M&A: significado e como ocorre o processo
22 de junho de 2023
M&A é uma estratégia que faz parte da trajetória de muitas startups. Neste texto, falamos tudo sobre M&A: significado, tipos, motivos para fazer e muito mais!
Você já ouviu o termo “M&A” e se perguntou o que ele significa? Se sim, vai gostar de saber que essa é a sigla para “Merger and Acquisition” — ou “Fusão e Aquisição”, em português —, uma expressão amplamente utilizada no mundo dos negócios e que tem ganhado destaque no cenário das startups brasileiras.
As operações de M&A tornaram-se uma estratégia empresarial importante, já que faz parte da trajetória de muitas startups a busca por oportunidades de serem vendidas ou por investidores, o que torna esse tema super-relevante na atualidade.
Sabendo disso, preparamos este artigo com tudo sobre M&A: significado, tipos de fusão e aquisição, benefícios dessa estratégia e como ocorre o processo. Continue lendo para conferir!
M&A: significado
A sigla M&A, abreviação de "Mergers and Acquisitions", diz respeito a estratégias de negócios envolvendo a união de duas ou mais empresas em uma única entidade (fusão) ou a compra de uma empresa por outra (aquisição).
Essas operações são realizadas com o objetivo de criar sinergias, aumentar a capacidade de produção, entrar em novos mercados ou adquirir novas tecnologias e competências.
No contexto das startups, M&A pode ser uma maneira valiosa de acelerar o crescimento do negócio, consolidar sua posição no mercado ou ainda representar uma saída estratégica para os fundadores e investidores.
Por exemplo, uma startup inovadora com uma tecnologia promissora pode ser adquirida por uma empresa maior que busca incorporar essa tecnologia em seu portfólio de produtos.
As M&As podem ser uma rota complexa e desafiadora. Porém, com planejamento e execução feitos de forma correta, elas têm o potencial de oferecer benefícios substanciais para todas as partes envolvidas.
Tipos de M&A
As M&As podem ser classificadas de várias formas, dependendo do setor, do tamanho das empresas envolvidas e do tipo de acordo. As principais são:
- Fusão horizontal: ocorre quando duas empresas do mesmo setor se unem com o objetivo de aumentar a cota de mercado ou criar sinergias operacionais.
- Fusão vertical: acontece quando duas empresas de diferentes estágios na mesma cadeia de produção se fundem. A intenção é, muitas vezes, aumentar a eficiência ou garantir o controle de uma cadeia de suprimentos.
- Fusão conglomerada: ocorre quando duas empresas de setores totalmente diferentes decidem se unir, o que é feito principalmente para diversificar o negócio.
- Aquisição amigável: quando a empresa-alvo está disposta a ser comprada.
- Aquisição hostil: quando a empresa-alvo não quer ser comprada.
Motivos para fazer M&A
As operações de M&A podem proporcionar uma série de benefícios estratégicos e financeiros. Primeiramente, as fusões e aquisições permitem que as empresas cresçam mais rapidamente, adquirindo novos ativos, tecnologias ou competências, sem a necessidade de desenvolvê-los internamente. Isso pode ser especialmente vantajoso em setores de alta tecnologia e em rápida evolução, nos quais a inovação é a chave para o sucesso.
Em segundo lugar, M&A pode ser uma forma eficaz de entrar em novos mercados ou expandir a cota existente. Ao adquirir uma empresa que já opera em um nicho desejado, a organização compradora pode aproveitar a base de clientes existente, as relações com os stakeholders e o conhecimento do mercado da empresa adquirida.
Por fim, M&A é uma estratégia de saída lucrativa para os fundadores de startups e seus investidores. Muitas vezes, uma aquisição por uma grande empresa pode oferecer retornos significativos sobre o investimento inicial, ao mesmo tempo em que proporciona à startup acesso a recursos e capacidades que ela não poderia alcançar sozinha.
Etapas do processo
O processo de M&A ocorre por meio de algumas etapas:
1. Planejamento e pesquisa
O primeiro passo em qualquer processo de M&A é a fase de planejamento e pesquisa. Nessa etapa, a empresa que deseja adquirir outra (a empresa adquirente) identifica possíveis alvos para a aquisição e realiza uma análise detalhada para avaliar a viabilidade da operação.
Isso envolve estudar o mercado, a concorrência e a situação financeira do alvo e avaliar a compatibilidade cultural entre as empresas.
2. Abordagem e negociação
Após identificar um alvo adequado, a empresa adquirente faz uma abordagem inicial. Se o interesse for mútuo, as duas partes começam as negociações, discutindo os termos do acordo, incluindo o preço de compra e a estrutura do negócio.
3. Due diligence
Uma vez que os termos preliminares são acordados, a empresa adquirente realiza uma "due diligence", ou diligência prévia. Esse é um processo detalhado de investigação da empresa-alvo, que pode incluir a revisão de documentos financeiros, contratos, registros de clientes, questões legais e de propriedade intelectual, entre outras coisas.
4. Fechamento do acordo
Se a due diligence não revelar nenhum problema significativo, as partes prosseguem para finalizar o acordo. Isso envolve a preparação e a assinatura de contratos de aquisição, a realização de pagamentos e a satisfação de quaisquer condições restantes.
5. Integração
A última etapa do processo de M&A é a integração das duas empresas. Essa fase pode ser um desafio, pois envolve a combinação de duas culturas organizacionais diferentes, a integração de sistemas e operações e a comunicação eficaz para garantir uma transição suave para os funcionários e clientes.
Cada um desses passos tem suas complexidades e desafios. Por isso, as empresas geralmente buscam o conselho de consultores financeiros, advogados e outros profissionais experientes em M&A para ajudar no processo.
Cenário de investimentos em startups no Brasil
O Brasil está emergindo como um importante polo de inovação e empreendedorismo, com um crescente número de startups atraindo investimentos. Somente em 2022, as startups brasileiras levantaram um recorde de quase US$ 5,2 bilhões em capital de risco, mais do que o dobro do valor do ano anterior.
Esse crescimento tem sido impulsionado por uma série de fatores, incluindo um ambiente regulatório favorável, o surgimento de uma forte cultura de empreendedorismo e o interesse de investidores estrangeiros. Além disso, a pandemia da covid-19 acelerou a digitalização de muitos setores da economia, criando novas oportunidades para as startups.
De acordo com um levantamento recente citado pela Suno Research, no primeiro trimestre de 2023, foram realizadas 135 operações de investimentos em startups brasileiras. Isso representa um decréscimo em relação ao mesmo período do ano anterior, mas a quantia total de investimentos ainda é bastante significativa, alcançando a marca de R$ 1,7 bilhão.
Esses números mostram que, apesar da flutuação, o Brasil continua sendo um palco atrativo para investidores interessados em startups. As startups brasileiras têm se destacado em diversos setores, como tecnologia, saúde, educação e finanças, atraindo o interesse tanto de investidores nacionais quanto internacionais.
No entanto, é importante notar que o investimento em startups também envolve riscos. A natureza volátil do mercado desse setor, aliada a fatores como a situação econômica do país e a maturidade do ecossistema de startups, pode resultar em períodos de menor investimento.
Por isso, é crucial que as startups tenham uma estratégia sólida e estejam bem-preparadas para navegar nesse cenário em constante evolução.
Como preparar a startup para uma aquisição
Para as startups que estão buscando aquisição, existem várias etapas que podem ajudar a preparar a empresa para o processo de M&A.
Em primeiro lugar, é importante entender claramente o valor da sua empresa para um potencial comprador. Isso inclui identificar suas principais competências, ativos de propriedade intelectual, posição de mercado e outras vantagens competitivas.
Em segundo lugar, é crucial ter uma governança corporativa sólida e transparência financeira, o que significa ter controles internos fortes, auditorias financeiras regulares e uma gestão eficaz.
Ter um bom conselho de administração, composto por membros experientes e respeitados, também pode aumentar a credibilidade da startup aos olhos dos potenciais compradores.
Também é vital ter uma estratégia de saída clara e um plano de integração pós-aquisição. Assim, sua empresa estará sempre preparada para identificar possíveis obstáculos relacionados à integração e desenvolver um plano para superá-los.
Além disso, também temos algumas outras dicas para você:
- Desenvolva uma Proposta Única de Valor (PUV): ter uma proposta de valor única e clara pode tornar a sua startup mais atrativa para potenciais compradores. Isso significa entender o que torna a sua empresa única no mercado e como ela se diferencia da concorrência.
- Estabeleça processos claros: as empresas que possuem processos claros e bem-documentados são mais atraentes para os compradores, pois isso facilita a transição após a aquisição.
- Mantenha a saúde financeira: um balanço sólido e uma boa saúde financeira são fatores que os investidores levam em consideração na hora de avaliar uma aquisição. Ou seja, ter um controle apurado sobre as finanças da empresa, incluindo vendas, despesas e lucros, é essencial.
- Construa uma equipe forte: uma equipe competente e engajada é um ativo valioso para qualquer investidor. Isso porque eles procuram empresas que não dependam exclusivamente do empreendedor, mas que possuam um time capaz de levar o negócio adiante.
- Esteja preparado para due diligence: a due diligence é um aspecto essencial do processo de M&A. Então, esteja preparado para fornecer toda a documentação necessária e para responder a perguntas detalhadas sobre todos os aspectos do seu negócio.
- Procure orientação especializada: o processo de M&A pode ser complexo e é sempre recomendável procurar a orientação de consultores especializados, como advogados e consultores financeiros, para auxiliar durante todo o processo.
Ah! E lembre-se: cada aquisição é única e o que funciona para uma startup pode não funcionar para outra. Assim, é crucial entender as especificidades do seu negócio e do mercado em que está inserido para preparar-se efetivamente para uma aquisição.
Papel do investidor-anjo
O investidor-anjo é, em geral, um profissional ou empresário experiente que investe parte de seus recursos em empresas nascentes, com alto potencial de crescimento.
Um aspecto marcante do investidor-anjo é o seu envolvimento pessoal no desenvolvimento da startup. Diferentemente de investidores tradicionais, o anjo muitas vezes atua como mentor para o empreendedor, oferecendo orientação estratégica e compartilhando sua rede de contatos. Essa contribuição é conhecida como smart money, ou seja, dinheiro acompanhado de suporte e aconselhamento.
Além disso, o investidor-anjo também assume um papel importante na mitigação de riscos. A diversificação de sua carteira de investimentos permite que ele tolere a possibilidade de perda total do investimento em uma startup, desde que outras em sua carteira tenham sucesso.
Esse tipo de investidor pode ser especialmente valioso para novos negócios que estão se preparando para um processo de M&A. Afinal, ele pode ajudar a startup a se preparar para a due diligence, a negociar os termos do acordo e a navegar pelo processo de integração após a aquisição.
Também vale salientar que o investidor-anjo é movido não apenas pelo potencial de retorno financeiro, mas também pela vontade de apoiar inovações e contribuir para o desenvolvimento do ecossistema empreendedor.
Em conclusão, os investidores-anjo desempenham um papel de protagonismo no ecossistema das startups, fornecendo capital, orientação e suporte para ajudar as novas empresas a crescerem.
Em direção a um futuro promissor com M&A
Neste artigo, você viu tudo sobre M&A: significado, como ocorrem, quais são os principais tipos, como preparar sua empresa para dar o primeiro passo e muitas outras informações essenciais sobre o tema.
O processo de M&A é uma ferramenta estratégica poderosa para o crescimento e a inovação, oferecendo oportunidades significativas tanto para startups quanto para empresas estabelecidas. No Brasil, o aumento do investimento em startups e o ambiente favorável de negócios indicam um futuro promissor para M&As no setor de tecnologia.
No entanto, o sucesso em M&A requer planejamento cuidadoso, preparação e uma compreensão clara do valor que cada parte traz para a mesa. Para as startups, a preparação para uma potencial aquisição pode ser uma jornada desafiadora, mas recompensadora, que pode abrir a porta para novas oportunidades.
Agora, como tudo começa com uma ideia e é necessário entender como vendê-la, que tal conferir o nosso artigo "Como fazer um pitch? 10 dicas para você vender sua ideia”?
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Todo mundo já entendeu que a IA vai mudar a forma como a gente compra, certo? Em pouco tempo, você vai escolher tênis, passagem aérea e até plano de saúde batendo papo com um chatbot, pagar ali mesmo e receber tudo sem sair da conversa. Comprar dentro de um ChatGPT da vida vai ser tão comum quanto abrir o app do banco.

A revitalização do CEDET marca um passo importante na consolidação da Apeti como agente de transformação social e tecnológica em São José do Rio Preto. O projeto não apenas renova um espaço físico, mas reacende a esperança de muitos jovens e reafirma o papel da tecnologia como ponte entre conhecimento, oportunidades e cidadania.

A Casa do Empreendedor foi inaugurada em Olímpia na tarde desta terça-feira (30), em cerimônia realizada na Câmara Municipal e seguida de visita às novas instalações na Avenida Aurora Forti Neves. O espaço integra o programa “Olímpia + Empreendedora” e reúne, em um só endereço, serviços de orientação, crédito, capacitação e inovação para micro e pequenos negócios.

A Apeti, entidade que reúne empresas e profissionais de tecnologia e inovação de Rio Preto, completa hoje 22 anos de atuação. Criada em 2003, nasceu para organizar e dar voz ao setor de TI, mas ao longo do tempo ampliou sua atuação e se consolidou como hub multissetorial, responsável por conectar empresas, fomentar parcerias e gerar impacto econômico e social na cidade.

Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?

Vivemos em uma era que nos pressiona a buscar o novo a todo instante. A inovação virou mantra, e a velocidade, critério quase absoluto de sucesso. Mas entre apelos por reinvenção constante e promessas de soluções mágicas para problemas complexos, sigo acreditando em um princípio simples: tudo que tem valor resiste ao tempo.

Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.

Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos

Aviso: texto com objetivo de antecipar à comunidade tech mudanças de grande impacto no setor. Marco Civil em discussão... de novo? Sim, o Marco Civil de Internet (MCI) está em debate novamente. Durante sua aprovação, a lei sofreu muitas críticas, mas, o MCI proporcionou um regime de responsabilidade civil para os provedores de aplicações de internet, que esses só deveriam remover conteúdos de terceiros a partir de uma ordem judicial, ou seja, caso a empresa não possua uma política de remoção de conteúdos, em tese, não precisaria remover conteúdos de terceiros que gerem danos a seus usuários. No entanto, após uma década desde a implementação da norma mencionada, o aumento do uso das redes sociais e a complexidade das interações online têm exigido debates mais aprofundados sobre o assunto. Estão debatendo a se o Art. 19 do MCI é constitucional ou inconstitucional. Por que um caso chega no STF (Leading Cases)? O STF se envolve quando um caso levanta questões constitucionais significativas que exigem uma interpretação definitiva. Como a mais alta autoridade judicial, o Supremo deve garante que leis e disposições legais estejam alinhadas com os princípios da CF/88. Quando alguns artigos legais — como o Artigo 19 do Marco Civil da Internet — são desafiadas quanto à sua constitucionalidade, o STF estabelece precedentes que orientarão todo o sistema jurídico. Nota Casos paradigmáticos (Leading Cases) são decisões judiciais fundamentais, que servem como pontos de referência para casos futuros semelhantes. Quando um tribunal superior como o STF delibera sobre uma questão legal específica, sua decisão vai além de resolver o conflito imediato. Na verdade, cria um roteiro estratégico que orienta como tribunais inferiores devem interpretar e aplicar a lei em situações parecidas. Imagine um caso paradigmático como uma história fundacional na interpretação legal. Assim como uma história impactante pode estabelecer normas culturais, um leading case estabelece entendimentos jurídicos. RE 1037396 (relator: MIN. DIAS TOFFOLI) Neste caso, o Facebook contestou uma decisão judicial que o obrigava a pagar danos morais por conteúdo ofensivo publicado por terceiros — sem uma ordem judicial prévia de remoção. RE 1057258 (relator: MIN. LUIZ FUX) Este caso é sobre um recurso levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se empresas que hospedam sites na internet (como o Google, dono do Orkut) são obrigadas a monitorar e remover conteúdos ofensivos publicados por usuários, sem precisar de uma ordem da Justiça. O que falaram até agora? Artigo 19 - Íntegra Art. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário. § 1º A ordem judicial de que trata o caput deverá conter, sob pena de nulidade, identificação clara e específica do conteúdo apontado como infringente, que permita a localização inequívoca do material § 2º A aplicação do disposto neste artigo para infrações a direitos de autor ou a direitos conexos depende de previsão legal específica, que deverá respeitar a liberdade de expressão e demais garantias previstas no art. 5o da Constituição Federal. § 3º As causas que versem sobre ressarcimento por danos decorrentes de conteúdos disponibilizados na internet relacionados à honra, à reputação ou a direitos de personalidade, bem como sobre a indisponibilização desses conteúdos por provedores de aplicações de internet, poderão ser apresentadas perante os juizados especiais. § 4º O juiz, inclusive no procedimento previsto no § 3o , poderá antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, existindo prova inequívoca do fato e considerado o interesse da coletividade na disponibilização do conteúdo na internet, desde que presentes os requisitos de verossimilhança da alegação do autor e de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. 👍 Quem entende que o Art. 19 é constitucional : Facebook. Argumentos principais: Defende o equilíbrio previsto no Marco Civil Alerta que exigências extrajudiciais podem: Sobrecarregar plataformas Aumentar risco de censura indevida Prejudicar a liberdade de expressão ABERT. Argumentos principais: Destaca que liberdade de expressão deve ser ampla, mas não ilimitada O artigo 19 garante um processo equilibrado que impede abusos Contra censura prévia, mas a favor de intervenção judicial corretiva Wikipedia Foundation. Argumentos principais: Alterações na responsabilidade das plataformas poderiam inviabilizar projetos educacionais Defende o modelo atual que protege iniciativas sem fins lucrativos Alega que o Wikipedia não é igual à outras plataformas TikTok (ByteDance). Argumentos principais: O artigo 19 evita censura prévia Preserva a liberdade de expressão Qualquer modificação pode impactar negativamente criadores independentes Mercado Livre. Argumentos principais: Destaca diferenças operacionais entre plataformas Responsabilidade irrestrita prejudicaria negócios legítimos Ressalta importância de ferramentas preventivas 👎 Quem entende que o Art. 19 é inconstitucional : Brasilcon. Argumentos principais: O artigo promove uma "hierarquia indevida dos direitos fundamentais" A obrigatoriedade de decisão judicial para remoção de conteúdos ofensivos causa: Processos longos e custosos Demora na proteção de vítimas Defende a revisão do artigo para proteger os mais vulneráveis, especialmente diante do aumento da violência digital Sleeping Giants Brasil. Argumentos principais: O artigo precisa de ajustes para permitir remoção eficiente de conteúdos danosos Destaca a desinformação como ameaça à democracia Enfatiza a necessidade de responsabilidade ética das plataformas digitais Advogado Geral da União (AGU). Argumentos principais: Sustentou que o artigo 19 é insuficiente para lidar com situações emergenciais, como o dia 8 de janeiro, quando a AGU precisou acionar judicialmente as plataformas para remoção de conteúdos incentivando atos antidemocráticos. Defendeu que a obrigatoriedade de decisão judicial prejudica a agilidade no combate a conteúdos prejudiciais e cria riscos à segurança pública e à democracia. CONIB. Argumentos principais: Destacaram que a regulamentação digital eficaz é essencial para equilibrar liberdade de expressão e responsabilidade. Fizeram referência ao impacto global da desinformação, citando exemplos concretos de como regulações rígidas em Israel ajudaram a mitigar abusos digitais. Reforçaram que o Artigo 19 do Marco Civil, ao exigir decisões judiciais para remoção de conteúdos, torna as ações lentas e, muitas vezes, ineficazes para prevenir danos irreversíveis em crises. Defendeu que normas mais flexíveis e pró-ativas podem evitar problemas sistêmicos, como manipulação de informações. O que os ministros falaram e perguntaram? Ministro Luís Roberto Barroso. "As plataformas têm responsabilidade sobre o impacto social de seus algoritmos. A liberdade de expressão não é ilimitada, especialmente quando utilizada para disseminação de desinformação ou discursos de ódio. A interpretação do artigo 19 deve considerar a proteção das instituições democráticas.” Ministro Alexandre de Moraes. “No dia 8 de janeiro, houve uma completa falência da autorregulação das grandes plataformas digitais. O uso descontrolado das redes para organizar atos antidemocráticos mostrou que a autorregulação, apoiada no artigo 19, é insuficiente. A instrumentalização e, em alguns casos, a conivência das redes, geraram riscos à democracia.” Ministro Dias Toffoli “Excelentíssimo senhor presidente, excelentíssimos senhores ministros, no julgamento de hoje, tratamos da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. É fundamental destacar a importância de garantir um equilíbrio entre liberdade de expressão e a responsabilização adequada de provedores.” Ministro Luiz Fux “Senhor presidente, senhores ministros, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reiterado a relevância da proteção de direitos fundamentais, especialmente no contexto digital. O artigo 19 reflete uma tentativa de endereçar questões complexas em uma era de comunicação instantânea.” Ministro Edson Fachin “É essencial reforçar a necessidade de regulamentação eficiente da internet. A Constituição Federal é clara sobre os direitos fundamentais e deve ser a base para todas as decisões relacionadas à liberdade de expressão e responsabilidade no ambiente digital.” Por que importa a nós, de tech? Essas discussões legais impactam diretamente, em diversos níveis. Aqui vão alguns aspectos: Liberdade de expressão Inovação tecnológica Segurança jurídica no ambiente digital, e aqui leia-se também inteligência artificial. Para empresas e profissionais de tecnologia, compreender essas responsabilidades legais é essencial para: Desenvolver estratégias de moderação de conteúdo Garantir conformidade regulatória Minimizar riscos jurídicos Adaptar modelos de negócios As decisões do STF podem redesenhar completamente como as plataformas digitais operam, influenciando diretamente o desenvolvimento de novas tecnologias e a forma como direitos dos usuários são protegidos na internet. Adotar tecnologias não é uma opção. Manter-se atualizado sobre essas mudanças também não, mas sim uma necessidade estratégica para qualquer empresa ou profissional do setor tecnológico. Considerações Finais A discussão revela um debate complexo sobre os limites da responsabilidade digital, onde cada ator busca proteger seus interesses específicos, mas compartilha a preocupação fundamental de criar um ambiente online que faça mais sentido aos atores. A decisão do STF terá impactos significativos não apenas para grandes plataformas, mas para todo o ecossistema digital brasileiro, afetando desde redes sociais até plataformas educacionais e de comércio eletrônico. Dicas práticas Para startups : desenvolver políticas claras de uso, implementar mecanismos de moderação de conteúdo e buscar assessoria jurídica especializada desde o início. Empresas de tecnologia validadas : reforçar a governança corporativa, aprimorar ferramentas de moderação, ser transparentes em suas ações e engajar-se com reguladores e a sociedade para liderar pelo exemplo. Empresas de hardware/infra: projetar produtos de forma responsável, assegurando conformidade legal e oferecendo suporte ao cliente para o uso seguro de suas soluções. As pessoas geralmente preferem evitar e conter problemas em vez de resolvê-los - Richard Susskind, O Futuro das Profissões. Está precisando de uma assessoria jurídica personalizada? Descubra os benefícios exclusivos que preparamos para você e agende sua consulta com o advogado parceiro da Apeti!

No próximo dia 25 de novembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue, a Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação de Rio Preto (Apeti), em parceria com a Shift e diversas empresas de tecnologia da cidade, realizará uma ação solidária de doação de sangue e cadastro de medula óssea no Hemocentro Rio Preto.









































