Data driven: o que é e qual a importância para as empresas?
11 de janeiro de 2024
Neste artigo, descubra o que é data driven e como essa metodologia pode potencializar o sucesso da sua empresa.
Você já ouviu falar em data driven? Esse conceito representa a tomada de decisões baseada em dados e informações concretas. Assim, em vez de depender da intuição, empresas e organizações dos mais variados segmentos adotam uma abordagem mais “científica” para guiar as ações.
Por conta disso, entender melhor o que é data driven e aplicar o conceito no dia a dia se tornou essencial para aprimorar a precisão nas decisões corporativas, elevando a eficácia e, consequentemente, os resultados dos negócios.
Neste artigo, vamos explicar, de forma detalhada, o significado desse termo e entender por que ele está se tornando indispensável para o sucesso das empresas nos dias atuais. Boa leitura!
O que é data driven?
"Data driven" é um termo em inglês que se traduz como "orientado por dados", em português. Ele se refere a uma abordagem ou filosofia na qual decisões, processos e atividades de negócios são guiados e informados por dados substanciais e análises de dados em vez de intuição ou experiência pessoal.
Sendo assim, empresas e organizações data driven utilizam dados para analisar e entender diversos aspectos de suas operações e mercados, usando essas informações para tomar decisões mais informadas e eficazes.
Isso pode incluir a análise de tendências de mercado, comportamentos de clientes, eficiência operacional, entre outros cenários. Essa abordagem pode levar a uma maior objetividade nas decisões, uma vez que se baseia em dados quantitativos e análises em vez de suposições ou palpites.
No entanto, para ser efetivamente data driven, uma organização precisa ter acesso a dados de qualidade, ferramentas adequadas para análises e uma cultura organizacional que valorize e compreenda o uso de dados na tomada de decisões.
Como surgiu essa cultura?
A cultura data driven surgiu como uma resposta às demandas e oportunidades trazidas pela era digital. Antes, as decisões empresariais eram frequentemente baseadas em intuição e experiência, uma abordagem mais subjetiva e, muitas vezes, menos precisa. Com a revolução digital, o volume de dados gerado explodiu, oferecendo uma nova fonte valiosa de insights para as empresas.
Dessa forma, o crescimento exponencial de dados coincidiu com avanços tecnológicos significativos, especialmente em capacidades de armazenamento e processamento.
Isso permitiu que as empresas passassem a coletar mais dados e a analisá-los em grande escala. Assim, a ideia central por trás do data driven é transformar esses dados em informações acionáveis, orientando as decisões de negócios de maneira mais objetiva e informada.
O surgimento dessa cultura também está ligado à competitividade do mercado. Isso porque, à medida que a concorrência aumenta, as empresas precisam encontrar maneiras mais eficazes de entender seus mercados, clientes e operações.
Portanto, aquelas que reconhecem o valor dos dados e adotam uma mentalidade data driven estão em melhor posição para se destacar e prosperar nesse ambiente dinâmico.
Além disso, as expectativas dos consumidores também desempenharam um papel importante. Já que vivenciamos uma era em que os clientes estão mais informados e exigentes, as empresas precisam oferecer experiências personalizadas e produtos/serviços adaptados.
Nesse contexto, o data driven se torna uma ferramenta estratégica para atender a essas expectativas, permitindo uma compreensão mais profunda do comportamento do cliente e do desenvolvimento de campanhas mais eficazes para engajamento.
Como funciona uma empresa orientada a dados?
Uma empresa orientada a data driven opera de maneira estruturada, fazendo uso inteligente das informações disponíveis para impulsionar as operações, tomar decisões e atingir objetivos estratégicos. O funcionamento dessa cultura inclui:
1. Coleta eficiente de dados
A empresa investe em sistemas de qualidade para coletar dados, o que envolve a implementação de tecnologias que possibilitam a captura de informações tanto internas (como dados de vendas e desempenho operacional) quanto externas (como feedbacks de clientes e tendências de mercado).
2. Armazenamento e gerenciamento
Após a coleta, os dados precisam ser armazenados de maneira organizada e segura. Sendo assim, bancos de dados eficientes e soluções de gerenciamento são implementados para garantir acesso rápido e seguro às informações quando necessário.
3. Análise avançada
A empresa que adota a cultura data driven utiliza ferramentas e técnicas analíticas avançadas para extrair insights dos dados coletados, o que pode envolver a aplicação de algoritmos de aprendizado de máquina, análise estatística e outras abordagens para identificar padrões, tendências e correlações.
4. Tomada de decisão baseada em dados
As análises dos dados, então, fundamentam as decisões estratégicas. A liderança e os gestores utilizam as informações coletadas para planejar estratégias, otimizar processos e antecipar mudanças no mercado, tornando o processo decisório mais preciso e eficaz.
5. Cultura colaborativa
Uma empresa data driven promove uma cultura colaborativa na qual diferentes departamentos interagem e compartilham informações, ampliando a compreensão geral da organização sobre seus dados e a eficácia das operações.
6. Foco na privacidade e segurança
Dada a sensibilidade dos dados, a segurança e a privacidade são prioridades. Por isso, sistemas de segurança de alta qualidade são implementados para proteger informações contra acessos não autorizados e garantir conformidade com regulamentações de privacidade.
7. Adaptação contínua
A empresa está continuamente avaliando e ajustando suas estratégias com base nas mudanças nos dados e no ambiente de negócios. A agilidade torna-se uma característica fundamental para se adaptar rapidamente às novas informações.
E o data driven marketing?
O data driven também é uma cultura fortemente aplicada à área de marketing. Nesse contexto, o data driven significa personalização aprimorada. Compreender o comportamento do cliente a partir de dados coletados permite a criação de campanhas mais personalizadas e eficazes, direcionadas para públicos específicos.
Esse, além de potencializar o retorno sobre o investimento em marketing, também cria uma melhor experiência para os clientes, estabelecendo conexões e fidelizando o público à sua marca.
Qual a importância do data driven nas empresas?
Tomada de decisões precisas
Com a análise de dados, as empresas obtêm insights mais relevantes, o que possibilita uma tomada de decisões mais informada e estratégica. Isso reduz a margem de erro e aumenta as chances de sucesso em projetos e iniciativas.
Estratégias de marketing mais eficientes
Como mencionado anteriormente, no marketing, compreender o comportamento do cliente por meio de dados é fundamental. O data driven marketing permite personalizar campanhas, segmentar públicos-alvo com precisão e otimizar a alocação de recursos para obter o máximo retorno sobre o investimento.
Melhoria da experiência do cliente
As empresas que adotam uma abordagem orientada a dados podem personalizar experiências e oferecer produtos e serviços mais alinhados com as expectativas do cliente, promovendo a fidelidade e a satisfação deles.
Otimização operacional
A análise de dados possibilita otimizar processos internos. Assim, identificar ineficiências, entender padrões de produção e monitorar o desempenho operacional são formas de aprimorar a eficiência e reduzir custos.
Inovação e desenvolvimento de produtos
O data driven permite às empresas identificar oportunidades de inovação. Compreendendo as demandas do mercado, feedback dos clientes e tendências emergentes, as empresas podem desenvolver produtos e serviços que atendam às necessidades em constante evolução.
Adaptação às mudanças de mercado
Em um cenário empresarial dinâmico, adaptabilidade é chave. As análises de dados ajudam as empresas a identificar mudanças no mercado, antecipar tendências e ajustar suas estratégias rapidamente para permanecerem competitivas.
Mitigação de riscos
Não é segredo para ninguém que compreender os riscos é essencial para o sucesso a longo prazo, e a análise de dados permite a identificação precoce de possíveis problemas. Isso facilita a implementação de medidas corretivas antes que se tornem grandes crises.
Mensuração de desempenho
O data driven fornece métricas objetivas para avaliar o sucesso de campanhas, operações e estratégias, permitindo ajustes em tempo real para otimizar resultados.
Competitividade no mercado
Em mercados altamente competitivos, empresas orientadas a dados têm uma vantagem significativa. Afinal, a capacidade de tomar decisões rápidas e eficazes com base em dados confiáveis permite que essas organizações se destaquem em seus setores.
Como aplicar essa cultura?
Aplicar o data driven requer um compromisso e é necessário investir em tecnologia de ponta, além de fornecer treinamento adequado para as equipes. No geral, as organizações precisam se adaptar a uma mentalidade analítica e incorporar processos que permitam a análise eficiente de dados.
Outro ponto importante é a colaboração interdisciplinar, com todas as partes interessadas compreendendo o valor dos dados na orientação das decisões corporativas.
Como transformar informações em dados?
Portanto, o data driven é uma mudança fundamental na maneira como as organizações operam, e estar na vanguarda dessa revolução é o que diferencia as empresas que prosperam na era digital.
Esta é uma jornada contínua de adaptação, aprendizado e integração eficaz de dados em todos os aspectos operacionais. E essa transformação de informações em dados envolve o uso de ferramentas de análise responsáveis por capacitar as empresas a coletar e interpretar dados de forma eficiente.
Então, se você deseja conhecer alguma das melhores opções disponíveis no mercado, confira cinco ferramentas de análises de dados para transformar números em informações valiosas.
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Todo mundo já entendeu que a IA vai mudar a forma como a gente compra, certo? Em pouco tempo, você vai escolher tênis, passagem aérea e até plano de saúde batendo papo com um chatbot, pagar ali mesmo e receber tudo sem sair da conversa. Comprar dentro de um ChatGPT da vida vai ser tão comum quanto abrir o app do banco.

A revitalização do CEDET marca um passo importante na consolidação da Apeti como agente de transformação social e tecnológica em São José do Rio Preto. O projeto não apenas renova um espaço físico, mas reacende a esperança de muitos jovens e reafirma o papel da tecnologia como ponte entre conhecimento, oportunidades e cidadania.

A Casa do Empreendedor foi inaugurada em Olímpia na tarde desta terça-feira (30), em cerimônia realizada na Câmara Municipal e seguida de visita às novas instalações na Avenida Aurora Forti Neves. O espaço integra o programa “Olímpia + Empreendedora” e reúne, em um só endereço, serviços de orientação, crédito, capacitação e inovação para micro e pequenos negócios.

A Apeti, entidade que reúne empresas e profissionais de tecnologia e inovação de Rio Preto, completa hoje 22 anos de atuação. Criada em 2003, nasceu para organizar e dar voz ao setor de TI, mas ao longo do tempo ampliou sua atuação e se consolidou como hub multissetorial, responsável por conectar empresas, fomentar parcerias e gerar impacto econômico e social na cidade.

Por que algumas empresas desaparecem enquanto outras conseguem se reinventar e permanecer relevantes por décadas? Quantas histórias já ouvimos de organizações que perderam espaço, precisaram ser vendidas para sobreviver ou simplesmente não conseguiram sair de crises? Essa é uma pergunta que todo empresário e executivo deveria se fazer diariamente: o que precisamos fazer para garantir que nossa empresa continue relevante?

Vivemos em uma era que nos pressiona a buscar o novo a todo instante. A inovação virou mantra, e a velocidade, critério quase absoluto de sucesso. Mas entre apelos por reinvenção constante e promessas de soluções mágicas para problemas complexos, sigo acreditando em um princípio simples: tudo que tem valor resiste ao tempo.

Tem tanta coisa maluca acontecendo no mundo que as pegadinhas de 1º de abril ficaram realistas demais. O Dia da Mentira virou descanso. Um dia em que, enfim, a gente sabe que está sendo enganado (e ri disso). Mas às vezes, é o contrário que acontece: algumas ideias parecem mentira, e ainda assim, mudam tudo.

Neste programa, publicado em 01 de março, recebo Gerson Pedrinho e João Paulo, presidente e vice-presidente da APETI (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnlogia da Informação) para falarmos sobre a instituição, sua história, projetos e planos futuros. Créditos: https://www.samilo.com.br/entrevista-com-gerson-e-joao-paulo-cbn-grandes-lagos

Aviso: texto com objetivo de antecipar à comunidade tech mudanças de grande impacto no setor. Marco Civil em discussão... de novo? Sim, o Marco Civil de Internet (MCI) está em debate novamente. Durante sua aprovação, a lei sofreu muitas críticas, mas, o MCI proporcionou um regime de responsabilidade civil para os provedores de aplicações de internet, que esses só deveriam remover conteúdos de terceiros a partir de uma ordem judicial, ou seja, caso a empresa não possua uma política de remoção de conteúdos, em tese, não precisaria remover conteúdos de terceiros que gerem danos a seus usuários. No entanto, após uma década desde a implementação da norma mencionada, o aumento do uso das redes sociais e a complexidade das interações online têm exigido debates mais aprofundados sobre o assunto. Estão debatendo a se o Art. 19 do MCI é constitucional ou inconstitucional. Por que um caso chega no STF (Leading Cases)? O STF se envolve quando um caso levanta questões constitucionais significativas que exigem uma interpretação definitiva. Como a mais alta autoridade judicial, o Supremo deve garante que leis e disposições legais estejam alinhadas com os princípios da CF/88. Quando alguns artigos legais — como o Artigo 19 do Marco Civil da Internet — são desafiadas quanto à sua constitucionalidade, o STF estabelece precedentes que orientarão todo o sistema jurídico. Nota Casos paradigmáticos (Leading Cases) são decisões judiciais fundamentais, que servem como pontos de referência para casos futuros semelhantes. Quando um tribunal superior como o STF delibera sobre uma questão legal específica, sua decisão vai além de resolver o conflito imediato. Na verdade, cria um roteiro estratégico que orienta como tribunais inferiores devem interpretar e aplicar a lei em situações parecidas. Imagine um caso paradigmático como uma história fundacional na interpretação legal. Assim como uma história impactante pode estabelecer normas culturais, um leading case estabelece entendimentos jurídicos. RE 1037396 (relator: MIN. DIAS TOFFOLI) Neste caso, o Facebook contestou uma decisão judicial que o obrigava a pagar danos morais por conteúdo ofensivo publicado por terceiros — sem uma ordem judicial prévia de remoção. RE 1057258 (relator: MIN. LUIZ FUX) Este caso é sobre um recurso levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se empresas que hospedam sites na internet (como o Google, dono do Orkut) são obrigadas a monitorar e remover conteúdos ofensivos publicados por usuários, sem precisar de uma ordem da Justiça. O que falaram até agora? Artigo 19 - Íntegra Art. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário. § 1º A ordem judicial de que trata o caput deverá conter, sob pena de nulidade, identificação clara e específica do conteúdo apontado como infringente, que permita a localização inequívoca do material § 2º A aplicação do disposto neste artigo para infrações a direitos de autor ou a direitos conexos depende de previsão legal específica, que deverá respeitar a liberdade de expressão e demais garantias previstas no art. 5o da Constituição Federal. § 3º As causas que versem sobre ressarcimento por danos decorrentes de conteúdos disponibilizados na internet relacionados à honra, à reputação ou a direitos de personalidade, bem como sobre a indisponibilização desses conteúdos por provedores de aplicações de internet, poderão ser apresentadas perante os juizados especiais. § 4º O juiz, inclusive no procedimento previsto no § 3o , poderá antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, existindo prova inequívoca do fato e considerado o interesse da coletividade na disponibilização do conteúdo na internet, desde que presentes os requisitos de verossimilhança da alegação do autor e de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. 👍 Quem entende que o Art. 19 é constitucional : Facebook. Argumentos principais: Defende o equilíbrio previsto no Marco Civil Alerta que exigências extrajudiciais podem: Sobrecarregar plataformas Aumentar risco de censura indevida Prejudicar a liberdade de expressão ABERT. Argumentos principais: Destaca que liberdade de expressão deve ser ampla, mas não ilimitada O artigo 19 garante um processo equilibrado que impede abusos Contra censura prévia, mas a favor de intervenção judicial corretiva Wikipedia Foundation. Argumentos principais: Alterações na responsabilidade das plataformas poderiam inviabilizar projetos educacionais Defende o modelo atual que protege iniciativas sem fins lucrativos Alega que o Wikipedia não é igual à outras plataformas TikTok (ByteDance). Argumentos principais: O artigo 19 evita censura prévia Preserva a liberdade de expressão Qualquer modificação pode impactar negativamente criadores independentes Mercado Livre. Argumentos principais: Destaca diferenças operacionais entre plataformas Responsabilidade irrestrita prejudicaria negócios legítimos Ressalta importância de ferramentas preventivas 👎 Quem entende que o Art. 19 é inconstitucional : Brasilcon. Argumentos principais: O artigo promove uma "hierarquia indevida dos direitos fundamentais" A obrigatoriedade de decisão judicial para remoção de conteúdos ofensivos causa: Processos longos e custosos Demora na proteção de vítimas Defende a revisão do artigo para proteger os mais vulneráveis, especialmente diante do aumento da violência digital Sleeping Giants Brasil. Argumentos principais: O artigo precisa de ajustes para permitir remoção eficiente de conteúdos danosos Destaca a desinformação como ameaça à democracia Enfatiza a necessidade de responsabilidade ética das plataformas digitais Advogado Geral da União (AGU). Argumentos principais: Sustentou que o artigo 19 é insuficiente para lidar com situações emergenciais, como o dia 8 de janeiro, quando a AGU precisou acionar judicialmente as plataformas para remoção de conteúdos incentivando atos antidemocráticos. Defendeu que a obrigatoriedade de decisão judicial prejudica a agilidade no combate a conteúdos prejudiciais e cria riscos à segurança pública e à democracia. CONIB. Argumentos principais: Destacaram que a regulamentação digital eficaz é essencial para equilibrar liberdade de expressão e responsabilidade. Fizeram referência ao impacto global da desinformação, citando exemplos concretos de como regulações rígidas em Israel ajudaram a mitigar abusos digitais. Reforçaram que o Artigo 19 do Marco Civil, ao exigir decisões judiciais para remoção de conteúdos, torna as ações lentas e, muitas vezes, ineficazes para prevenir danos irreversíveis em crises. Defendeu que normas mais flexíveis e pró-ativas podem evitar problemas sistêmicos, como manipulação de informações. O que os ministros falaram e perguntaram? Ministro Luís Roberto Barroso. "As plataformas têm responsabilidade sobre o impacto social de seus algoritmos. A liberdade de expressão não é ilimitada, especialmente quando utilizada para disseminação de desinformação ou discursos de ódio. A interpretação do artigo 19 deve considerar a proteção das instituições democráticas.” Ministro Alexandre de Moraes. “No dia 8 de janeiro, houve uma completa falência da autorregulação das grandes plataformas digitais. O uso descontrolado das redes para organizar atos antidemocráticos mostrou que a autorregulação, apoiada no artigo 19, é insuficiente. A instrumentalização e, em alguns casos, a conivência das redes, geraram riscos à democracia.” Ministro Dias Toffoli “Excelentíssimo senhor presidente, excelentíssimos senhores ministros, no julgamento de hoje, tratamos da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. É fundamental destacar a importância de garantir um equilíbrio entre liberdade de expressão e a responsabilização adequada de provedores.” Ministro Luiz Fux “Senhor presidente, senhores ministros, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reiterado a relevância da proteção de direitos fundamentais, especialmente no contexto digital. O artigo 19 reflete uma tentativa de endereçar questões complexas em uma era de comunicação instantânea.” Ministro Edson Fachin “É essencial reforçar a necessidade de regulamentação eficiente da internet. A Constituição Federal é clara sobre os direitos fundamentais e deve ser a base para todas as decisões relacionadas à liberdade de expressão e responsabilidade no ambiente digital.” Por que importa a nós, de tech? Essas discussões legais impactam diretamente, em diversos níveis. Aqui vão alguns aspectos: Liberdade de expressão Inovação tecnológica Segurança jurídica no ambiente digital, e aqui leia-se também inteligência artificial. Para empresas e profissionais de tecnologia, compreender essas responsabilidades legais é essencial para: Desenvolver estratégias de moderação de conteúdo Garantir conformidade regulatória Minimizar riscos jurídicos Adaptar modelos de negócios As decisões do STF podem redesenhar completamente como as plataformas digitais operam, influenciando diretamente o desenvolvimento de novas tecnologias e a forma como direitos dos usuários são protegidos na internet. Adotar tecnologias não é uma opção. Manter-se atualizado sobre essas mudanças também não, mas sim uma necessidade estratégica para qualquer empresa ou profissional do setor tecnológico. Considerações Finais A discussão revela um debate complexo sobre os limites da responsabilidade digital, onde cada ator busca proteger seus interesses específicos, mas compartilha a preocupação fundamental de criar um ambiente online que faça mais sentido aos atores. A decisão do STF terá impactos significativos não apenas para grandes plataformas, mas para todo o ecossistema digital brasileiro, afetando desde redes sociais até plataformas educacionais e de comércio eletrônico. Dicas práticas Para startups : desenvolver políticas claras de uso, implementar mecanismos de moderação de conteúdo e buscar assessoria jurídica especializada desde o início. Empresas de tecnologia validadas : reforçar a governança corporativa, aprimorar ferramentas de moderação, ser transparentes em suas ações e engajar-se com reguladores e a sociedade para liderar pelo exemplo. Empresas de hardware/infra: projetar produtos de forma responsável, assegurando conformidade legal e oferecendo suporte ao cliente para o uso seguro de suas soluções. As pessoas geralmente preferem evitar e conter problemas em vez de resolvê-los - Richard Susskind, O Futuro das Profissões. Está precisando de uma assessoria jurídica personalizada? Descubra os benefícios exclusivos que preparamos para você e agende sua consulta com o advogado parceiro da Apeti!

No próximo dia 25 de novembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue, a Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação de Rio Preto (Apeti), em parceria com a Shift e diversas empresas de tecnologia da cidade, realizará uma ação solidária de doação de sangue e cadastro de medula óssea no Hemocentro Rio Preto.









































