratégico que orienta como tribunais inferiores devem interpretar e aplicar a lei em situações parecidas. Imagine um caso paradigmático como uma história fundacional na interpretação legal. Assim como uma história impactante pode estabelecer normas culturais, um leading case estabelece entendimentos jurídicos. RE 1037396 (relator: MIN. DIAS TOFFOLI) Neste caso, o Facebook contestou uma decisão judicial que o obrigava a pagar danos morais por conteúdo ofensivo publicado por terceiros — sem uma ordem judicial prévia de remoção. RE 1057258 (relator: MIN. LUIZ FUX) Este caso é sobre um recurso levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se empresas que hospedam sites na internet (como o Google, dono do Orkut) são obrigadas a monitorar e remover conteúdos ofensivos publicados por usuários, sem precisar de uma ordem da Justiça. O que falaram até agora? Artigo 19 - Íntegra Art. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário. § 1º A ordem judicial de que trata o caput deverá conter, sob pena de nulidade, identificação clara e específica do conteúdo apontado como infringente, que permita a localização inequívoca do material § 2º A aplicação do disposto neste artigo para infrações a direitos de autor ou a direitos conexos depende de previsão legal específica, que deverá respeitar a liberdade de expressão e demais garantias previstas no art. 5o da Constituição Federal. § 3º As causas que versem sobre ressarcimento por danos decorrentes de conteúdos disponibilizados na internet relacionados à honra, à reputação ou a direitos de personalidade, bem como sobre a indisponibilização desses conteúdos por provedores de aplicações de internet, poderão ser apresentadas perante os juizados especiais. § 4º O juiz, inclusive no procedimento previsto no § 3o , poderá antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, existindo prova inequívoca do fato e considerado o interesse da coletividade na disponibilização do conteúdo na internet, desde que presentes os requisitos de verossimilhança da alegação do autor e de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. 👍 Quem entende que o Art. 19 é constitucional : Facebook. Argumentos principais: Defende o equilíbrio previsto no Marco Civil Alerta que exigências extrajudiciais podem: Sobrecarregar plataformas Aumentar risco de censura indevida Prejudicar a liberdade de expressão ABERT. Argumentos principais: Destaca que liberdade de expressão deve ser ampla, mas não ilimitada O artigo 19 garante um processo equilibrado que impede abusos Contra censura prévia, mas a favor de intervenção judicial corretiva Wikipedia Foundation. Argumentos principais: Alterações na responsabilidade das plataformas poderiam inviabilizar projetos educacionais Defende o modelo atual que protege iniciativas sem fins lucrativos Alega que o Wikipedia não é igual à outras plataformas TikTok (ByteDance). Argumentos principais: O artigo 19 evita censura prévia Preserva a liberdade de expressão Qualquer modificação pode impactar negativamente criadores independentes Mercado Livre. Argumentos principais: Destaca diferenças operacionais entre plataformas Responsabilidade irrestrita prejudicaria negócios legítimos Ressalta importância de ferramentas preventivas 👎 Quem entende que o Art. 19 é inconstitucional : Brasilcon. Argumentos principais: O artigo promove uma "hierarquia indevida dos direitos fundamentais" A obrigatoriedade de decisão judicial para remoção de conteúdos ofensivos causa: Processos longos e custosos Demora na proteção de vítimas Defende a revisão do artigo para proteger os mais vulneráveis, especialmente diante do aumento da violência digital Sleeping Giants Brasil. Argumentos principais: O artigo precisa de ajustes para permitir remoção eficiente de conteúdos danosos Destaca a desinformação como ameaça à democracia Enfatiza a necessidade de responsabilidade ética das plataformas digitais Advogado Geral da União (AGU). Argumentos principais: Sustentou que o artigo 19 é insuficiente para lidar com situações emergenciais, como o dia 8 de janeiro, quando a AGU precisou acionar judicialmente as plataformas para remoção de conteúdos incentivando atos antidemocráticos. Defendeu que a obrigatoriedade de decisão judicial prejudica a agilidade no combate a conteúdos prejudiciais e cria riscos à segurança pública e à democracia. CONIB. Argumentos principais: Destacaram que a regulamentação digital eficaz é essencial para equilibrar liberdade de expressão e responsabilidade. Fizeram referência ao impacto global da desinformação, citando exemplos concretos de como regulações rígidas em Israel ajudaram a mitigar abusos digitais. Reforçaram que o Artigo 19 do Marco Civil, ao exigir decisões judiciais para remoção de conteúdos, torna as ações lentas e, muitas vezes, ineficazes para prevenir danos irreversíveis em crises. Defendeu que normas mais flexíveis e pró-ativas podem evitar problemas sistêmicos, como manipulação de informações. O que os ministros falaram e perguntaram? Ministro Luís Roberto Barroso. "As plataformas têm responsabilidade sobre o impacto social de seus algoritmos. A liberdade de expressão não é ilimitada, especialmente quando utilizada para disseminação de desinformação ou discursos de ódio. A interpretação do artigo 19 deve considerar a proteção das instituições democráticas.” Ministro Alexandre de Moraes. “No dia 8 de janeiro, houve uma completa falência da autorregulação das grandes plataformas digitais. O uso descontrolado das redes para organizar atos antidemocráticos mostrou que a autorregulação, apoiada no artigo 19, é insuficiente. A instrumentalização e, em alguns casos, a conivência das redes, geraram riscos à democracia.” Ministro Dias Toffoli “Excelentíssimo senhor presidente, excelentíssimos senhores ministros, no julgamento de hoje, tratamos da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. É fundamental destacar a importância de garantir um equilíbrio entre liberdade de expressão e a responsabilização adequada de provedores.” Ministro Luiz Fux “Senhor presidente, senhores ministros, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reiterado a relevância da proteção de direitos fundamentais, especialmente no contexto digital. O artigo 19 reflete uma tentativa de endereçar questões complexas em uma era de comunicação instantânea.” Ministro Edson Fachin “É essencial reforçar a necessidade de regulamentação eficiente da internet. A Constituição Federal é clara sobre os direitos fundamentais e deve ser a base para todas as decisões relacionadas à liberdade de expressão e responsabilidade no ambiente digital.” Por que importa a nós, de tech? Essas discussões legais impactam diretamente, em diversos níveis. Aqui vão alguns aspectos: Liberdade de expressão Inovação tecnológica Segurança jurídica no ambiente digital, e aqui leia-se também inteligência artificial. Para empresas e profissionais de tecnologia, compreender essas responsabilidades legais é essencial para: Desenvolver estratégias de moderação de conteúdo Garantir conformidade regulatória Minimizar riscos jurídicos Adaptar modelos de negócios As decisões do STF podem redesenhar completamente como as plataformas digitais operam, influenciando diretamente o desenvolvimento de novas tecnologias e a forma como direitos dos usuários são protegidos na internet. Adotar tecnologias não é uma opção. Manter-se atualizado sobre essas mudanças também não, mas sim uma necessidade estratégica para qualquer empresa ou profissional do setor tecnológico. Considerações Finais A discussão revela um debate complexo sobre os limites da responsabilidade digital, onde cada ator busca proteger seus interesses específicos, mas compartilha a preocupação fundamental de criar um ambiente online que faça mais sentido aos atores. A decisão do STF terá impactos significativos não apenas para grandes plataformas, mas para todo o ecossistema digital brasileiro, afetando desde redes sociais até plataformas educacionais e de comércio eletrônico. Dicas práticas Para startups : desenvolver políticas claras de uso, implementar mecanismos de moderação de conteúdo e buscar assessoria jurídica especializada desde o início. Empresas de tecnologia validadas : reforçar a governança corporativa, aprimorar ferramentas de moderação, ser transparentes em suas ações e engajar-se com reguladores e a sociedade para liderar pelo exemplo. Empresas de hardware/infra: projetar produtos de forma responsável, assegurando conformidade legal e oferecendo suporte ao cliente para o uso seguro de suas soluções. As pessoas geralmente preferem evitar e conter problemas em vez de resolvê-los - Richard Susskind, O Futuro das Profissões. Está precisando de uma assessoria jurídica personalizada? Descubra os benefícios exclusivos que preparamos para você e agende sua consulta com o advogado parceiro da Apeti!
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Aulas são realizadas no Parque Tecnológico de Rio Preto; Apeti e Vara da Infância e Juventude se uniram para a iniciativa.
Por Felipe Reis 16 de outubro de 2024
Todos falam sobre inovação, mas poucos percebem como a ciência e a tecnologia estão integradas na nossa vida quotidiana.
Por Luiz Oliveira 15 de outubro de 2024
A era digital, impulsionada pela inteligência artificial (IA), transformou radicalmente a forma como as empresas operam.
Por Assessiva Comunicação 15 de outubro de 2024
No dia do profissional da informática, um chamado à ação: Brasil entre os países mais afetados por ataques cibernéticos.
Por Ricardo Maluf 20 de janeiro de 2026
O ambiente empresarial mudou mais nos últimos anos do que em toda a década anterior.
Por Cassio Simonato 20 de janeiro de 2026
IA, computação quântica, biotecnologia e robótica evoluirão de forma simultânea e sinérgica.
Mulher olhando para cima com telas flutuantes exibindo diversos dados e imagens.
Por Cassio Simonato 20 de janeiro de 2026
Adaptar ou desaparecer. A inovação no mundo dos negócios.
Por Arthur Santini 19 de janeiro de 2026
Todo mundo já entendeu que a IA vai mudar a forma como a gente compra, certo? Em pouco tempo, você vai escolher tênis, passagem aérea e até plano de saúde batendo papo com um chatbot, pagar ali mesmo e receber tudo sem sair da conversa. Comprar dentro de um ChatGPT da vida vai ser tão comum quanto abrir o app do banco.
Por Vinicius Rodrigues 12 de janeiro de 2026
Assim como outras tecnologias ao longo da história, a IA elimina algumas tarefas, transforma funções e cria novas formas de trabalho; o maior risco não está na tecnologia em si, mas em ignorar sua existência ou resistir ao aprendizado.
Por Ligya Aliberti 17 de dezembro de 2025
Projetos sociais com foco em capacitação representam um investimento cujo resultado não se limita ao presente.
Por Flaviana Ribeiro 11 de novembro de 2025
Quando 2026 chegar, você pode tentar, mas não pode fingir que está tudo normal.
Por Apeti 11 de novembro de 2025
A revitalização do CEDET marca um passo importante na consolidação da Apeti como agente de transformação social e tecnológica em São José do Rio Preto. O projeto não apenas renova um espaço físico, mas reacende a esperança de muitos jovens e reafirma o papel da tecnologia como ponte entre conhecimento, oportunidades e cidadania.
Por Apeti 27 de outubro de 2025
O fortalecimento de políticas públicas voltadas à juventude exige colaboração institucional, alinhamento estratégico e ações capazes de gerar impacto real.
Por Gabriel Ferrari 14 de outubro de 2025
Vivemos em uma era em que digitalização, automação e inteligência de dados deixaram de ser vantagem competitiva e se tornaram questão de sobrevivência empresarial.
Por Assessiva 2 de outubro de 2025
A Casa do Empreendedor foi inaugurada em Olímpia na tarde desta terça-feira (30), em cerimônia realizada na Câmara Municipal e seguida de visita às novas instalações na Avenida Aurora Forti Neves. O espaço integra o programa “Olímpia + Empreendedora” e reúne, em um só endereço, serviços de orientação, crédito, capacitação e inovação para micro e pequenos negócios.
Por Connected Smart Cities 25 de setembro de 2025
A mais recente edição do Ranking Connected Smart Cities colocou São José do Rio Preto entre as 50 cidades mais inteligentes do Brasil — um salto expressivo de 39 posições em relação ao ano anterior.
Por Crédito: Agencia SP 22 de setembro de 2025
De cada 10 empresas simples de inovação no território paulista, sete estão estabelecidos na região metropolitana de São Paulo.
Por Yonei Scotelari 16 de setembro de 2025
No dia 28 de agosto, aconteceu o Fórum de Ações Sociais de Capacitação para o Trabalho no auditório do Senac Rio Preto.
Por Marina Zanurco 16 de setembro de 2025
Até mesmo na área de Recursos Humanos, a inovação tecnológica tem transformado a forma de conectar empresas e talentos, sem perder o olhar humano.
Por Giuliano Cardozo 12 de setembro de 2025
A WZTECH, empresa sediada em São José do Rio Preto, alcançou um marco histórico no setor de infraestrutura digital ao se tornar a primeira no Brasil a fechar um grande contrato para fornecimento de equipamentos de rede do fabricante Juniper Networks (HPE Networking) com interfaces de 800 Gbps.
Por Samilo Lopes 5 de setembro de 2025
A Apeti, entidade que reúne empresas e profissionais de tecnologia e inovação de Rio Preto, completa hoje 22 anos de atuação. Criada em 2003, nasceu para organizar e dar voz ao setor de TI, mas ao longo do tempo ampliou sua atuação e se consolidou como hub multissetorial, responsável por conectar empresas, fomentar parcerias e gerar impacto econômico e social na cidade.
Por Gerson Pedrinho 19 de agosto de 2025
Nos dias 6 e 7 de agosto, São José do Rio Preto respirou tecnologia e inovação. A quarta edição do Rio Preto Tech Summit, promovida pela APETI – Associação de Empresas e Profissionais de Tecnologia da Informação, mostrou por que já é considerado o maior encontro do setor no interior paulista.
Por Samilo Lopes 22 de julho de 2025
Neste programa, publicado em 19 de julho, Pedro, Vinícius, Professor Adriano e eu (Samilo Lopes) batemos um papo sobre a Cylo Cybersecurity.
Por Marcelo Lorencin - Diretor Institucional da Apeti 22 de julho de 2025
Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?
Por Apeti 14 de julho de 2025
A Apeti, associação que reúne empresas de tecnologia e inovação de Rio Preto, está desembarcando em Olímpia com um plano ambicioso: transformar a cidade em mais um polo tecnológico do interior.
Por Leon Fagiani 8 de julho de 2025
O Brasil enfrenta um desafio comum: como conciliar modernização tecnológica com inclusão social? A resposta pode estar em uma metodologia inovadora que transforma a gestão pública mundial.
Por Apeti CPL 17 de junho de 2025
Curso gratuito de tecnologia abre inscrições para jovens de escolas públicas de Rio Preto; veja como participar
Por João Paulo Rodrigues 4 de junho de 2025
Vivemos em uma era que nos pressiona a buscar o novo a todo instante. A inovação virou mantra, e a velocidade, critério quase absoluto de sucesso. Mas entre apelos por reinvenção constante e promessas de soluções mágicas para problemas complexos, sigo acreditando em um princípio simples: tudo que tem valor resiste ao tempo.
Por Samilo Lopes 30 de abril de 2025
Se você é líder, com certeza entende a importância e a conexão entre comunicação e liderança. Afinal, esse conjunto são os ingredientes principais para formar uma equipe engajada, motivada, colaborativa e construir uma cultura organizacional capaz de atrair e reter talentos.
Por Samilo Lopes 14 de abril de 2025
Rio Preto vem se consolidando como um dos principais polos de tecnologia e inovação do Estado de São Paulo.
Por Flaviana Ribeiro 1 de abril de 2025
Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.
Por Apeti 19 de março de 2025
Na última segunda-feira, 18 de março, a Prefeitura de São José do Rio Preto sediou a cerimônia oficial de lançamento do Rio Preto Tech Summit 2025, um dos mais importantes eventos de tecnologia e inovação do interior paulista.
Por Cassio Simonato 5 de março de 2025
O mês de fevereiro de 2025 consolidou ainda mais São José do Rio Preto como um polo de referência nacional em tecnologia e inovação. Nesse período, três novos prédios ganharam destaque, reinaugurando unidades que poderiam causar inveja até mesmo nas maiores capitais.
Por Apeti 5 de março de 2025
Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos
Por Apeti 6 de fevereiro de 2025
A Inteligência Artificial (IA) tem revolucionado diversos setores, desde a indústria até os serviços financeiros, mas seu avanço acelerado também levanta uma preocupação crítica: o consumo energético.
Por Yonei Scoletari 4 de fevereiro de 2025
A Apeti está no centro de um ecossistema que respira tecnologia e pulsa na direção da inovação contribuindo com o progresso de São José do Rio Preto e região.
Por Apeti 27 de janeiro de 2025
Imagine um futuro em que a inteligência artificial não só entende você, mas também antecipa seus desejos antes mesmo de você dizer. Parece coisa de filme de ficção científica, né?
Por Apeti 27 de janeiro de 2025
Reaproximação entre governo e gigantes da tecnologia impulsiona inovação em IA e reconfigura o cenário do marketing digital.
Por Samilo Lopes 7 de janeiro de 2025
"Brain Rot", a expressão do ano de 2024 segundo o Dicionário Oxford, descreve a sensação de lentidão e nebulosidade mental que muitos experienciam na era digital.
Por Felipe Reis 16 de dezembro de 2024
Temos uma excelente notícia para compartilhar com todos os nossos associados, parceiros e colaboradores: a Apeti acaba de conquistar a Certificação CPL - Cadeia Produtiva Local, um reconhecimento oficial do Governo do Estado de São Paulo.
Por Leon Fagiani Campos, Advogado. 11 de dezembro de 2024
Já pensou qual é a sua responsabilidade no uso de Inteligência Artificial (IA)? O que aconteceria se o seu sistema fosse acusado de discriminação ou violação de privacidade? Como sua empresa responderia a uma fiscalização que identificasse riscos não mitigados em seus algoritmos?
Por Kleber Rodrigues 10 de dezembro de 2024
Atenção: Este é um conteúdo compartilhado. Leia a publicação original no site: https://www.diariodaregiao.com.br/opiniao/artigos/educac-o-em-ti-chave-para-o-crescimento-economico-1.2019052
Por Leon Fagiani Campos, Advogado. 4 de dezembro de 2024
Aviso: texto com objetivo de antecipar à comunidade tech mudanças de grande impacto no setor. Marco Civil em discussão... de novo? Sim, o Marco Civil de Internet (MCI) está em debate novamente. Durante sua aprovação, a lei sofreu muitas críticas, mas, o MCI proporcionou um regime de responsabilidade civil para os provedores de aplicações de internet, que esses só deveriam remover conteúdos de terceiros a partir de uma ordem judicial, ou seja, caso a empresa não possua uma política de remoção de conteúdos, em tese, não precisaria remover conteúdos de terceiros que gerem danos a seus usuários. No entanto, após uma década desde a implementação da norma mencionada, o aumento do uso das redes sociais e a complexidade das interações online têm exigido debates mais aprofundados sobre o assunto. Estão debatendo a se o Art. 19 do MCI é constitucional ou inconstitucional. Por que um caso chega no STF (Leading Cases)? O STF se envolve quando um caso levanta questões constitucionais significativas que exigem uma interpretação definitiva. Como a mais alta autoridade judicial, o Supremo deve garante que leis e disposições legais estejam alinhadas com os princípios da CF/88. Quando alguns artigos legais — como o Artigo 19 do Marco Civil da Internet — são desafiadas quanto à sua constitucionalidade, o STF estabelece precedentes que orientarão todo o sistema jurídico. Nota Casos paradigmáticos (Leading Cases) são decisões judiciais fundamentais, que servem como pontos de referência para casos futuros semelhantes. Quando um tribunal superior como o STF delibera sobre uma questão legal específica, sua decisão vai além de resolver o conflito imediato. Na verdade, cria um roteiro estratégico que orienta como tribunais inferiores devem interpretar e aplicar a lei em situações parecidas. Imagine um caso paradigmático como uma história fundacional na interpretação legal. Assim como uma história impactante pode estabelecer normas culturais, um leading case estabelece entendimentos jurídicos. RE 1037396 (relator: MIN. DIAS TOFFOLI) Neste caso, o Facebook contestou uma decisão judicial que o obrigava a pagar danos morais por conteúdo ofensivo publicado por terceiros — sem uma ordem judicial prévia de remoção. RE 1057258 (relator: MIN. LUIZ FUX) Este caso é sobre um recurso levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se empresas que hospedam sites na internet (como o Google, dono do Orkut) são obrigadas a monitorar e remover conteúdos ofensivos publicados por usuários, sem precisar de uma ordem da Justiça. O que falaram até agora? Artigo 19 - Íntegra Art. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário. § 1º A ordem judicial de que trata o caput deverá conter, sob pena de nulidade, identificação clara e específica do conteúdo apontado como infringente, que permita a localização inequívoca do material § 2º A aplicação do disposto neste artigo para infrações a direitos de autor ou a direitos conexos depende de previsão legal específica, que deverá respeitar a liberdade de expressão e demais garantias previstas no art. 5o da Constituição Federal. § 3º As causas que versem sobre ressarcimento por danos decorrentes de conteúdos disponibilizados na internet relacionados à honra, à reputação ou a direitos de personalidade, bem como sobre a indisponibilização desses conteúdos por provedores de aplicações de internet, poderão ser apresentadas perante os juizados especiais. § 4º O juiz, inclusive no procedimento previsto no § 3o , poderá antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, existindo prova inequívoca do fato e considerado o interesse da coletividade na disponibilização do conteúdo na internet, desde que presentes os requisitos de verossimilhança da alegação do autor e de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. 👍 Quem entende que o Art. 19 é constitucional : Facebook. Argumentos principais: Defende o equilíbrio previsto no Marco Civil Alerta que exigências extrajudiciais podem: Sobrecarregar plataformas Aumentar risco de censura indevida Prejudicar a liberdade de expressão ABERT. Argumentos principais: Destaca que liberdade de expressão deve ser ampla, mas não ilimitada O artigo 19 garante um processo equilibrado que impede abusos Contra censura prévia, mas a favor de intervenção judicial corretiva Wikipedia Foundation. Argumentos principais: Alterações na responsabilidade das plataformas poderiam inviabilizar projetos educacionais Defende o modelo atual que protege iniciativas sem fins lucrativos Alega que o Wikipedia não é igual à outras plataformas TikTok (ByteDance). Argumentos principais: O artigo 19 evita censura prévia Preserva a liberdade de expressão Qualquer modificação pode impactar negativamente criadores independentes Mercado Livre. Argumentos principais: Destaca diferenças operacionais entre plataformas Responsabilidade irrestrita prejudicaria negócios legítimos Ressalta importância de ferramentas preventivas 👎 Quem entende que o Art. 19 é inconstitucional : Brasilcon. Argumentos principais: O artigo promove uma "hierarquia indevida dos direitos fundamentais" A obrigatoriedade de decisão judicial para remoção de conteúdos ofensivos causa: Processos longos e custosos Demora na proteção de vítimas Defende a revisão do artigo para proteger os mais vulneráveis, especialmente diante do aumento da violência digital Sleeping Giants Brasil. Argumentos principais: O artigo precisa de ajustes para permitir remoção eficiente de conteúdos danosos Destaca a desinformação como ameaça à democracia Enfatiza a necessidade de responsabilidade ética das plataformas digitais Advogado Geral da União (AGU). Argumentos principais: Sustentou que o artigo 19 é insuficiente para lidar com situações emergenciais, como o dia 8 de janeiro, quando a AGU precisou acionar judicialmente as plataformas para remoção de conteúdos incentivando atos antidemocráticos. Defendeu que a obrigatoriedade de decisão judicial prejudica a agilidade no combate a conteúdos prejudiciais e cria riscos à segurança pública e à democracia. CONIB. Argumentos principais: Destacaram que a regulamentação digital eficaz é essencial para equilibrar liberdade de expressão e responsabilidade. Fizeram referência ao impacto global da desinformação, citando exemplos concretos de como regulações rígidas em Israel ajudaram a mitigar abusos digitais. Reforçaram que o Artigo 19 do Marco Civil, ao exigir decisões judiciais para remoção de conteúdos, torna as ações lentas e, muitas vezes, ineficazes para prevenir danos irreversíveis em crises. Defendeu que normas mais flexíveis e pró-ativas podem evitar problemas sistêmicos, como manipulação de informações. O que os ministros falaram e perguntaram? Ministro Luís Roberto Barroso. "As plataformas têm responsabilidade sobre o impacto social de seus algoritmos. A liberdade de expressão não é ilimitada, especialmente quando utilizada para disseminação de desinformação ou discursos de ódio. A interpretação do artigo 19 deve considerar a proteção das instituições democráticas.” Ministro Alexandre de Moraes. “No dia 8 de janeiro, houve uma completa falência da autorregulação das grandes plataformas digitais. O uso descontrolado das redes para organizar atos antidemocráticos mostrou que a autorregulação, apoiada no artigo 19, é insuficiente. A instrumentalização e, em alguns casos, a conivência das redes, geraram riscos à democracia.” Ministro Dias Toffoli “Excelentíssimo senhor presidente, excelentíssimos senhores ministros, no julgamento de hoje, tratamos da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. É fundamental destacar a importância de garantir um equilíbrio entre liberdade de expressão e a responsabilização adequada de provedores.” Ministro Luiz Fux “Senhor presidente, senhores ministros, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reiterado a relevância da proteção de direitos fundamentais, especialmente no contexto digital. O artigo 19 reflete uma tentativa de endereçar questões complexas em uma era de comunicação instantânea.” Ministro Edson Fachin “É essencial reforçar a necessidade de regulamentação eficiente da internet. A Constituição Federal é clara sobre os direitos fundamentais e deve ser a base para todas as decisões relacionadas à liberdade de expressão e responsabilidade no ambiente digital.” Por que importa a nós, de tech? Essas discussões legais impactam diretamente, em diversos níveis. Aqui vão alguns aspectos: Liberdade de expressão Inovação tecnológica Segurança jurídica no ambiente digital, e aqui leia-se também inteligência artificial. Para empresas e profissionais de tecnologia, compreender essas responsabilidades legais é essencial para: Desenvolver estratégias de moderação de conteúdo Garantir conformidade regulatória Minimizar riscos jurídicos Adaptar modelos de negócios As decisões do STF podem redesenhar completamente como as plataformas digitais operam, influenciando diretamente o desenvolvimento de novas tecnologias e a forma como direitos dos usuários são protegidos na internet. Adotar tecnologias não é uma opção. Manter-se atualizado sobre essas mudanças também não, mas sim uma necessidade estratégica para qualquer empresa ou profissional do setor tecnológico. Considerações Finais A discussão revela um debate complexo sobre os limites da responsabilidade digital, onde cada ator busca proteger seus interesses específicos, mas compartilha a preocupação fundamental de criar um ambiente online que faça mais sentido aos atores. A decisão do STF terá impactos significativos não apenas para grandes plataformas, mas para todo o ecossistema digital brasileiro, afetando desde redes sociais até plataformas educacionais e de comércio eletrônico. Dicas práticas Para startups : desenvolver políticas claras de uso, implementar mecanismos de moderação de conteúdo e buscar assessoria jurídica especializada desde o início. Empresas de tecnologia validadas : reforçar a governança corporativa, aprimorar ferramentas de moderação, ser transparentes em suas ações e engajar-se com reguladores e a sociedade para liderar pelo exemplo. Empresas de hardware/infra: projetar produtos de forma responsável, assegurando conformidade legal e oferecendo suporte ao cliente para o uso seguro de suas soluções. As pessoas geralmente preferem evitar e conter problemas em vez de resolvê-los - Richard Susskind, O Futuro das Profissões. Está precisando de uma assessoria jurídica personalizada? Descubra os benefícios exclusivos que preparamos para você e agende sua consulta com o advogado parceiro da Apeti!
Por Felipe Reis 3 de dezembro de 2024
A Apeti, em parceria com a Shift, realizou recentemente uma ação voluntária de doação de sangue que mobilizou a comunidade e chamou a atenção da mídia para a importância desse ato de solidariedade.
Por Bensaúde - Diário da Região 3 de dezembro de 2024
Iniciativa alinha cuidado médico de excelência com o desenvolvimento do ecossistema empresarial da região.
Por Felipe Reis 18 de novembro de 2024
Com o crescimento do setor de tecnologia, diversos fatores relevantes têm impulsionado a transformação econômica e social.
Por Eliane Rosa 12 de novembro de 2024
Empresas que investem na felicidade corporativa veem até 14% de aumento na produtividade e uma redução de 30% nas ausências por problemas de saúde mental, de acordo com estudos de Harvard.
Por Assessiva Comunição 7 de novembro de 2024
No próximo dia 25 de novembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue, a Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação de Rio Preto (Apeti), em parceria com a Shift e diversas empresas de tecnologia da cidade, realizará uma ação solidária de doação de sangue e cadastro de medula óssea no Hemocentro Rio Preto.
Por Assessiva Comunicação / Band Paulista 5 de novembro de 2024
A Apeti (Associação de Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação) tem desempenhado um papel ativo em capacitar jovens para o mercado de trabalho no setor de tecnologia.
Por Samilo Lopes 23 de outubro de 2024
Se você perdeu a transmissão ao vivo com a nossa diretora social, Yonei Scoletari, na coluna Bora Falar de Marketing com Samilo Lopes, você consegue conferir o conteúdo completo!
Por Ligya Aliberti 21 de outubro de 2024
Aulas são realizadas no Parque Tecnológico de Rio Preto; Apeti e Vara da Infância e Juventude se uniram para a iniciativa.
Por Felipe Reis 16 de outubro de 2024
Todos falam sobre inovação, mas poucos percebem como a ciência e a tecnologia estão integradas na nossa vida quotidiana.
Por Luiz Oliveira 15 de outubro de 2024
A era digital, impulsionada pela inteligência artificial (IA), transformou radicalmente a forma como as empresas operam.
Por Assessiva Comunicação 15 de outubro de 2024
No dia do profissional da informática, um chamado à ação: Brasil entre os países mais afetados por ataques cibernéticos.